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Emprego, sinal de alerta

O cenário atual quando analisado sob a ótica do emprego já começa a preocupar. Pesquisas divulgadas pelo Dieese apontam a perda de mais de 600 mil postos de trabalho desde dezembro do ano passado. Até março nós havíamos perdido 750 mil vagas, segundo o Dieese. Descontando a leve recuperação de cerca de 100 mil novos postos de trabalho registrados em abril/maio, ainda temos um saldo negativo muito grande.

A união da Sadia com a Perdigão permitirá uma redução de gastos de até R$ 4 bilhões com logística, distribuição, e despesas administrativas. Também devem diminuir os gastos com publicidade e marketing. Hoje, por exemplo, a Sadia trabalha com cinco aências de publicidade e a Perdigão com três.  Com a fusão, as demissões serão inevitáveis não só nas duas empresas, mas também nas prestadoras de serviços. As duas empresas empregam nada menos do que 120 mil pessoas.

De acordo com dados do IBGE, o desemprego atingiu 9% em março. Em 2008, fechou em 7,9%, ante os 9,3% de 2007. Ou seja, estatisticamente já vivemos a situação de dois anos atrás, o que significa um sinal de alerta.

Outro dado preocupante diz respeito á s indenizações trabalhistas. Estima-se que o país perca por ano mais de R$ 29 bilhões em multas e indenizações trabalhistas, repasses do FGTS e seguro-desemprego, com as demissões sem justa causa.  Além disso, as demissões decididas arbitrariamente pelas empresas, sem nenhuma preocupação dos seus efeitos sociais, são utilizadas na maioria dos casos para achatar os salários. Segundo o Dieese, nos últimos cinco anos a rotatividade de mão-de-obra aumentou 20%. Isso significa que em apenas 2,5 anos as empresas trocam completamente seus quadros de funcionários, recontratando novos profissionais com salários menores.

Portanto, algo deve ser feito, e com urência, para a manutenção dos empregos, já que é o mercado interno quem tem sustentado a nossa economia em tempos de crise global.

De acordo com o presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), a terceira central sindical do Brasil, Ricardo Patah, para fazer frente á  crise de emprego, a UGT está mobilizada e organizará atos de pressão junto ao Congresso Nacional e apelará á  opinião pública para buscar saídas para a economia, que agora é atacada diretamente pela crise de emprego que precisa ser equacionada com urência e com a grandeza do espírito cívico dos que se preocupam com os destinos da Nação.

A UGT tem insistido na seriedade desta crise de emprego e vem apelando ao governo federal para a ampliação imediata das parcelas de seguro desemprego. Atualmente, cerca de 103 mil trabalhadores que foram demitidos da indústria metalúrgica, mecá¢nica, têxtil, química, automobilística e da borracha recebem duas parcelas adicionais do seguro-desemprego. A entidade está reivindicando a extensão do benefício para as demais categorias, pois a atual crise de emprego afeta indistintamente todos os setores, que têm garantido isonomia de tratamento pela Constituição Federal.

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