You are here
Home > Finanças > Instituições financeiras cooperativas oferecem opções de investimentos para diferentes perfis

Instituições financeiras cooperativas oferecem opções de investimentos para diferentes perfis

As cooperativas de crédito fazem parte do mercado financeiro e também oferecem diversas opções de investimentos. O Sicredi, instituição que conta com mais de 3,8 milhões de associados em todo o Brasil, é um exemplo disso. A cooperativa tem um amplo portfólio de produtos, com alternativas que atendem de investidores conservadores – que buscam menor rentabilidade e maior segurança – até os mais arrojados.

“Quem se associa e investe na instituição, além de receber o rendimento dos valores aplicados, consegue ter maior lucratividade porque passa a fazer parte do quadro social da instituição (um cooperado) e, portanto, participa dos resultados (lucros da cooperativa) gerados no final do ano”, diz a gerente de desenvolvimento de negócios do Sicredi, Adriana Zandoná França, ressaltando que em 2017 a instituição alcançou um resultado líquido de R$ 2,35 bilhões e cerca de 1/3 desse valor retornou para os associados. Segundo Zandoná, este é um grande diferencial das cooperativas, como o Sicredi: o associado ganha duas vezes: no rendimento da aplicação e também na parcela do resultado da cooperativa que retorna a ele”.

Além de participação nos excedentes, outra vantagem é que ao investir em papéis da cooperativa o investidor também colabora com o desenvolvimento da comunidade onde a instituição financeira está localizada, pois os recursos depositados são reinvestidos na região, fortalecendo a economia local e gerando riquezas, garante Adriana. “A partir de R$ 20 já é possível se associar e começar a investir”.

Para perfis conservadores, a instituição recomenda as opções de renda fixa. A poupança, que tem rentabilidade menor, mas em contrapartida apresenta maior segurança, é a mais simples. No ano passado, a carteira do Sicredi alcançou R$ 9,59 bilhões, montante 39,4% superior ao registrado em 2016. O poupador da instituição, além de participar dos resultados, também concorre a sorteios semanais de R$ 2 mil, mensais de R$ 10 mil e um prêmio de meio milhão no final do ano.

Outros dois produtos financeiros de renda fixa sugeridos a conservadores são o RDC (Recibo de Depósito Cooperativo), semelhante ao CDB (Certificado de Depósito Bancário), e o Sicredinvest. Ambos são atrelados ao CDI (Certificado de Depósito Interbancário), indexador referência que determina a rentabilidade mínima de um investimento e costuma acompanhar a Selic, taxa básica de juros. Quanto maior o tempo de permanência dessas aplicações, maior a rentabilidade. O período mínimo é de 30 dias.

A Letra de Crédito do Agronegócio (LCA), com percentual atrelado ao CDI, também é uma opção de renda fixa sugerida. A diferença entre essa opção de investimento, o RDC e o Sicredinvest é que, a LCA é isenta de Imposto de Renda (IR). “Então, como não tem IR, essa opção acaba tendo uma rentabilidade ainda maior”, relata Adriana.
Para o investidor moderado, o Sicredi oferece investimentos em fundos de renda fixa e variável, como o fundo de inflação e os fundos multimercado. São opções com maior volatilidade, todavia apresentam uma rentabilidade acima da Selic. O fundo de inflação, por exemplo, busca rentabilidade do indicador IMA-B, composto por vários títulos públicos federais. “É indicado para aquele investidor que procura retorno de aplicações em médio e longo prazo”, diz Adriana.

Já o fundo multimercado diversifica o investimento do associado em renda fixa e variável e é caracterizado por não concentrar as aplicações em nenhum fator de risco em especial. “É um fundo que o gestor pode mudar as suas posições ao longo do mês, conforme a movimentação do mercado, trazendo boa rentabilidade para o investidor”, afirma Adriana.

Para perfis mais arrojados ou agressivos de investidores, o Sicredi tem fundos que podem apresentar uma rentabilidade maior em longo prazo. Umas das opções é o fundo Ibovespa, que busca ultrapassar a rentabilidade do índice Bovespa – Ibovespa e proporciona resultados futuros. A aplicação inicial mínima nesse título é R$ 500.
Outra sugestão é o fundo Petrobras, que acompanha o desenvolvimento das ações da Petróleo Brasileiro S.A – Petrobras. Essa alternativa busca investir 90% dos recursos do investidor na companhia petrolífera e 10% em títulos de renda fixa do Tesouro Nacional. A aplicação inicial deve ser de R$ 200.

“Em investimentos de renda variável como esses, cuja volatilidade é maior, o investidor precisa ter mais cautela e perseguir uma visão de médio e longo prazo, pois como o próprio nome diz, a renda é variável, ou seja, oscila de acordo com o indexador do fundo”, alerta Adriana, ressaltando que no site do Sicredi é possível acompanhar a lucratividade dos títulos no dia, mês e no acumulado dos últimos 12, 24 ou 36 meses.

Adriana ainda reforça o papel de aconselhamento dos gerentes regionalmente: “como nada substitui uma boa conversa, especialmente quando se trata de investimentos e todas as suas variações recomendamos que todos que se interessem procurem se informar e também procurem uma agência do Sicredi para conversar com os nossos gerentes. Nos últimos anos temos expandindo nossa rede de atendimento justamente para levar este aconselhamento a mais e mais pessoas. É mais um diferencial do Sicredi. No Brasil todo já temos praticamente 1.600 agências”.

Mirian Gasparin
Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 44 anos na área de jornalismo, sendo 42 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 11 anos de blog, mais de 20 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 18 prêmios, com destaque para Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.
http://www.miriangasparin.com.br

Deixe uma resposta

Top