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Demissão sem traumas: o que todo líder deveria fazer

Ricardo Resstel.

Com ou sem crise, não há escapatória: todo líder precisará um dia realizar uma demissão. Esse é um dos lados ruins de assumir a frente de uma equipe. Muitos perdem o sono de pensar nesse momento. De fato, ele é desgastante e desagradável. Mas, haveria uma forma de tornar esse momento mais tranquilo e menos doloroso? Sim, posso lhe garantir que sim. Por isso, hoje quero compartilhar com você um passo-a-passo que tornará esse processo muito mais suave e até mesmo evitar o desligamento do colaborador.

Antes de entrar nos passos que prometi, permita-me pontuar duas categorias de demissão. Você pode demitir um colaborador por baixo desempenho – e é sobre isso que trataremos hoje. Mas você também pode ter que fazê-lo por uma falha de caráter. No segundo caso, os passos que compartilharei com você não se aplicam. Quando uma pessoa apresenta falha de caráter, a demissão deve ser imediata. Não corra o risco de passar a impressão que atitudes sem integridade são toleráveis em sua empresa ou equipe. Se o fizer, isso reduzirá sua credibilidade junto aos demais colaboradores e, dependendo das proporções, poderá arruinar sua imagem frente aos clientes. Uma vez feita essa distinção, vamos aos três passos da demissão por baixo desempenho.

1 – Deduza que o baixo desempenho é por falha da liderança – Muitas vezes o resultado desejado não aparece por falhas do líder. Nesse caso, cabe ao líder revisar o treinamento realizado, verificar se o colaborador possui os recursos necessários para realização do trabalho proposto, oferecer o suporte necessário para que o colaborador vença as barreiras iniciais do desempenho da função. Agindo dessa forma, o líder puxa a responsabilidade para si, o que é no mínimo um bom exemplo de liderança.

2 – O colaborador não desempenha bem suas funções por estar mal posicionado na empresa. Uma pessoa de sucesso é aquela que sabe se posicionar no mercado de acordo com seus pontos fortes. Já os líderes de sucesso são habilidosos a não somente se posicionarem, mas também alocarem seus membros de equipe adequadamente. Dessa forma, caso o colaborador, mesmo depois de treinado, ainda performe de forma ineficiente, cabe mais uma vez ao líder assumir a responsabilidade para identificar os pontos fortes daquele colaborador e então posicioná-lo adequadamente na organização. Muita atenção a esse passo. Alguém que está apresentando mau desempenho em uma área, pode se tornar uma estrela em outra. Portanto, invista tempo em conhecer os pontos fortes de sua equipe e aloque cada membro nos locais onde eles terão seus resultados maximizados. Você não só será poupado de ter que realizar uma demissão, como também terá uma equipe mais motivada e com melhores resultados.

3 – Trabalhe as falhas de forma pontual – Se mesmo depois dos passos anteriores o colaborador continuar com um desempenho ruim, seja direto e claro com o que te deixa insatisfeito. Nesse momento a responsabilidade é totalmente do colaborador e cabe a ele se superar para suprir as exigências por você expostas. Se mesmo depois de uma abordagem direta, onde o baixo resultado foi tratado de forma clara e as expectativas colocadas na mesa ele não atingir o resultado esperado, é porque não há outra solução senão o desligamento.

Após passar pelos três passos, o próprio colaborador já estará percebendo que sua permanência na organização está ameaçada. Essa expectativa reduz significantemente as chances de reações emotivas exacerbadas no momento do desligamento, pois um processo vem sendo realizado com antecedência e o colaborador já sabe o que o espera.

Mais um ponto importante nesse momento é deixar a emoção de fora. É como tirar um band-aid, precisa ser feito de forma direta. Essa não é hora de dizer que está muito triste, que não gostaria de fazer isso, etc. Seja claro e diga os motivos do desligamento. Nunca ataque a pessoa dizendo, por exemplo, que ela é incompetente. Foque sempre no desempenho. Apresente os fatos e dados que comprovam o baixo desempenho, e comunique o desligamento.

Com esses passos simples você evitará muitas demissões, e quando tiver que fazê-las, o fará de forma íntegra e sem ferir o lado pessoal do colaborador.

O artigo foi escrito por Ricardo Resstel, que é coach e palestrante com mais de 15 anos de experiência em desenvolvimento de equipes, especialista em liderança e membro licenciado do John Maxwell Team – a mais relevante equipe de formação de líderes do mundo.

Mirian Gasparin
Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 44 anos na área de jornalismo, sendo 42 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 11 anos de blog, mais de 20 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 18 prêmios, com destaque para Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.
http://www.miriangasparin.com.br

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