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Como as fintechs estão rompendo nossos tabus com o dinheiro

Adriano Meirinho.

Podemos gostar da ideia de ter dinheiro e do que ele compra, mas já ficou claro o quanto os brasileiros estão insatisfeito com bancos, não gostam de lidar com contas, fazer investimentos, financiar ou conseguir um cartão de crédito. Lidar com o dinheiro é muito mais visto como uma obrigação do que como uma atividade satisfatória do cotidiano. E não é para menos: filas, burocracia, falta de transparência, lerdeza, mau atendimento, taxas e juros bancários altíssimos – esses e outros sintomas estão em praticamente todas as instituições ligadas ao nosso dinheiro.

Para romper com todos esses tabus já internalizados em nossas mentes, nasceram as fintechs. Desmontando os padrões tradicionais de movimentar o dinheiro, as Financial Technologies são tecnologias aplicadas dentro do segmento de serviços financeiros para otimizar e agilizar processos, democratizando o acesso aos serviços financeiros com custos/taxas inferiores aos modelos tradicionais e, em sua maioria, já arcaicos.

Alguns exemplos famosos disso são os pagamentos e transferências online, como por meio do Paypal, empréstimos e financiamentos a partir do Crowdfunding e bancos sem agência, como o Neon e disrupções no modelo de cartões de crédito, como o Nubank.

Normalmente especializadas em um único segmento de mercado ou até em um só produto, as fintechs conseguem entregar serviços de melhor qualidade, menor preço e trazer mais satisfação aos clientes.

Segundo uma matéria da Forbes, o investimento em fintechs foi de 930 milhões de dólares em 2008 para mais de 12 bilhões em 2015. No Brasil já são mais de 244 fintechs com recursos de fundos de investimento que já passam os 1 bilhão de dólares.

Os benefícios? Menos burocracia, custos menores e mais comodidade para abrir uma empresa, fazer transações bancárias, receber um cartão de crédito, conseguir um financiamento, comprar online, entre outras coisas.

Usando tecnologias como as bitcoins (criptomoedas), blockchain, automatização, aplicativos e softwares, as fintechs estão rompendo com grandes corporações a favor de um atendimento rápido, centrado no usuário e flexível às mudanças de cada tempo. Bom atendimento, transparência e pulsão disruptiva à mudanças que beneficiam o cliente, esse tem sido o principal resultado das fintechs.

Os bancos ainda continuam sendo “o mal necessário” e aquilo que permite o empréstimo de crédito financeiro por meio das fintechs, pois estão sujeitos às normas do Banco Central, que exerce papel de controlador monetário. O que assusta e concorre com essas instituições, entretanto, é a falta de medo das startups de correrem riscos (menores, em proporção aos bancos) em favor da inovação e o quanto isso tem dominado o mercado para serviços mais específicos.

O Instituto Data Popular apontou um volume de sub-bancarizados e desbancarizados de cerca de 50 milhões de brasileiros, ou quase 40% da população adulta. Diante de um cenário de fechamento de mais de 60 mil postos bancários físicos só em 2017 e da falta de disposição para investir na abertura de novas agências e correspondentes, quem vai atender as dezenas de milhões de pessoas que não tem e não querem ter uma conta bancária?

Como co-fundador de uma fintech e entusiasta de um mercado financeiro mais fácil, transparente, barato, seguro e acessível, essa é a minha aposta.

O artigo foi escrito por Adriano Meirinho, que é CMO do Celcoin, aplicativo que transforma os smartphones de micro e pequenos empreendedores em “maquineta” de pagamentos de boletos e recargas de créditos.

mirian
Sobre a Mirian Gasparin Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 44 anos na área de jornalismo, sendo 42 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 11 anos de blog, mais de 20 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 18 prêmios, com destaque para Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.
http://www.miriangasparin.com.br

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