Mais de 50% dos gestores estão envolvidos com atividades burocráticas

Em levantamento realizado pela consultoria Luzio Strategy Group foi constatado que, em média, 55% do tempo dos gestores é consumido em atividades consideradas burocráticas. Mesmo nas áreas comerciais em que supostamente os executivos deveriam passar a maior parte do tempo no campo visitando clientes e realizando negócios, permanecem no escritório assoberbados por atividades internas.

O aumento da complexidade das organizações é um resultado inexorável de seus movimentos expansionistas e do crescimento. Uma complexidade cada dia mais predatória porque afasta as pessoas daquilo que mais importa. “Por isso as empresas precisam constantemente rever a Estratégia, Portfolio de Modelos de Negócios e Produtos, Processos, Sistemas e Políticas Corporativas em busca de simplificação, otimização e efetivas renúncias que são necessárias para preservar o foco nas atividades de alto impacto para o negócio. Como dizia Picasso, a arte é a eliminação do desnecessário, comenta Fernando Luzio, chairman da Luzio Strategy Group.

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Controle de estoque é um dos problemas mais graves enfrentados hoje pelas empresas, principalmente as de pequeno porte

Os estoques devem ser otimizados.

Existem vários problemas que envolvem a condução de um negócio, mas a falta de controle do estoque é um dos mais graves. É muito comum hoje vermos o pequeno empresário se queixando que vendeu todo o seu estoque, mas não sabe para onde foi o dinheiro. Eu conversei com alguns consultores de empresas que comparam o problema do controle de estoque a um precipício. Se o empresário não tomar uma decisão o mais rápido possível e verificar onde estão as falhas, toda a margem de lucro irá embora.

Bons sistemas de informática resolvem o problema, porém precisam de investimento constante. Para uma gestão eficiente, mantendo o nível correto de estoque é fundamental a redução de custos, pois quanto mais produtos estocados, maior a quantidade de dinheiro parado na empresa. Então, manter o estoque no nível correto pode trazer benefícios financeiros significativos para o negócio.

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Com investimento de R$ 1 bilhão, indústria paranaense do trigo evolui e torna-se referência no Brasil

Daniel Kümmel, presidente do Sinditrigo.

A indústria do trigo do Paraná tem um parque moageiro moderno, com elevado grau tecnológico e alta capacidade produtiva. A qualidade atual desta indústria é resultado de investimentos de cerca de R$ 1 bilhão realizados nos últimos 10 anos pelos empresários do setor. Com mão de obra especializada e equipamentos de última geração, o setor já conquistou diversas certificações que comprovam sua qualidade. Estas e outras informações constam da versão atualizada do Panorama Setorial da Indústria do Trigo, que será lançada segunda-feira, 26 de junho, em Curitiba. O estudo foi realizado em parceria pela Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) e pelo Sindicato da Indústria do Trigo (Sinditrigo). A primeira versão foi lançada em 2011.

“O nosso setor está preparado para atender o Brasil quando houver a retomada do crescimento da economia e o consequente aumento da demanda”, destaca Daniel Kümmel, presidente do Sinditrigo. Segundo ele, a indústria paranaense do trigo é altamente competitiva e diversificada, produzindo farinhas tanto para a indústria de massas e biscoitos quanto para a panificação e varejo. O presidente do Sindicato conta que a qualidade do produto final é resultado também da melhoria do trigo, com investimento em genética. “Antigamente precisávamos importar trigo de qualidade para um melhor produto final. Hoje não temos mais esta necessidade e trabalhamos praticamente com 100% de trigo nacional”, informa.
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As startups vão substituir grandes empresas ou serão incorporadas por elas?

Rafael Ribeiro.

Nas últimas semanas nos deparamos com duas grandes notícias de forte repercussão no mercado de startups no Brasil. A primeira foi a compra de 49% da corretora XP Investimentos, considerada pelo mercado a fintech brasileira mais bem-sucedida, pelo Banco Itaú, por R$ 6,3 bilhões. A outra foi o aporte de US$ 100 milhões que o aplicativo brasileiro 99, que permite chamar táxis e carros particulares, recebeu da empresa japonesa SoftBank. Esses dois exemplos, em cenários distintos, mostram a força desse setor na economia e isso faz com que surjam diversos questionamentos, como por exemplo: será que as startups vão substituir as grandes empresas ou serão incorporadas por elas?

Vivemos o boom do empreendedorismo tecnológico, para cada setor da economia que olhamos há startups oferecendo soluções para dar mais praticidade ao dia a dia das pessoas e, principalmente, dos negócios. Claro que ainda há muito espaço para ser conquistado e uma de nossas missões é que em 2035, 5% do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro seja provido pelo setor. É uma meta audaciosa, porém plausível, basta ver o crescimento do mercado.

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Setor de máquinas alerta sobre os riscos da reoneração da folha de pagamentos

José Velloso, presidente executivo da Abimaq.

“A reoneração da folha de pagamentos vai ser mais uma ceifada no setor de bens de capital que hoje é a metade do que faturava em 2013”. Essa avaliação foi feita por José Velloso, presidente executivo da Abimaq, sobre a Medida Provisória 774/17 que acaba com a desoneração da folha de pagamento.

Para Velloso, com a reoneração haverá o aumento médio de 4% nos custos sobre a receita líquida de vendas para o exportador. “O maior custo de produção levará o setor a perder ainda mais participação no mercado externo, já que irá se transformar em aumento de preços face à ausência de margem para absorver essa elevação de custo”.

O presidente executivo da Abimaq também apontou que a medida vai implicar na redução das exportações em cerca de 20%. “Isso equivale uma perda de receita anualizada da ordem de R$ 5bilhões”.

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