Com 50 anos ainda é possível fazer uma aposentadoria com dividendos? - Mirian Gasparin
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Com 50 anos ainda é possível fazer uma aposentadoria com dividendos?

Tiago Reis.

Muitas pessoas se questionam se mesmo após os 50 anos vale a pena investir e se ainda é possível obter uma renda de dividendos. Mesmo que algumas pessoas considerem essa uma idade relativamente avançada para começar a investir, eu respondo com convicção que sim. É plenamente possível e, com um pouco de paciência e foco, qualquer pessoa pode chegar lá.

A verdade é que sempre é tempo para começar a investir. Porém, costumo dizer que o melhor momento para iniciar sua carteira previdenciária é hoje, independente da sua idade. No Brasil, são poucos os casos explícitos e conhecidos de pessoas que vivem de renda passiva de ativos geradores de renda no mercado de capitais. Eu conheci um senhor que, após décadas de trabalho árduo, ao perceber que a previdência pública não seria capaz de lhe proporcionar uma aposentadoria digna, decidiu que deveria investir para que quando decidisse parar de trabalhar, tivesse um certo conforto e tranquilidade, algo que o INSS dificilmente proporciona.

Ao pesquisar alternativas de investimentos que poderiam preencher mais adequadamente este perfil previdenciário decidiu investir em ações de dividendos. Mesmo com cerca de 52 anos, não se deixou desanimar e, reservou todos os meses uma parcela de seus ganhos mensais, e somando-os com um pequeno capital que já havia acumulado durante sua vida. Deu início a uma carteira previdenciária, inicialmente focada em ações, e alguns anos depois, passou a direcionar a maior parte dos seus recursos e aportes para fundos imobiliários, que ainda possuem um perfil de renda ainda maior que o das ações.

Após cerca de 13 anos investindo, e sempre reinvestindo todos os dividendos nesse período, este senhor se tornou milionário, continuou a trabalhar e aportar mensalmente, fortalecendo ainda mais sua carteira previdenciária, que através de um efeito exponencial, passou a lhe entregar cada vez mais dividendos.Hoje, com mais de 75 anos, esse investidor vive de renda passiva, apesar de receber também uma parcela da previdência social.

Se outras pessoas seguissem o exemplo deste senhor, eu não tenho a menor dúvida de que chegariam à terceira idade com uma condição financeira muito mais tranquila, ainda que tivessem começado relativamente tarde.

Vamos supor que uma pessoa que pretende começar a investir aos 50, deseja se aposentar com 65 anos, que é a idade onde a maioria dos brasileiros se aposenta, então temos 15 anos pela frente.

15 anos é tempo mais do que suficiente para se iniciar e estabelecer um plano de aportes mensais, com foco em ações e fundos imobiliários, reinvestindo todos esses ativos mensalmente, assim como fez o senhor que eu citei anteriormente.

É evidente que, a depender da renda que se deseja obter na aposentadoria, seja necessária a realização de aportes elevados e robustos todos os meses, até para compensar o menor tempo que se tem pela frente. Porém, ainda que o investidor opte por aportes menores, eu não tenho dúvida que, no mínimo, será possível obter pelo menos um bom complemento de renda para sua aposentadoria.

Já para aqueles que acumularam algum patrimônio fora do mercado financeiro ao longo da vida, como aplicações em renda fixa ou mesmo imóveis, e estão dispostos a direcionar parte desses recursos para o mercado de capitais, além dos aportes mensais que são basicamente essenciais, então sem dúvidas o caminho se torna muito menor, e é possível que até em menos de 10 anos seja possível atingir uma independência financeira com dividendos.

O artigo foi escrito por Tiago Reis,CEO da Suno Research, consultoria de análise financeira voltada para investidores individuais.

Mirian Gasparin
Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 44 anos na área de jornalismo, sendo 42 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 11 anos de blog, mais de 20 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 18 prêmios, com destaque para Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.
http://www.miriangasparin.com.br

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