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Jordânia e Argélia são novos destinos para equipamentos médicos brasileiros

O mercado árabe para produtos e equipamentos médico-hospitalares brasileiros está adquirindo uma nova configuração. Destinos tradicionais como os Emirados Árabes, que historicamente funcionaram como um hub de distribuição local, estão dando espaço a novos players que vêm acelerando as compras desses artigos do Brasil, segundo um levantamento da Câmara Árabe-Brasileira.

Dois países se destacam nesse novo cenário. Um deles é a Argélia, no Norte da África, com 40 milhões de habitantes, grande produtor de petróleo e o terceiro maior mercado do Brasil no segmento. Entre janeiro e setembro de 2017, o Brasil exportou um milhão de dólares para o país, aumento de 96,93% em comparação com o mesmo período de 2016.
O outro é a Jordânia, no Oriente Médio, o quarto parceiro do Brasil no ramo. No acumulado janeiro-setembro de 2017, as compras cresceram 759%, pouco mais de US$ 700 mil. “Vale ressaltar que a Jordânia tem acordos de livre-comércio com Estados Unidos, Canadá e Europa, de forma que pode ser uma excelente opção para operações trianguladas”, destaca o secretário-geral da entidade, Michel Alaby.

Kuwait, Líbano e Sudão, apesar do pequeno volume de negócios, também têm acelerado as compras do Brasil e se firmado como novas portas de entrada. De acordo com a entidade, as exportações de produtos médico-hospitalares brasileiros somaram US$ 7 milhões no período, um aumento de pouco mais de 3% na mesma comparação. A quantia refere-se às vendas para todo o mercado árabe, composto pelos 22 integrantes da Liga Árabe.

Alaby reconhece que a participação do segmento é pequena em relação ao total de exportações, hoje estimadas em US$ 12 bilhões. O executivo destaca, no entanto, que os árabes têm demanda por produtos de todos os tipos e que os itens de valor agregado têm adquirido a cada ano mais espaço na pauta de exportações.

Para o secretário-geral da entidade, o segmento de produtos e equipamentos médico-hospitalares tem oportunidades ainda não exploradas. De acordo com ele, os empresários brasileiros precisam observar quais são os países que, além da demanda, apresentam as melhores oportunidades para cada tipo de produto.

Outro ponto importante é que os brasileiros precisam deixar equipamentos para testes. “Esse é um ponto fundamental, pois, na cultura árabe, antes de se fazer negócios, é preciso criar um elo de confiança com o parceiro. Além disso, é claro, o produto precisa ser bom, ter o preço adequado e as aprovações necessárias”, afirma.

mirian
Sobre a Mirian Gasparin Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 44 anos na área de jornalismo, sendo 42 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 11 anos de blog, mais de 20 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 18 prêmios, com destaque para Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.
http://www.miriangasparin.com.br

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