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Na hora de alugar ou comprar um imóvel, despesa mensal com condomínio deve ser contabilizada para não comprometer o orçamento familiar

Localização, condições estruturais e preço são itens decisivos na hora de comprar ou alugar um apartamento. Mas, além desses quesitos, há um detalhe bastante importante e que, na maioria das vezes, é ignorado por boa parte dos futuros moradores, mas que costuma representar uma significativa despesa mensal: a taxa de condomínio. Por isso, o diretor da Imobiliária Sallvi, Lisandro Salvi, orienta que, na hora de escolher o futuro imóvel, é fundamental colocar tudo na ponta do lápis para saber se o custo mensal do local está adequado ao orçamento familiar.

Salvi explica que, atualmente, valores das taxas condominiais estão numa curva crescente que vão além dos índices inflacionários. Os principais responsáveis por esse acréscimo, segundo ele, são despesas com a folha de pagamento de funcionários do condomínio – porteiros, zelador, síndico ou mesmo a contratação de uma empresa terceirizada para a prestação desse tipo de serviço –, os reparos e reformas prediais necessárias e os encargos trabalhistas – situação a que qualquer local que tenha funcionários contratados em regime CLT está sujeito.

A professora Ana Paula Cherubim, do Departamento de Administração da Universidade Federal do Paraná (UFPR), alerta a quem está procurando um imóvel em condomínio, seja para alugar ou para comprar, consultar junto à administradora do condomínio os últimos valores pagos pelos moradores do local e ainda a taxa de inadimplência, para saber se há residências que estão sem pagar as taxas devidas.

Em prédios mais novos, as contas de água são medidas individualmente, como acontece com a energia elétrica e a rede de gás de cozinha. Porém, em Curitiba é grande o número de empreendimentos onde os medidores são coletivos e o valor da despesa é dividido entre todos os apartamentos.

Salvi fala que imóveis onde o condomínio costuma apresentar valores elevados, acabam precisando de muita negociação no valor do aluguel para poder viabilizá-lo. “Nenhum proprietário deseja ficar com o imóvel e ainda tendo que arcar com as despesas de um condomínio muito alto”, comenta o diretor. Ele explica ainda que as taxas referentes ao fundo de reserva, destinadas às obras prediais, são exclusivas dos proprietários dos imóveis. Quando o imóvel está alugado, esse valor é reembolsado ao inquilino.

Portaria virtual

Outra alternativa que vem ganhando espaço por reduzir consideravelmente as despesas dos condomínios é a portaria virtual. O empresário Madson Duarte Leite, da Entri Portaria Remota, explica que o serviço funciona 24 horas e é operado à distância, com a ajuda de um sistema integrado de câmeras, por uma equipe que monitora os condomínios a partir de uma central. É dali que são realizados todos os atendimentos para quem entra e sai do local, como visitantes e prestadores de serviços. Os moradores têm acesso liberado com biometria, tag (pequeno dispositivo manual) e ainda com o controle eletrônico para carros.

Com essa medida, praticamente se eliminam os riscos de ações trabalhistas, que costumam ser um dos problemas financeiros em espaços coletivos, uma vez que as equipes são todas terceirizadas.

Outra vantagem, destaca Leite, é o reforço na segurança do condomínio, já que o sistema de tecnologia monitora todos os espaços coletivos. “Pela legislação, o papel do porteiro é bastante limitado. Ele não pode deixar a guarita caso verifique algum problema na área externa, por exemplo, pois isso caracteriza que ele está fazendo o papel de vigilante. Com a portaria remota, ao perceber qualquer aproximação estranha, há sistema de som ao longo de todo o muro do condomínio e isso permite o contato com quem estiver por perto, sem risco para ninguém, pois este contato ocorre à distância”, esclarece.

Composição

A professora Ana Paula Cherubim, da UFPR, explica como é a composição da taxa de condomínio, que, na prática, geralmente é a divisão do valor total das despesas pelo número de residências ou apartamentos.

– Folha de pagamento: equivale à maior fatia dos gastos e diz respeito ao salário dos porteiros, equipe de limpeza, zelador, administradora de condomínio, síndico e outros funcionários que o condomínio possa ter;

– Energia elétrica do condomínio, água e gás;

– Despesas tributárias, taxas de inspeção;

– Fundo de reserva: valor destinado pelos proprietários dos imóveis em uma conta de investimento – normalmente poupança – para que seja utilizado em caso de despesas emergenciais, como reparos ou despesas trabalhistas.

Mirian Gasparin
Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 44 anos na área de jornalismo, sendo 42 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 11 anos de blog, mais de 20 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 18 prêmios, com destaque para Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.
http://www.miriangasparin.com.br

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