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Setcepar é contra a prorrogação dos contratos de pedágio do Paraná

O presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas do Estado do Paraná (Setcepar), Gilberto Antonio Cantu (foto),  questionou a afirmação do governador Beto Richa de que pode oferecer a prorrogação dos contratos de concessão, que vencem em 2023, como contrapartida na negociação com as concessionárias que administram as rodovias do Anel de Integração do Paraná para reduzir a tarifa do pedágio no Estado. Somos totalmente contra uma possível prorrogação porque sabemos que, mesmo com a redução de tarifa, ela vai continuar excessiva. Além disso, boa parte do anel rodoviário do Paraná já era para ter sido duplicada conforme os contratos. Fato que não ocorreu. Também devemos lembrar que em nossas estradas, em alguns trechos, temos um pedágio mais caro que o de São Paulo, onde as estradas são de primeiro mundo”, fala.

Cantu ressalta que, ao invés de prorrogar os contratos, o governo deveria cobrar o andamento e a evolução das obras nas rodovias. Isso porque, após a execução das obras obrigatórias nos últimos 11 anos de contrato, a próxima licitação irá reduzir em muito os valores dos pedágios cobrados. Hoje a tarifa média paga por veículo unitário que passa nas praças de pedágio paranaenses é de R$ 14,35, preço bem acima dos demais sistemas de concessão integrados no Brasil. Já para os transportadores de carga, este valor é ainda mais alto”, diz. Por exemplo, um caminhão que realiza uma viagem de Foz do Iguaçu para Paranaguá, cerca de 720 Km, gasta, em média, R$ 442,20, em 10 praças de pedágios. Já em uma viagem de São Paulo para Florianópolis, mesma distá¢ncia, o valor diminui 67%, uma vez que o gasto é de R$ 103,20, em 11 praças de pedágios. “Não podemos mais aceitar ações paliativas que não resolvem o verdadeiro problema dos paranaenses”, destaca.

Além do Setcepar, outras entidades representativas estão se unindo e manifestando a indignação com a notícia da possível prorrogação. Para o presidente do sindicato, esta união é muito importante, pois é preciso estar alerta e cobrar respostas mais coerentes a um problema que vem acontecendo no Paraná há anos. Se até agora não foi feito nada a não ser aumentar as tarifas de pedágio, por que devemos aceitar uma pequena redução em troca de mais anos de concessão? Não faz sentido”, finaliza.

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