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72% dos empresários estrangeiros buscam oportunidades de negócios ao migrarem para os Estados Unidos

Jack Findaro, diretor financeiro da Visa Franchise.

Crescimento econômico com bem-estar, este é o principal raciocínio do empresário que decide migrar para os Estados Unidos. De acordo com levantamento da consultoria americana Visa Franchise, 72% dos entrevistados mudam de país por conta de oportunidades de negócios; 58% buscam qualidade de vida, 46% se preocupam com a educação dos filhos e 34% pensam em segurança.

O estudo, estruturado em questões de múltipla escolha, foi realizado com 210 investidores de diversos países, mas que estão consolidados nos Estados Unidos ou em etapas finais de migração. A conveniência entre ascensão profissional e preocupação familiar se mostra nos perfis que mais desejam a mudança de país: 77% são casados e 73% possuem filhos.

“O investidor internacional nos Estados Unidos é o empresário que busca qualidade de vida para si e sua família, principalmente no que diz respeito à educação e segurança. No caso de brasileiros, são normalmente das classes sociais A e B, com idades entre 30 e 60 anos”, explica Jack Findaro, diretor financeiro da Visa Franchise.

Quanto ao aprendizado do idioma americano, 45% são fluentes em inglês, 17% têm conhecimento intermediário, 18% são avançados na linguagem, 12% conhecem mais profissionalmente e 8% são iniciantes. “Saber inglês não é necessário se o empresário quiser atuar apenas como investidor, entretanto, quem irá coordenar o negócio precisa conhecer a linguagem”, aponta Jack. “Não falar o idioma limita as opções de investimento”.

Tipo do negócio impacta em visto e carga de trabalho

Ingressar de forma legalizada é uma preocupação dos empresários. 62% já estão em contato com um advogado de imigração e 38% utilizam as referências de consultorias especializadas para contratar esses profissionais. A utilização de um advogado de imigração é obrigatória por lei.

Os entrevistados também sabem quais tipos de vistos desejam utilizar: 83% recorrem ao E-2, direcionado a pessoas que possuem cidadanias de países com tratados de comércio junto aos Estados Unidos; 15% desejam o L-1, visto para transferência de quem trabalhará na mesma empresa em que atua no país de origem; e 13% idealizam o EB-5, para quem almeja o Green Card. 2% querem outros tipos de vistos e 1% não necessita desta documentação.

“No caso do Brasil, o país não tem tratado com os Estados Unidos para comercialização, porém muitos brasileiros são descendentes de italianos, espanhóis, alemães, entre outras nacionalidades. Como esses países possuem tratado com os EUA, essas pessoas são elegíveis para obter o visto de empreendedor”, realça o consultor financeiro.

Para 27% dos entrevistados, o investimento planejado na migração empreendedora aos Estados Unidos gira entre US$ 100.000 e US$ 149.999; 37% destinam entre US$ 150.000 a 249.999; 16% reservam de US$ 250.000 a US$ 349.999; 7% se planejam com quantias entre US$ 350.000 a US$ 499.999; 6% dos empreendedores trabalham com valores acima de US$ 500.000; e 7% destinaram outros valores.

Sobre o tipo de empresa a ser aberta em terra estrangeira, 31% buscam negócios direcionados para consumidores (business to consumer), 19% desejam negócios que prestem serviços para outros negócios (business to business) e 63% não têm preferência. Quanto à carga de trabalho, 64% se planejam a trabalhar no período integral, 41% em meio período e 32% apenas como investidores.

“Normalmente, o empresário nos procura já desejando a mudança para os Estados Unidos. Entretanto, temos clientes que buscam a residência empreendedora, e clientes que ingressam apenas com investimentos. O principal desafio é entender qual o melhor cenário para cada empreendedor. Se vai envolver mudança de país ou não, e, posteriormente, definir qual o tipo de negócio melhor irá se adequar às suas necessidades. Um processo que pode levar de dois a seis meses, somente a análise econômica. Mas, quanto mais planejamento, mais chance de sucesso”, considera Findaro.

Mirian Gasparin
Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 44 anos na área de jornalismo, sendo 42 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 11 anos de blog, mais de 20 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 18 prêmios, com destaque para Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.
http://www.miriangasparin.com.br

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