Sindicato da Panificação do Paraná inaugura centro de formação para qualificar padeiros e confeiteiros 

Vilson Felipe Borgmann: O consumidor hoje exige muito mais que o pão francês.
Vilson Felipe Borgmann: O consumidor hoje exige muito mais que o pão francês.

O Sindicato da Indústria de Panificação e Confeitaria do Paraná – SIPCEP inaugura na próxima segunda feira (30), o Centro de Formação de Mão de Obra, com funcionamento na sede do Sindicato em Curitiba. A iniciativa, inédita no Estado, tem o objetivo de resolver um dos gargalos do setor hoje, que é a falta de qualificação de padeiros, confeiteiros e outra funções da padaria. A inauguração acontece com um curso de pão de fermentação lenta, ministrada pelo mestre boulanger espanhol, Javier Vara, entre os dias 31.05 a 03.06. Nos meses seguintes serão oferecidos outros cursos na área de panificação e confeitaria voltadas a profissionais que já estão no mercado ou aqueles que querem iniciar a profissão.

“Esta é uma ação necessária para que o setor possa oferecer maior diversidade de produtos e com qualidade. O consumidor hoje exige muito mais que o pão francês, ele quer pães artesanais, feitos com técnicas mais elaboradas e é isso que vamos oferecer no Centro de Formação, com capacitação de alto nível, seja para o pão mais simples ou para o pão de fermentação lenta” – diz o presidente da entidade, Vilson Felipe Borgmann.

Equipado com equipamentos modernos, o Centro já foi testado com a produção do bolo de aniversário de Curitiba, em março deste ano. Depois disso, abrigou um treinamento com produção de pães artesanais. Nas duas oportunidades o espaço e a infra estrutura se mostraram adequadas para mestres e alunos.

O setor comemorou a iniciativa. “Não adianta ter uma matéria prima de qualidade se não existe o profissional que possa agregar valor ao produto final. Por isso acho que um Centro de Formação é fundamental” – opina o supervisor de vendas do Moinho Guth, Márcio Pinheiro. Esta é também a opinião key account da Bunge Alimentos, Anderson Zonta. “Ter um centro de treinamento como este será muito útil tanto na formação quanto na reciclagem dos profissionais que vão ter oportunidade de novos conhecimentos” – afirma. Já o sócio da Kassai Café, Jorge Liniti Kassai, acredita que a formação adequada vai estimular as padarias a oferecer novidades. “Assim ele vão sair da ‘mesmice’, isso hoje é uma necessidade”. diz ele.

Fermentação lenta ganha espaço no Brasil

Os pães artesanais, de fermentação lenta, não só ganham espaço como se tornam obrigatórios nas padarias.
Os pães artesanais, de fermentação lenta, não só ganham espaço como se tornam obrigatórios nas padarias.

O primeiro curso ministrado no Centro de Formação é sobre a técnica da fermentação lenta, muito comum na Europa e hoje uma tendência crescente no Brasil. Serão cinco módulos, sendo um teórico e quatro práticos, ministrados pelo renomado mestre boulanger Javier Vara. Foi-se o tempo em que o pãozinho de cada dia atendia ao consumidor de padaria. Hoje ele quer novidade, qualidade e variedade. Assim, os pães artesanais, de fermentação lenta não só ganham espaço como aos poucos se tornam obrigatórios nas padarias sintonizadas com uma oferta de qualidade.

A fermentação lenta é produzida ao se deixar repousar a massa por um determinado tempo, em condições especiais de temperatura e umidade. A partir deste processo, obtém-se uma massa mais esponjosa e de melhores características organolépticas. A técnica produz um melhor aroma e sabor ao pão. Além disso, o pão torna-se mais aerado por dentro e mais crocante por fora, permitindo assim uma maior durabilidade.

Aponta-se que o processo reduz a ocorrência de reações alérgicas, que podem ser deflagradas pelo sistema de fermentação rápida. A fermentação lenta também resulta em um produto de alto valor agregado.

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