Estudo inédito mostra queda na inadimplência de impostos em empresas

O otimismo do pequeno empresário brasileiro pode ser medido na prática pela Equipo Gestão, empresa especializada em gestão de contratos e terceiros, que divulgou seu primeiro índice de inadimplência empresarial. Os dados, colhidos entre os meses de janeiro e fevereiro de 2017 e no mesmo período em 2018, mostram que houve uma melhora significativa no número de empresas que regularizaram sua situação e quitaram débitos com impostos estaduais e federais.

No primeiro bimestre de 2017, das mais de 29 mil empresas cadastradas no sistema da Equipo Gestão, 40,5% registravam problemas com pagamentos de impostos. Neste ano, nos mesmos meses, o índice caiu para 29,1%.

Em janeiro, o Serasa Experian divulgou um levantamento sobre dívidas de empresas que mostrava que 2017 havia batido recorde de problemas. Cerca de 5,3 milhões de CNPJs estavam negativados no final de dezembro do ano passado. Pelo menos no que diz respeito aos impostos, o começo do ano foi de regularização para as pequenas e médias empresas.

Para Luiz Godoy, CEO da Equipo, o dado mostra um otimismo do empresário brasileiro. “Seja pelos incentivos do governo ou pela expectativa de melhora na economia, o dado mostra que mais empresas estão preocupadas em regularizar sua situação para que possam voltar a fornecer para as grandes corporações, uma vez que não ter o CNPJ com débitos é um dos critérios essenciais para participar de projetos nesses grupos, em multinacionais e em licitações do governo”, comenta.

O programa de REFIS para o refinanciamento de débitos de pequenas e médias empresas havia sito vetado pelo presidente Michel Temer em 2017, mas teve o veto derrubado no Congresso esse ano. Na prática, significa que as empresas cadastradas no Simples Nacional contam com redução de juros e multas nas dívidas pendentes.

Segundo o executivo, a manutenção do apoio do governo aos programas de refinanciamento de dívidas e no estudo por uma reforma tributária puxaram a melhora e podem diminuir ainda mais o índice. “O governo precisa continuar olhando para as PMEs e facilitar a elas o crédito e planos de Refis. Temos que ter em mente que uma grande organização depende de serviços e materiais de outras milhares de empresas e não cuidar delas pode gerar um efeito cascata”.

O estudo analisou as Certidões Negativas de Débitos (CND), que atestam a ausência de pendências das companhias, nas esferas estaduais, federais, dívidas ativas com a união e regularização de pagamentos de FGTS. As 29.736 empresas analisadas estão inseridas em todos os ramo de atuação e em todos os estados brasileiros, o que traduz em uma amostragem significativa e realista do mercado.

 

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