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Qualidade de crédito das empresas registra a primeira alta após cinco trimestres de estagnação

O Indicador Serasa Experian da Qualidade de Crédito das Empresas, que avalia numa escala de 0 a 100 a qualidade de crédito do setor produtivo – quanto maior, melhor a qualidade de crédito e, portanto, menor a probabilidade de inadimplência – subiu para 95,8 no primeiro trimestre de 2012. Foi a primeira alta do indicador desde o quarto trimestre de 2010.

Para os economista da Serasa Experian, a contínua redução da taxa básica de juros (taxa Selic), estendendo-se agora também para as taxas finais de empréstimos, a retomada gradativa do crescimento econômico, a redução do nível de inadimplemento dos consumidores e as medidas fiscais de estímulo á  produção adotadas pelo governo estão produzindo efeitos positivos sobre a qualidade de crédito das empresas, reduzindo as chances de que elas se tornem inadimplentes.

Na segmentação por porte do Indicador Serasa Experian da Qualidade de Crédito das Empresas, houve melhora marginal na qualidade de crédito das micro e pequenas empresas, passando de 95,66 (4º trimestre/11) para 95,72 (1º trimestre/12). Entretanto, quando comparamos a qualidade de crédito das empresas por porte, notamos que as micro e pequenas empresas continuam exibindo maior risco de inadimplência comparativamente á s empresas de maior porte. Essas empresas, pelas suas próprias caracteísticas, não conseguem financiamentos com taxas atrativas, assim como têm dificuldade em oferecer garantias.

A qualidade de crédito das empresas exibiu melhora em todos os setores econômicos pesquisados na passagem do 4º trimestre de 2011 para o 1º trimestre de 2012: comércio (de 95,0 para 95,1), indústria (de 94,6 para 94,7) e serviços (de 96,3 para 96,4). Vale notar que o setor de serviços, comparativamente aos demais setores, ainda continua na liderança com o menor risco de crédito empresarial.

No 1º trimestre de 2012, apenas na região Sudeste não houve melhora na qualidade de crédito das empresas em relação ao trimestre imediatamente anterior. No Norte,  subiu de 92,5 para 92,7; no Nordeste de 95,4 para 95,5; no Centro-Oeste de 94,6 para 94,7; e no Sul de 95,7 para 95,8. Entretanto, as regiões de renda per capita mais elevada continuam á  frente em termos de qualidade de crédito de suas empresas.

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