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O que podemos esperar dos investimentos em 2018?

Bruno Madruga.

Nos últimos meses, assistimos uma deterioração das expectativas do mercado financeiro, tanto no campo externo quanto no doméstico. Esse cenário culminou em uma queda de -4,76% no Ibovespa até o último pregão de junho, eliminando o crescimento dos primeiros meses do ano. No exterior, três grandes fatores foram os responsáveis por esse declínio: o aumento da taxa de juros americana; a tensão comercial entre Estados Unidos e China; e o enfraquecimento da economia chinesa. Isso trouxe uma percepção de maior risco para os mercados emergentes e impactou negativamente o mercado brasileiro.

Já no campo doméstico, dados de atividade econômica mais fracos, que desapontaram os investidores, e a recente greve dos caminhoneiros trouxeram uma incerteza ainda maior. Assim, a expectativa de um PIB de 3% de alta nesse ano, caiu para 1,5%. No cenário político, a incerteza é ainda maior, visto que as candidaturas que estão à frente das pesquisas se mostram menos comprometidas com as reformas necessárias ao Brasil. Esses fatores ocasionaram uma queda de 20% na Bolsa de Valores desde meados de maio até o final de junho.

A incerteza também afetou os Fundos Multimercados, os Fundos Imobiliários e até mesmo Títulos de Renda Fixa de maior prazo, pois vimos as taxas de juros longas, com vencimentos em 2023 e 2025, subirem forte no momento de stress, assim como o dólar, que chegou a atingir patamares próximos a R$ 4,00.

Para o próximo semestre, a percepção de risco não deve diminuir, por outro lado, também vemos que os preços das ações de algumas empresas ficaram muito atrativos após a forte queda, o que pode trazer o capital estrangeiro novamente e apoiar uma eventual retomada do mercado acionário e das expectativas positivas da economia.

Desta forma, o mercado deve continuar volátil e desafiador neste semestre. Trabalhamos com a taxa Selic em 6,5% ao ano até o fim de 2018, e um cenário do Ibovespa na casa de 90 mil pontos, pressupondo a eleição de um governo comprometido com as reformas que o país precisa. Caso isso se confirme, a expectativa de crescimento do Brasil deve aumentar, beneficiando empresas locais.

Para os investidores, ações do setor financeiro, como os bancos, ficarão mais atrativas para aquisição. Os Fundos Imobiliários também merecem atenção, pois a queda das cotas deixou o dividendo (distribuição de lucro) mais atrativo, assim como os Fundos Multimercado, que também caíram, e agora podem retomar pela possibilidade de trabalharem ativos mais elaborados (juros, moedas, etc.).
Portanto, o cenário atual pede cautela e bastante paciência dos investidores financeiros, mas as crises também abrem excelentes oportunidades!

O artigo foi escrito por Bruno Madruga, que é sócio e head de Renda Variável e Derivativos da Monte Bravo, empresa de assessoria de investimentos que figura entre as três principais do país.

Mirian Gasparin
Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 44 anos na área de jornalismo, sendo 42 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 11 anos de blog, mais de 20 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 18 prêmios, com destaque para Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.
http://www.miriangasparin.com.br

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