Micro e pequenas empresas do Paraná também podem exportar e aumentar as vendas neste momento de economia retraída

As sapatilhas da Tutu agradaram o consumidor europeu.
As sapatilhas da Tutu agradaram o consumidor europeu.

Quem pensa que a exportação é uma atividade reservada apenas para as médias e grandes empresas está enganado. As pequenas e até mesmo as microempresas também podem encontrar no mercado internacional uma opção para aumentar suas vendas, principalmente neste momento de retração da nossa economia. E para chegar ao mercado externo, os empresários paranaenses podem contar com o projeto Peiex, da Apex-Brasil e Fundação Araucária de incremento à competitividade e promoção da cultura exportadora empresarial, por meio da solução de problemas técnico-gerenciais e tecnológicos.

No Paraná, o Peiex atua nas regiões de Cascavel, Curitiba, Londrina e Maringá. De 2009 até agora, mais de 2.400 indústrias receberam atendimento dos técnicos desse programa que é gratuito e que beneficia os setores de moda, alimentos e bebidas, máquinas e equipamentos, casa e construção, tecnologia da informação, saúde e beleza.

Um exemplo de empresa paranaense que se lançou no mercado externo através do Peiex é a Tutu Ateliê de Sapatilhas. Eu conversei com o empresário Gustavo Krelling, e ele me contou que o projeto de exportação teve início no ano passado, quando a sua marca foi apresentada em um evento de moda no Castelo de Schönbrunn, em Viena. De lá para cá, contou com a ajuda de um representante da Áustria e apoio técnico do Peiex. Segundo o sócio da Tutu, os produtos foram bem aceitos na Europa e agora ele está buscando novos representantes nos Estados Unidos e Austrália. Só para se ter uma ideia, em menos de um ano, as exportações já respondem por 10% das vendas da empresa, e em alguns meses esse percentual é bem maior. 

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Indicador Ipea aponta alta de 0,38% nos investimentos no 2° trimestre

O Grupo de Estudos de Conjuntura (Gecon) do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada divulgou, nesta sexta-feira (26), o Indicador Ipea de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF). O indicador, que busca antecipar a atualização do Sistema de Contas Nacionais Trimestrais (SCNT) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), aponta uma alta de 0,38% nos investimentos no segundo trimestre deste ano, em relação ao primeiro trimestre, na comparação livre de efeitos sazonais. “Os dados mais recentes indicam uma possível mudança de tendência dos investimentos, com destaque para as máquinas e equipamentos, cuja recuperação tem se mostrado mais significativa”, explica o coordenador do Grupo de Conjuntura do Ipea, José Ronaldo de Souza Jr.

Enquanto o indicador de investimento em construção civil avançou 0,50%, o consumo aparente de máquinas e equipamentos (Came) registrou alta de 11,72%, na mesma base de comparação, influenciado em grande medida pelo bom desempenho da produção doméstica de bens de capital ao longo de todo segundo trimestre; e, particularmente, pelo forte crescimento da importação registrado em junho. Na comparação interanual, o indicador aponta para uma contração de -9,2% no segundo trimestre de 2016, frente ao mesmo período do ano anterior. No primeiro trimestre, a queda chegou a – 17,5%.

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Confiança da construção acelera em agosto

construçãoO Índice de Confiança da Construção (ICST) subiu 1,8 ponto em agosto, alcançando 72,5 pontos – o maior nível desde julho de 2015. Após a segunda alta consecutiva, o índice acumula ganho de 5,9 pontos desde o mínimo histórico de fevereiro. Embora o índice continue muito mais próximo do registro mínimo que da média histórica e mostre uma evolução em 2016 menos favorável que a de outros segmentos produtivos acompanhados pelo FGV/IBRE, a tendência de redução do pessimismo já parece evidente.

“O empresário da construção começou a sinalizar que não está apenas com expectativas menos negativas. A percepção dominante é de que a atividade lentamente começa uma retomada, o que já está se refletindo no indicador de mão de obra prevista. Nos últimos três meses, os empresários passaram a apontar maior intenção de contratar”, observou Ana Maria Castelo, coordenadora de Projetos da Construção da FGV/IBRE.

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Logística trava competitividade do agronegócio sul-americano

Forum de AgronegócioCom crescimento constante em seus índices produtivos, a América do Sul encontra dificuldade em escoar com agilidade e eficiência sua produção agrícola para países do hemisfério Norte como a China, grande parceiro comercial do bloco. O tema foi assunto de debate no painel “Logística: A América multimodal em busca da competitividade”, durante o primeiro dia do 4º Fórum de Agricultura da América do Sul, realizado no Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba (PR).

A falta de investimento nos modais de transporte impede que o agronegócio da região seja competitivo na entrega dos seus produtos. “Na origem já somos, temos que ser também no destino final”, afirma o diretor-presidente do Porto de Paranaguá, Luiz Henrique Dividino. “Precisamos trabalhar o nível de serviço logístico para atender o setor de commodities”, complementa.

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Era do cliente: mudanças no comportamento do consumidor criam novas estratégias no segmento de lavanderia

Naiara Correa: estamos no caminho certo
Naiara Correa: estamos no caminho certo

Até poucos anos atrás, quando o cliente tinha alguma demanda, ele pesquisava qual empresa tinha a solução e aquela que mais lhe agradava como marca. Hoje, além da marca e propósito que ela traz, o consumidor escolhe como quer consumir e quanto está disposto a pagar. E pode até pagar mais, desde que perceba o valor que as empresas significam para ele, como, por exemplo, o tempo que geram para sua qualidade de vida. Em virtude disso, empresas e mercados começaram a se adaptar para atender a “era do cliente” e trazer inovações para este consumidor. Um dos segmentos que passa por isso é o de lavanderias, do qual faz parte o Grupo Acerte Franchising, responsável pelas marcas Quality Lavanderia e Prima Clean, um dos principais líderes na América Latina.

Segundo Naiara Correa, diretora do grupo, o segmento de lavanderias passou por diversas adaptações O serviço era identificado como de luxo, voltado apenas para pessoas com maior poder aquisitivo e para clientes que precisavam de técnicas especiais para limpeza de peças delicadas e especiais, lavadas a seco. Agora, o cliente busca as lavanderias para qualquer tipo de roupa, edredons, tapetes, tênis, pelúcias, carrinho de bebê. Ou seja, não é mais somente pelo tratamento especial que uma lavanderia dá para sua roupa. Ela se tornou local de solução para facilitar a rotina e orçamento doméstico.

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