You are here
Home > Empreendedorismo > No Dia Nacional da Cachaça, setor pode comemorar, pois os negócios continuam animadores e a bebida é a segunda mais consumida no País

No Dia Nacional da Cachaça, setor pode comemorar, pois os negócios continuam animadores e a bebida é a segunda mais consumida no País

Quinta-feira, 13 de setembro, se comemora o Dia Nacional da Cachaça. A data foi criada pelo Instituto Brasileiro da Cachaça (Ibrac), em 2009, e os negócios do setor são animadores. O Brasil conta com uma capacidade instalada de 1,4 bilhão de litros da bebida. Porém, se considerarmos o mercado informal, que é bastante elevado em algumas regiões, a produção chega a 2 bilhões de litros/ano. No total, o mercado é disputado por 40 mil produtores que fabricam 4 mil marcas. Segundo dados do Programa de Desenvolvimento de Aguardente de Cana, Caninha ou Cachaça, o Brasil movimenta cerca de R$ 1 bilhão por ano com a venda da bebida.

Este não é um negócio tocado por grandes indústrias, uma vez que 98% dos produtores são de micro e pequeno porte. No tocante à venda no varejo, o mercado da cachaça é bastante diversificado, compreendendo desde redes de supermercados e hipermercados, feiras livres, lojas especializadas, restaurantes, hotéis, bares, cafeterias e até lanchonetes e restaurantes industriais.

Quando se fala em consumo, a cachaça é hoje a segunda bebida alcoólica mais consumida no Brasil, perdendo só para a cerveja. Embora seja uma bebida consumida mais pela baixa renda, devido ao preço acessível entre os destilados, algumas indústrias estão produzindo variedades especiais para atrair mais consumidores das classes A e B. A produção em barris de madeiras diferentes ou com processos de envelhecimento mais longos são algumas iniciativas para estimular o consumo. A adoção de embalagens mais caras e versões de cachaça com sabores também fazem parte das apostas das empresas.

Para os empreendedores que pretendem investir no mercado da cprodução, vendaachaça, o desafio é grande para atender aos nichos de consumo. De acordo com empresários da área, na produção é necessário planejamento e um olhar voltado para três pilares, que são a alta qualidade do produto, processo de envelhecimento e embalagens diferenciadas.

Entre os estados brasileiros que mais produzem cachaça estão São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Ceará, Minas Gerais e Paraíba. A cachaça brasileira também é exportada para 60 países. Nosso maior comprador é a Alemanha.

Como produzir a bebida

Delfino Golfeto.

Pegando carona na celebração, a Água Doce Sabores do Brasil decidiu produzir uma web-série com um guia que traz preciosas informações sobre como plantar a cana-de-açúcar, produzir a cachaça artesanalmente e, principalmente, como degustar a mais típica das bebidas brasileiras. Com quatro capítulos, a websérie será exibida diariamente nas redes sociais da rede de franquias a partir de segunda, 10 de setembro, até o dia 13, e contará com dicas e recomendações concedidas por Delfino Golfeto, empreendedor, fundador do Grupo Água Doce – Sabores do Brasil e especialista que trabalha com cachaça há mais de 30 anos.

Tudo começa na roça, já que uma cachaça de qualidade depende do bom preparo do solo, rico e bem cuidado. Além disso, a fermentação precisa ser perfeita e a destilação deve ser realizada com muita atenção, principalmente com base no teor alcóolico. Segundo Delfino, a cana deve ser colhida no momento certo, quando a quantidade de açúcar atinge seu ponto máximo de maturação. “Na produção da cachaça artesanal tudo tem que ser feito com muito carinho, de pouco em pouco, por isso é importante que o transporte também seja feito em pequenas quantidades”, revela.

A próxima etapa é a fermentação, processo que transforma o açúcar da cana em álcool. É neste momento que definimos a qualidade da cachaça. Em seguida, chega o momento de efetuar a destilação. O resultado é uma bebida límpida, cristalina e incolor, ou seja, a famosa branquinha!

“Nesse momento, você já pode bebê-la, mas as branquinhas podem ser descansadas em barris de madeira neutra. Ou, se preferir, você pode também envelhecer a cachaça, em barris de madeiras nobres, tornando-a aromática e colorida”, revela o fundador da Água Doce.

Enfim pronta, chegou a hora da degustação. Para isso, basta colocar a cachaça em um copo. Primeiro, sinta o aroma dela, dessa forma é possível identificar se ela é de boa qualidade, já que se agredir seu nariz, trata-se de uma cachaça muito ácida, e isso não é bom sinal. Outros fatores a serem avaliados são a presença de bolhas, transparência, oleosidade e frutosidade.

Você pode assistir aos vídeos do guia completo em http://twitter.com/aguadoceoficial/ ou http://www.facebook.com/pages/%C3%81gua-Doce-Oficial/169695079754706.

Para saborear uma boa cachaça, a Água Doce Sabores do Brasil conta com o cardápio mais completo do País, com mais de 100 rótulos que podem ser degustadas nas unidades da rede.

Mirian Gasparin
Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 44 anos na área de jornalismo, sendo 42 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 11 anos de blog, mais de 20 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 18 prêmios, com destaque para Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.
http://www.miriangasparin.com.br

Deixe uma resposta

Top