Emissões de empresas brasileiras no mercado de capitais avançam 59% em 2017

José Eduardo Laloni, diretor da Anbima.

As emissões das empresas brasileiras no mercado de capitais atingiram R$ 198,9 bilhões em 2017, com alta de 59% na comparação a 2016, de acordo com o boletim divulgado pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). O número de operações realizadas no período avançou 12%, totalizando 729 ofertas no ano passado contra 649 no período anterior.

“As quedas da inflação e dos juros estimularam as companhias retomarem o acesso ao mercado de capitais, contribuindo para a recuperação do ambiente de negócios no país”, afirma José Eduardo Laloni, diretor da Anbima. “Grande parte dos recursos captados foram destinados à melhora da estrutura de endividamento das empresas e à retomada dos investimentos”, completa.

As debêntures foram os instrumentos mais utilizados pelas companhias brasileiras em 2017, com participação de 44% sobre o total captado. No ano, foram levantados R$ 88,2 bilhões, o que equivale a avanço de 45% em relação a 2016. Deste total, R$ 8,9 bilhões foram ofertas de debêntures de infraestrutura (Lei 12.431), que registraram aumento de 99% sobre o período anterior.

As ofertas de ações também se destacaram no ano passado e ocuparam a segunda colocação entre as escolhas das empresas ao levantarem recursos no mercado de capitais. O volume de R$ 40,1 bilhões foi 274% maior que o captado em 2016. Quanto ao número de operações (total de 26, entre ofertas iniciais e subsequentes), o crescimento foi de 160%.

Entre os demais instrumentos, as notas promissórias, as letras financeiras e os FIDCs também foram mais utilizados pelas companhias em 2017 na comparação ao ano anterior. Altas de 192%, 67% e 225%, respectivamente. Os CRAs registraram ligeira queda nas captações (R$ 11,8 bilhões contra R$ 13,1 bilhões de 2016), assim como os CRIs e os Fundos de Investimentos Imobiliários.

No mercado internacional, as empresas brasileiras captaram R$ 104,1 bilhões no ano passado, com crescimento de 51% em relação a 2016. Entre as operações, destaque àquelas realizadas com títulos de renda fixa, que somaram R$ 100 bilhões, 54% acima de 2016.

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