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A competividade é saudável, mas é preciso ter limites para não criar um ambiente hostil nas empresas

Ao mesmo tempo em que a competitividade empresarial tem se mostrado uma grande motivadora para a geração de negócios e inovação é também o grande desafio enfrentado diariamente pelas empresas de todos os portes e setores.
Normalmente, é a competitividade que garante alta produtividade e motivação nas companhias engajando os colaboradores na busca por resultados cada vez melhores. E isso pode ser provado através de pesquisas que apontam que mais de 90% dos trabalhadores reconhecem que ser competitivo faz bem às empresas e também aos profissionais.

No entanto, apesar de ser estimulante e extremamente saudável para o clima organizacional, é preciso muito cuidado com os limites. Um ambiente hostil de trabalho, onde as pessoas são capazes de qualquer coisa para chegar onde querem é nocivo em qualquer companhia. Isso sem contar os danos causados aos profissionais, de forma individual, que podem inclusive adoecer.
Em casos extremos, a competitividade interna entre funcionários pode criar um ambiente sem limites, onde vale praticamente tudo para se atingir as metas. Dessa forma, a porta fica aberta para práticas ilícitas e corrupções de todas as espécies e dimensões. As fofocas ganham espaço e a famosa “puxação de tapete” se torna uma rotina.

Um sinal de alerta de que a empresa está tendo mais prejuízos do que benefícios com as estratégias de competitividade é quando os relacionamentos entre os colaboradores começam a dar sinais de desgaste. Ou seja, já não há clima para almoços ou conversas ao final do expediente.

Outro ponto importante é a rotatividade. Quando muitos profissionais pedem demissão da empresa é por que a insatisfação com o clima de trabalho está elevada. Nesses momentos, a área de recursos humanos precisa agir, principalmente por que a competitividade não pode ser confundida com rivalidade. Então as políticas de trabalho precisam ser revistas.

É evidente que existem muitas empresas que adotam a competitividade excessiva como cultura. E, de acordo com profissionais de RH que eu conversei, não há nada de errado nisso. No entanto, os processos seletivos precisam dar atenção a esse ponto. Pessoas mais colaborativas, tendem a encontrar dificuldades nesse tipo de ambiente. Neste caso, o recrutamento e seleção precisa estar alinhado ao perfil da companhia.

E quando a competividade é entre empresas, é fundamental conhecer com quem está competindo. Isto é, os concorrentes. Esse conhecimento sobre o mercado precisa ser atualizado e realista, e não baseado em conceitos e verdades que foram assumidos no passado e que já não vigoram mais.

Mirian Gasparin
Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 44 anos na área de jornalismo, sendo 42 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 11 anos de blog, mais de 20 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 18 prêmios, com destaque para Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.
http://www.miriangasparin.com.br

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