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Logística 4.0: a tecnologia pode reduzir custos e aumentar a satisfação do consumidor

Indústria 4.0 é um termo já notório para muitas pessoas, mas e a expressão Logística 4.0? Assim como para as fábricas, a ideia é se apropriar das novas tecnologias (uma espécie de quarta revolução industrial) para tornar a logística – um dos maiores desafios para as empresas brasileiras em função dos custos elevados de transporte e do tamanho do país – mais eficiente, mais rápida e menos custosa.

Há empresas investindo em tecnologias inovadoras, como, por exemplo, a Amazon e as tentativas de uso de drones para entregas rápidas de até 30 minutos. A perspectiva de uso do equipamento é boa, mas esbarra em uma série de questões, como a regulamentação para uso deles. “Ter eficiência na entrega de produtos é um desafio e exige muito cuidado e atenção, além do investimento nos equipamentos certos. Ser bem-sucedido nessa tarefa é sinônimo de fidelização de consumidores e da criação de um diferencial no mercado”, explica Jaime Peters Junior, um dos sócios da Bz Tech.

Do impossível para o possível

Conseguir tornar o armazenamento e distribuição de produtos eficiente é um desafio para muitas empresas. Além das dificuldades inerentes a esse processo no Brasil – como o uso excessivo do transporte rodoviário, que responde por 90% desse fluxo no país –, existe uma questão interna das próprias companhias.

Se os seus sistemas não são interligados e capazes de identificar a entrada e saída de produtos no estoque, jamais haverá tecnologia ou gestão suficiente capazes de otimizar esse setor. Por esse motivo, a Logística 4.0 é um conceito que mistura o uso de novas tecnologias – Big Data, Internet das Coisas, Drones, entre tantas outras – com as melhores práticas de gestão.

Competitividade e interesse do cliente

Não se trata só de reduzir custos com a logística, mas de ser mais eficiente e oferecer um serviço de excelência ao consumidor. Com o aumento de uso do e-commerce, os clientes ficam insatisfeitos se a companhia não for capaz de cumprir com as indicações de prazo de entrega e, nesta área, quanto menor o tempo, melhores serão as vendas.
Esse cenário de satisfação é uma constante em todo o globo. Uma pesquisa realizada em 7 países (Alemanha, Brasil, China, Estados Unidos, Japão, Reino Unidos e Rússia) pela Oracle Retail mostrou as possíveis consequências de ser ineficiente na entrega:

– Apenas 39% dos consumidores dão uma segunda chance à empresa

– 53% procuram um outro fornecedor ou um concorrente

– 51% não voltarão a consumir na loja

– 55% se mostram insatisfeitos e fazem comentários negativos sobre as companhias

– 37% vão às mídias sociais compartilhar sua experiência negativa

Portanto, investir na Logística 4.0 não se trata apenas de uma tentativa de reduzir custos, mas derastrear os itens, aumentar a satisfação dos consumidores e, ao mesmo tempo, reduzir possíveis danos à reputação.

mirian
Sobre a Mirian Gasparin Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 44 anos na área de jornalismo, sendo 42 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 11 anos de blog, mais de 20 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 18 prêmios, com destaque para Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.
http://www.miriangasparin.com.br

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