Empresas recorrem á  Universidade Corporativa para formar profissionais - Mirian Gasparin
You are here
Home > Sem categoria > Empresas recorrem á  Universidade Corporativa para formar profissionais

Empresas recorrem á  Universidade Corporativa para formar profissionais

O grande avanço tecnológico, o apagão de talentos e a falta de mão-de-obra qualificada têm motivado uma parte das grandes empresas a adotar o modelo da universidade corporativa. O objetivo é inovar e se diferenciar no mercado, formando não apenas os colaboradores, mas também públicos estratégicos.  O Brasil conta hoje com cerca de 250 universidades corporativas, das quais, 10 estão no Paraná, o que é um número muito pequeno diante do grande número de empresas existentes. Eu conversei com o responsável pelo Programa de Educação Corporativa da Universidade Positivo, o professor Kassem El Sayed, e ele me explicou que neste momento em que já entramos no nível de desemprego estrutural, onde em algumas funções não há profissionais suficientes, a Universidade Corporativa cumpre a função de atender programas de média gerência em diante ou de qualificação de alto nível técnico.

Segundo Sayed, está errado o empresário que pensa que Universidade Corporativa é algo só para grandes empresas. Conhecimento, de acordo com o professor, é como carteira de motorista: tem prazo de validade. E, portanto, só através do conhecimento e melhora do nível de empregabilidade é que as empresas poderão se tornar mais produtivas e mais competitivas.

No Paraná, as empresas que investem em qualificação profissional aplicam, por semestre, entre 10% e 20% do valor da folha de pagamento. Para Sayed, este porcentual é insuficiente. Ele lembra que quando atuou como gestor de Educação do Bamerindus, lá na década de 90, o banco que foi o primeiro no Paraná a adotar o conceito de universidade corporativa, investia US$ 8 milhões por ano em qualificação profissional.

Agora, vale lembrar que o termo “universidade” na modalidade corporativa é uma espécie de marca fantasia, pois a instituição não é reconhecida pelo Ministério da Educação. A qualificação feita por ela está geralmente associada a instituições de ensino superior. Outro dado relevante, é que apesar das semelhanças, as universidades corporativas em nada lembram os programas de treinamento convencionais. Enquanto estes tentam solucionar deficiências individuais dos funcionários em relação a determinado conhecimento técnico, as universidades trabalham as necessidades da empresa de modo amplo.

A Universidade Positivo através da Escola de Negócios tem cursos de educação executiva voltados para o desenvolvimento de negócios e formação de líderes, empreendedores, executivos e empresários. De acordo com o diretor da Escola, Rubens Fava, a relação entre a Universidade e a empresa funciona como a de um médico e um paciente. A empresa nos procura e nós fazemos o diagnóstico e propomos um tratamento”, ressalta. Por meio de uma equipe de especialistas a instituição identifica os problemas que a empresa possui e posteriormente elabora uma capacitação voltada para solução do problema. Trinta e sete empresas paranaenses estão sendo atendidas neste momento.

Deixe uma resposta

Top