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Bricarbras cria tecnologia para produção de carvão

Os fornos de barro, arcaicos e altamente poluentes, e a mão-de-obra em situação similar á  escravidão, já podem ser evitados no processo de produção de carvão vegetal. A Bricarbras, que é uma das sete unidades que compõem o grupo paranaense Há¼bner, desenvolveu uma nova tecnologia para a fabricação do produto, sem causar danos ao meio ambiente.

Trata-se das Unidades de Produção de Carvão (UPCs) constituídas por fornos, queimadores de fumaça, estufas para secagem de lenha e um sistema informatizado para supervisionar a carbonização da madeira. De acordo com a negociadora das UPCs, Janete Tomelin, os fornos mais comuns, de alvenaria, geram produtos de qualidade variável e sem qualquer controle de produção, poluem o meio ambiente e, ainda, causam doenças respiratórias, cegueira e problemas cardíacos aos trabalhadores e á  população que fica no entorno desses locais. Já o sistema Bricarbras pode ser instalado em centros urbanos, sem causar danos á  comunidade, porque todos os gases tóxicos são queimados durante a produção. As unidades também trazem maior rendimento no uso da madeira e economia de matéria-prima, garante Janete.

A tecnologia vendida pela empresa de Jaguariaiva é 100% brasileira e exige profissionais preparados para o seu manejo. Por isso, o sistema incentiva a capacitação de mão-de-obra e evita o trabalho escravo, tanto entre jovens quanto adultos.

Outra área de atuação da Bricarbras é a da fabricação de briquetes, matrizes energéticas feitas a partir de biomassa, recursos naturais renováveis, como o bagaço de cana e a casca de amendoim, que podem ser usados para gerar energia. Entre as vantagens estão o reaproveitamento de madeira, o que reduz o impacto ambiental e o alto poder caloífico. Para se ter uma idéia, é possível dizer que 90 toneladas de briquetes evitam a derrubada de 85 árvores.

O próximo passo da empresa é ampliar a sua produção de briquetes de 3 mil para 5 mil unidades mensais.

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