Pesquisa da Buildings mostra novo movimento de expansões de empresas ocupantes de escritórios de alto padrão 

A análise apresentada pela Buildings em primeira mão em seu terceiro evento “Buildings Exclusive”, que comemorou 10 anos de atividades da empresa de pesquisa imobiliária, mostra que 58% das movimentações ocorridas no segmento corporativo classe A em São Paulo no ano de 2018 foram realizadas por empresas que já ocupavam prédios de alto padrão e expandiram suas áreas ocupadas nesse mesmo nicho. Esse comportamento difere da movimentação durante todo o ano de 2017 nesse segmento no mesmo mercado, que concentrou sua maior porcentagem – 65% das movimentações – em empresas que saíram de segmentos inferiores, como B e C, de salas comerciais, casas e galpões, e passaram a ocupar empreendimentos classe A, movimento chamado de “flight-to-quality”, que caracterizou o comportamento do mercado imobiliário corporativo no ano passado.
Números

Em 2018, até o momento, além dos 58% de empresas que já ocupavam o segmento classe A e expandiram suas atividades dentro desse mercado, 39,5% realizaram o movimento de “flight-to-quality”, passando a ocupar também edifícios de alto padrão; 2,5% das empresas mantiveram suas áreas ou reduziram suas metragens em prédios classe A.
Em 2017, apenas 30% das empresas que já ocupavam o segmento classe A expandiram suas áreas nesse mesmo nicho, e 65% das empresas saíram de edifícios de classificação inferior para ocupar empreendimentos padrão A (realizando movimentações do tipo “flight-to-quality”); no ano passado, 5% das empresas mantiveram-se estáveis ou reduziram suas metragens em prédios de alto padrão.

Para a Buildings, a expansão no segmento de alto padrão mostra um cenário mais animador para o mercado imobiliário corporativo de São Paulo. De acordo com as análises e projeções dos analistas da Buildings, o ano de 2018 será marcado por expansões, redução de descontos em negociações e aumento do preço pedido. “Essa análise foi feita com o objetivo de mensurar uma percepção que já tínhamos do mercado, de que, com a redução contínua na taxa de vacância na cidade e mais acentuada ainda em algumas regiões, os proprietários tornam-se menos flexíveis em condições comerciais, o que desacelera o movimento ‘flight-to-quality’. Assim, esses espaços começam a ser tomados pelas grandes empresas, que reagem a um cenário econômico mais favorável. É um crescimento mais orgânico do que vimos nos outros anos”, comenta Fernando Didziakas, sócio da Buildings.

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