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Cuidado artesanal no ambiente industrial

Hugo Vasconcelos.

É comum no imaginário coletivo o ambiente industrial ser frio e cinzento. Fumaças e trabalhadores com o semblante sério também fazem parte deste cenário. Eu acredito que devemos passar uma borracha nisso. Como empreendedor na área industrial, procuro sempre trazer a inovação para o nosso pátio.

A Indústria 4.0 já começou. Essa nova fase tem o objetivo de unir máquinas inteligentes, análise computacional avançada e trabalho colaborativo para gerar profundas mudanças dentro das organizações. Esse novo movimento promete transformar novamente a maneira como o mundo funciona atualmente, ajudando a gerar mais empregos e elevando o padrão de vida da população.

Segundo dados da Confederação Nacional da Indústria, menos da metade das empresas brasileiras aplicam alguma tecnologia relacionada à Indústria 4.0. Por isso, a busca das organizações deve ser sempre para levar a inovação e horizontalidade para dentro das fábricas. Precisamos sempre estar atentos às demandas técnicas, realizar checagens e mais checagens para garantir que o contratante receberá um item de alta performance, feito com carinho por profissionais competentes.

Embora a automatização venha para ficar, é preciso manter alguns processos de maneira artesanal, como a relação com a equipe. Quando todos se conhecem pelo nome e sabem as funções de seus colegas, existe a cooperação mútua para perpetuar a marca como referência no segmento em que atua.

Outro ponto imprescindível é a preocupação com o relacionamento ao cliente. A mentalidade de atendimento personalizado e humanizado não se aplica apenas às startups ou escritórios do Vale do Silício. Isso também pode ser aplicado no segundo setor, por meio do SAC, por exemplo.

Na minha gestão, procuro trazer esta busca pelo cuidado e atenção em cada estação de montagem. Se alguma peça não for encaixada com exímio zelo, a próxima pode sofrer as consequências disso e assim segue até o final. O resultado não é o produto que nós comprometemos a entregar e sim um item feito mecanicamente apenas.

Acredito que as tecnologias da Indústria 4.0 vêm para agregar na qualidade do produto final, mas não podemos deixar de lado o tratamento humanizado, tanto dentro das empresas, entre os colaboradores, quanto junto ao cliente. Isso é de suma importância para o sucesso de uma organização.

O artigo foi escrito por Hugo Vasconcelos, que é diretor Industrial e co-fundador da Ledax, empresa brasileira fabricante de luminárias em LED de alto desempenho para clientes de médio e grande porte.

Mirian Gasparin
Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 44 anos na área de jornalismo, sendo 42 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 11 anos de blog, mais de 20 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 18 prêmios, com destaque para Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.
http://www.miriangasparin.com.br

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