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Retração da economia afeta negócios das operadoras de planos de saúde, que buscam alternativas para recuperar clientes e diminuir desperdícios

Rached Traya: “A Unimed Curitiba tem um grande desafio pela frente”.

A retração da atividade econômica entre 2015 e 2017, que resultou em elevadas taxas de desemprego, afetou seriamente as operadoras de planos de saúde. Neste período, a saúde suplementar perdeu 3 milhões de clientes em todo o Brasil. Eu conversei agora há pouco com o presidente da Unimed Curitiba, o médico Rached Traya, e ele me disse que a situação aqui não foi diferente. Diante do fechamento de postos de trabalho, a Unimed Curitiba retraiu sua carteira de beneficiários em 7,1% nos últimos quatro anos, o que representou uma perda de 30 mil vidas e uma redução das receitas de R$ 150 milhões.

Para 2018, o presidente da Unimed Curitiba me informou que já se verifica uma demanda maior de empresas por orçamentos e a expectativa é de retomada, embora ainda de uma forma acanhada, pois o movimento de demissões está sendo freado, mas não acabou. De acordo com Rached Traya, diante da indefinição da agenda política, o que está impactando os negócios de uma forma geral, a Unimed Curitiba estará refazendo o seu planejamento estratégico, no mês de junho, de olho no quadro macroeconômico para não ser surpreendida. A cooperativa de saúde, que conta com mais de 4.500 médicos, em Curitiba, espera recuperar as 30 mil vidas perdidas e ainda conquistar mais clientes, mas tudo dependerá de como a economia vai reagir quando houver uma definição do quadro político.
Com relação aos desperdícios de recursos da área de saúde, que segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) variam entre 20% e 40%, representando só no setor privado uma perda de R$ 27 bilhões por ano, o presidente da Unimed Curitiba me disse que a cooperativa tem adotado medidas para diminuir a sinistralidade e tornar o uso do benefício de maneira racional visando a sustentabilidade do negócio.

Para tal, criou um Núcleo voltado a sinistralidade. Só para se ter uma ideia dos desperdícios que se verificam hoje no setor de saúde, 40% dos exames realizados em laboratórios não são retirados pelos pacientes. O médico também cita o desperdício com medicamentos. Alguns são vendidos com 30 comprimidos, mas o paciente tem que tomar 20, o que implica no descarte de 10 unidades, que acabam indo para o lixo.

Se nós analisarmos só os exames de ressonância magnética e tomografia, eles ultrapassam hoje, no Brasil, a casa de R$ 3 bilhões de excesso quando comparados com outros países.

Um outro dado que assusta as operadoras de saúde são os desperdícios com geração de papel e excesso de conferências manuais. Nesse sentido, Rached Traya informa que a Unimed Curitiba trabalha com uma plataforma digital e implantação de prontuários eletrônicos. “Precisamos construir um cenário de sustentabilidade, mas sem desassistir o cliente”, conclui.

Mirian Gasparin
Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 44 anos na área de jornalismo, sendo 42 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 11 anos de blog, mais de 20 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 18 prêmios, com destaque para Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.
http://www.miriangasparin.com.br

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