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Inovação é foco de investimento das áreas de Auditoria Interna das empresas brasileiras

Assim como vem ocorrendo em diversas áreas de uma companhia, a atividade de auditoria interna está passando por grandes transformações, inclusive com a intensa adoção de analytics e de novas tecnologias. É o que mostra a pesquisa ‘Auditoria Interna no Brasil – Rumo à consolidação do impacto e da influência’ lançada pela Deloitte, em parceria com o Instituto de Auditores Internos do Brasil (IIA Brasil). O relatório, que apresenta os resultados de um extensivo levantamento realizado junto a líderes de auditoria e conformidade de 1.156 empresas de 40 países (sendo 143 no Brasil), revela os atuais desafios e tendências da Auditoria Interna no País e globalmente.

“A maioria das organizações – e certamente aquelas posicionadas para ter sucesso em um ambiente de constantes transformações – estão otimizando seus processos de Auditoria Interna, para acelerar a execução e reporte dos trabalhos, a partir da priorização das atividades de maior valor agregado, uso intensivo de tecnologia (como robotização e analytics), novas formas de alocação de recursos profissionais e compartilhamento de informações. Há uma perspectiva interessante de que essa nova abordagem resulte em ganhos efetivos de qualidade, produtividade e sinergia. Esta edição de nossa pesquisa aponta para ações que podem e estão sendo feitas com sucesso nas empresas brasileiras e globais”, ressalta Paulo Vitale, sócio da área de Risk Advisory da Deloitte.

O levantamento revelou que, entre as organizações pesquisadas no Brasil, o impacto e a influência da área de Auditoria Interna sobre o negócio mantiveram o mesmo patamar da edição de 2016 da pesquisa, em torno de 40%. Entre a amostra global, contudo, houve um salto importante nesse aspecto, de 28% em 2016 para 40% em 2018 – o que indica que ainda há espaço para que as organizações brasileiras evoluam nesse sentido. A maioria dos entrevistados no Brasil (92%) acredita que suas organizações estão cientes das habilidades e dos serviços da área de Auditoria Interna, e 86% avaliam que suas áreas são vistas de forma positiva ou muito positiva dentro da organização. Em alguns casos, esse resultado pode indicar a necessidade de que a Auditoria Interna esteja mais alinhada aos temas sensíveis e prioridades dos executivos, além de melhorar os reportes, a comunicação e o branding interno.

“Ser inovador não significa mudar todos os aspectos de planejamento, execução e reporte da Auditoria Interna. Ser inovador significa entender como a organização está evoluindo e como aplicar melhor novas abordagens e ferramentas para atender às necessidades do negócio, otimizando recursos e gerando valor. Isso geralmente implica identificar pequenos passos que podem ser dados para melhorar as atividades atuais, desenvolver projetos-piloto para testar novos métodos e ajudar os stakeholders na identificação de riscos e problemas associados a essas mudanças. Cada área de Auditoria Interna, independentemente do tamanho ou do orçamento, pode criar abordagens inovadoras para atender às necessidades de sua organização, explica Braselino Assunção, diretor-geral do Instituto de Auditores Internos do Brasil.

Investir para inovar

Do total de entrevistados no Brasil, mais da metade dos líderes de Auditoria Interna (56%) esperam investir mais de US$ 100 mil em inovação nos próximos cinco anos nas empresas em que atuam. Mais da metade (55%) espera investir mais de US$ 100 mil durante esse período. Entre as empresas pesquisadas que têm um orçamento para a área menor do que US$ 1 milhão, 56% esperam aumentar o investimento em inovação para essa frente. Na amostra global, essa porcentagem é de 51%. Isso significa que, tanto no Brasil quanto no resto do mundo, não são apenas as grandes áreas que estão inovando, e que a inovação pode ser realizada com investimentos em patamares razoáveis. Além disso, 47% da amostra global e 35% dos entrevistados do Brasil planejam aumentar seu nível de investimento em inovação e dedicar até US$ 250 mil para essas iniciativas.

“Diante de todos os dados apresentados no relatório, o futuro aponta para um crescimento da importância do papel da Auditoria Interna nas empresas. A alta administração e os conselhos das organizações contam com essa área para fazer uma gestão mais inteligente e abrangente dos riscos, evitando perdas e potencializando os resultados”, finaliza Alex Borges, sócio-líder de Risk Advisory da Deloitte.

Desafios e prioridades

Entre os desafios que mais podem afetar a habilidade da Auditoria Interna de causar impacto nas organizações, o mais frequentemente citado pelos líderes da área no Brasil é orçamento insuficiente, seguido pelas limitações para a realização de atividades consultivas. Na amostra global, a falta de habilidades ou talentos é citada como o maior desafio, mas no Brasil fica apenas em quinto lugar. Esse resultado é reflexo do fato de que o Brasil se encontra em um momento econômico bastante peculiar, no qual o orçamento é um aspecto crítico por conta da escassez de investimentos.

E quando se fala em prioridades para a área, a maior parte dos líderes ao longo dos próximos três a cinco anos, a implementação de analytics na área, a integração com as atividades da segunda linha de defesa e a implementação de tecnologias cognitivas e de automação robótica de processos estão no topo da lista. Essa última figura como uma prioridade mais contundente no Brasil (48%) do que entre a amostra global (30%). Isso levanta a questão: como as áreas de Auditoria Interna podem tornar reais essas prioridades?

Mirian Gasparin
Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 44 anos na área de jornalismo, sendo 42 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 11 anos de blog, mais de 20 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 18 prêmios, com destaque para Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.
http://www.miriangasparin.com.br

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