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A indústria 4.0: bem-vindo à revolução silenciosa!

Tadeu Viana.

Você já se surpreendeu ao refletir sobre a rapidez dos avanços tecnológicos? Pense no modo como assistia a programas de TV ou utilizava seu celular há cinco anos e compare com os dias de hoje – notará algumas transformações que no passado provavelmente demorariam décadas para se firmar. A tendência é que esses saltos aconteçam com cada vez maior frequência e impactem diretamente nossa rotina. Estamos vivendo a quarta revolução industrial.

Também conhecida como era da “indústria 4.0”, essa época em que estamos inseridos é certamente a mais dinâmica em toda a história humana. Diferentes tecnologias surgem, se desenvolvem e se mesclam sem nos darmos conta. Quando notamos, já estamos usufruindo seus benefícios e fazendo coisas que pareciam um sonho futurista pouco tempo antes. Partindo para situações práticas: enquanto você lê este texto, inovações estão sendo testadas e aperfeiçoadas para em breve fazerem parte do seu dia a dia. Estamos falando de novidades como o 5G, o blockchain, a Internet das Coisas (IoT, na sigla em inglês) e o multicloud, por exemplo. Talvez você não saiba o que elas significam, mas em breve terá contato de forma permanente.

O 5G talvez seja o mais familiar – trata-se de uma evolução do 4G, que há pouco tempo ganhou o espaço do 3G para gerar velocidades de conexão cada vez maiores em nossos dispositivos móveis. Com a pulverização do 5G esperada para os próximos anos, ganharão força o multicloud (sistema de múltiplas nuvens que se integram em uma única arquitetura para armazenar dados e disponibilizá-los de forma rápida e segura), além do IoT (a tendência pela qual a internet passa a integrar os objetos, desde aplicações simples, como máquinas de refrigerante que avisam quando precisam ser recarregadas, até mesmo carros autônomos). Entre essas duas tecnologias ricas em variantes, entra também o blockchain, bases de dados na qual informações podem ser protegidas de forma extremamente confiável (contexto que possibilitou a popularização da moeda virtual bitcoin, apenas o primeiro de muitos fenômenos que surgirão).

Essas inovações não atuarão de forma independente, mas sim em convergência, ampliando suas possibilidades. Ao lado delas, poderíamos citar campos como robótica, big data, analytics, inteligência artificial, nanotecnologia, realidade aumentada, tecnologias biológicas e muitas outras. E por que tantas revoluções tecnológicas surgem e se desenvolvem de forma paralela? A resposta é simples: as condições nunca foram tão propícias para a criação de soluções disruptivas.

Inovar nunca foi tão fácil, sobretudo em um mundo no qual a conectividade é cada vez mais acessível e ágil. Estamos entrando na maturidade digital. A chave para chegarmos a esse momento são as tecnologias que proporcionam essa densificação da internet, em especial, a fibra óptica – notadamente o meio mais eficiente e veloz para transportar a rede de dados que serve de base para essa era digital que vivemos.

A fibra faz muito mais do que apenas levar conexão a nossas residências. Há todo um “trabalho invisível” e importantíssimo: tecnologias como 5G, blockchain, multicloud e IoT requerem a instalação de antenas cada vez mais discretas em seu tamanho (porém, igualmente mais potentes e econômicas para conectar o nosso dia a dia). A América Latina é uma região na qual essa tendência tem se intensificado (dados de 2017 da Fiber Board Association LATAM indicam um crescimento de 18% no número de redes de fibra óptica FTTH/B no período de um ano).

Esses dados fazem parte de um processo contínuo de crescimento, observado ao longo dos últimos anos, e podemos esperar uma evolução ainda maior no futuro próximo. A digitalização é um dos caminhos mais promissores e eficazes para que a região dê um salto, aproveitando as inúmeras possibilidades da indústria 4.0 para se desenvolver. As transformações não demorarão a serem notadas, bem-vindo à revolução!

O artigo foi escrito por Tadeu Viana, que é Sales Director CALA at Corning.

mirian
Sobre a Mirian Gasparin Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 44 anos na área de jornalismo, sendo 42 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 11 anos de blog, mais de 20 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 18 prêmios, com destaque para Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.
http://www.miriangasparin.com.br

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