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Os 10 erros que os executivos mais comentem em entrevistas de emprego

Fernanda Andrade.

Alguns executivos costumam passar muitos anos na mesma empresa e, assim acabam perdendo o hábito de participar de processos seletivos. Como o mercado é muito dinâmico e mudanças acontecem, é frequente executivos experientes cometerem erros ao participarem de uma entrevista de emprego. Como headhunter, já entrevistei muitos deles e, por isso, listei abaixo os 10 deslizes mais comuns.

1 – Candidatar-se a vagas inadequadas: Na ânsia por recolocação, muitos profissionais acabam se candidatando a vagas que não se adequam ao seu perfil. Além de não preencherem os requisitos da vaga, acabam se expondo negativamente.

2 – Falar mal da empresa anterior: Por mais que o profissional tenha saído da empresa ressentido com alguma situação vivenciada, o momento da entrevista não é adequado para expor essa situação. Não é ética essa postura e a mesma só contribui para uma visão negativa em cima da sua própria imagem. O momento deve ser aproveitado para apresentar-se profissionalmente de forma adequada.

3 – Falar mais do que o necessário: Infelizmente, há muitos profissionais que abordam assuntos fora do contexto da entrevista. É preciso estar atento à fala do entrevistador e responder o que foi questionado. É importante controlar a ansiedade, mantendo um diálogo coerente e focado na entrevista. É preciso saber se vender com objetividade, trabalhando com o que o entrevistador te oferece. Deixe a conversa fluir de forma natural e espontânea.

4 – Dar foco nas tarefas rotineiras: Alguns profissionais relatam as tarefas executadas no dia a dia e esquecem de apresentar os resultados decorrentes dessas tarefas. Por mais que a intenção seja demonstrar competência, o headhunter está em busca de realizações mais expressivas. Tarefas comuns são esperadas de qualquer profissional. É preciso focar no que o diferencia, ou seja, nos resultados.

5 – Mentir no currículo: Sim, isso também acontece. Normalmente, as mentiras mais comuns são aumentar o nível do inglês, apontar formações incompletas como completas e evidenciar cursos extras curriculares que possuem pouco conhecimento. Tudo isso mina a credibilidade do profissional, principalmente se ele for contratado e a empresa exigir tais certificados ou qualificações.

6 – Cometer erros de português: Além de erros de ortografia no currículo, é comum deslizes no português durante a fala. O uso de gírias ou vocabulário muito coloquial não são bem vistos pelos headhunters. Esse é um ambiente sério, de postura formal. Usar uma linguagem desse tipo depõe contra o profissional.

7 – Usar o celular: Desligue o celular minutos antes de começar uma entrevista. Atender uma ligação, ler ou enviar uma mensagem enquanto se conversa com um headhunter demonstra falta de respeito e pouco interesse pela oportunidade. A interrupção atrapalha o processo. O recrutador busca alguém que realmente esteja de corpo e alma no processo seletivo.

8 – Vestir-se de forma inadequada: A roupa ainda faz muitos candidatos perderem boas oportunidades. Procure saber qual é o código de vestimenta da empresa. A gravata está praticamente em desuso, mas paletó, camisa e sapato, é quase regra geral. No caso das mulheres, os erros mais comuns são os exageros nos acessórios, roupas e maquiagem. A mensagem corporal passada conta muito e é preciso cuidado.

9 – Compartilhar opiniões extremistas: É comum profissionais comentarem sobre suas visões políticas ou sociais, mas isso pode ser perigoso, em especial se seus ânimos se exaltarem em determinados assuntos. Uma pessoa equilibrada, com opiniões ponderadas tende a transmitir mais confiança.

10 – Ser arrogante: As glórias do passado não irão garantir o seu futuro. Por mais sucesso que você tenha tido em sua vida profissional, cuidado ao se expor excessivamente. Inteligência e expertise são muito valorizadas quando somadas a uma boa dose de humildade. Mostre que não se conquista nada sozinho, mas sim por meio de um bom time. Demonstre o que você tem para somar e contribuir com a empresa.

O artigo foi escrito por Fernanda Andrade, que é gerente de Hunting e Outplacement da NVH – Human Intelligence.

Mirian Gasparin
Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 44 anos na área de jornalismo, sendo 42 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 11 anos de blog, mais de 20 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 18 prêmios, com destaque para Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.
http://www.miriangasparin.com.br

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