Empresas de todos os setores e tamanhos precisam se preparar para atender os clientes que estão voltando a consumir

Depois de três anos de aperto financeiro, demissões e fechamento de empresas, principalmente do comércio, já se verificam neste início de ano, sinais visíveis de índices estatísticos apontando o aumento da confiança dos consumidores e empresários. Por exemplo, em janeiro, o movimento de pessoas nos shoppings aumentou 2,4%. As previsões do PIB foram revistas e já se prevê um crescimento entre 3% e 3,5% para 2018. E com a queda dos juros e elevação do emprego e renda, tudo caminha no sentido de uma maior demanda por crédito.

Neste momento, as empresas precisam se preparar para atender o cliente que está voltando a consumir. A preparação passa pela transformação tecnológica nos processos de produção e comercialização, incluindo a logística. Eu conversei com alguns consultores de empresas e eles me disseram que é hora dos empresários mudarem seus modelos de negócio e implementarem novas soluções, tanto no setor de produção quanto no marketing e na comercialização.  A tarefa não é fácil e também não é garantia de sucesso, mas se não for feita o insucesso acontecerá.

Algumas novas tecnologias já estão sendo utilizadas, como por exemplo a Realidade Virtual, que permite que o cliente saiba como um produto ficará na sua casa antes mesmo de comprar. Outra tecnologia que vem sendo adotada é a Inteligência Artificial, que possibilita criar uma plataforma para receber os dados das vendas realizadas e auxiliar nos processos de precificação de produtos e serviços. Além dos dados de vendas captados, a plataforma também pode ser alimentada com informações das redes sociais, estudos de mercado, informações econômicas e até mesmo sobre o clima.

A verdade é que existem dezenas de ferramentas modernas no mercado, mas segundo os consultores de empresas que eu ouvi, o ideal é iniciar com cautela, realizando pequenas mudanças e gradativamente ir aumentando o leque de ofertas de serviços. O mais importante agora é entender o novo perfil de compra do cliente e buscar meios para a fidelização, pois a estratégia de bom produto e bom preço, como temos alertado, não é mais garantia de lucro ou de um diferencial competitivo. O grande desafio para este ano é o de conhecer e analisar o perfil do cliente para criar um relacionamento sólido com ele e se antecipar às suas necessidades, tanto no atendimento quanto nos produtos, fazendo com que ele, acima de tudo, se sinta importante.

 

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