Portabilidade eletrônica de crédito já está vigorando

A portabilidade eletrônica de crédito começa a vigorar em todo o país a partir desta segunda-feira, permitindo aos clientes do sistema financeiro nacional transferir dívida entre bancos sem a cobrança de custos adicionais. Em nota publicada nesta segunda-feira (5), o Banco Central disse que a portabilidade do crédito vai aumentar a disputa entre as instituições financeiras. O mecanismo de transferência de dívida de uma instituição para outra foi institucionalizado em setembro de 2006. “A medida visa estimular a concorrência no setor e permite que os clientes tenham acesso a melhores taxas e condições de pagamento”, disse o BC por meio de nota.

A autoridade monetária afirmou que para fazer a transferência da dívida basta ao cliente negociar com outro banco a concessão de crédito para liquidação do débito e identificar o banco credor e a operação original, dispensando qualquer providência adicional.

Ainda de acordo com o BC, é obrigatório o uso de sistema eletrônico para troca de informações entre o banco credor original (onde a dívida será liquidada) e o banco que irá ofertar o novo crédito para liquidação da operação original.

Na portabilidade, o valor e o prazo da nova operação devem ser limitados ao valor do saldo devedor e ao prazo remanescente da operação original. O banco credor original tem prazo de até 5 dias úteis para se manifestar quanto à manutenção do cliente ou envio das informações ao banco que assumirá a dívida.

Na execução da operação, o BC esclarece que os bancos não podem repassar ao cliente os custos da transferência de recursos entre as instituições envolvidas.

Semana de Educação Financeira contará com palestras e descontos em livros

A Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin) está preparou uma série de ações em função da Semana Nacional de Educação Financeira 2014, que acontece de 5 a 9 de maio. Dentre elas, palestras online e presencial, descontos em livros e o lançamento do serviço de orientação S.O.S Educação Financeira.

Ocorrerão 12 palestras online, ministradas por educadores financeiros, sendo um deles o presidente da Abefin e da DSOP Educação Financeira, Reinaldo Domingos. Os temas abordados têm o intuito de esclarecer questões da Educação Financeira relacionadas aos universos escolar/universitário, empresarial, mercado de investimento, entre outros.

Além dessas, haverá palestra de Educação Financeira presencial, gratuita e aberta ao público, na quinta-feira (8), às 18h, na sede da Abefin, localizada na Av. Paulista, que terá a finalidade de proporcionar aos participantes uma reflexão sobre a situação financeira que se encontram e os caminhos para conquistarem a sonhada independência financeira.

Para as empresas, a novidade é que os representantes das corporações que se inscreverem durante a Semana poderão solicitar uma palestra de sensibilização grátis. Os interessados podem ter mais informações no site da associação: http://www.abefin.org.br/

Já o serviço S.O.S Educação Financeira, que será lançado na ocasião, consiste em orientações online sobre o tema feitas por educadores financeiros, baseadas nas dúvidas enviadas pelos internautas por meio do site da Abefin. Outra ação para colaborar com a Semana vem da parceria com a Editora DSOP, que, durante esse período, disponibilizará todos os seus títulos de Educação Financeira com 50% de desconto.

Segundo Reinaldo Domingos, a iniciativa do governo é de extrema importância e valoriza o trabalho já realizado no país inteiro em escolas, universidades, empresas e para pessoas físicas. “Desde que criei a Abefin, o meu objetivo sempre foi educar financeiramente a população como um todo. Então, em apoio à Semana Nacional de Educação Financeira criada pelo CONEF, resolvemos contribuir em prol da mesma causa com todas essas ações”.

Empresas precisam organizar jornada de trabalho durante a Copa

Copa Tatu bolaCom a proximidade da Copa do Mundo, as empresas têm pela frente um novo desafio no que se refere à jornada de trabalho durante os jogos, já que as perdas financeiras podem chegar a R$ 5 bilhões no país. Se o Brasil chegar até a final da Copa, terá participado de oito jogos, totalizando 14 horas, o que vai causar impacto direto na produtividade.O tema é bem controverso e vai demandar muita negociação interna, sendo tema de seminário que será realizado no dia 15 de maio pelo Instituto Brasileiro de Governança Trabalhista (IBGTr). O evento, que acontece na Universidade Positivo, traz discussões sobre faltas, ausências, atestados, organização da empresa e uso da internet em dias de jogos, bolões, entre outros assuntos. “Para não afetar a produtividade, as empresas devem elaborar Acordo Coletivo específico, prevendo a compensação do tempo despendido com os jogos da Copa do Mundo em outro dia”, orienta a advogada e coordenadora do IBGTr, Danielle Vicentini Artigas.

Como em Curitiba os dias de jogos da Copa do Mundo serão ponto facultativo, a empresa deve se organizar internamente. “No caso de faltas injustificadas, a empresa deve estabelecer regras claras a serem seguidas durante este período e disseminá-las a todos os empregados para que, em caso de desobediência, haja punições com advertências ou suspensões”, avalia.

Proibição de uso do e-mail corporativo para realização de bolões A advogada alerta quanto ao uso do e-mail corporativo para realização dos chamados bolões. Isso porque a prática de jogos de azar em lugar público ou acessível ao público é considerada contravenção penal, bem como a aposta em competições esportivas (exceto corridas de cavalos autorizadas).

O seminário terá a presença do presidente da OpusMúltipla, Rodrigo Rodrigues, do gerente de pessoas da Arcelormittal Gonvarri, Paulo Cavalcante, da advogada da TIM, Maria Carolina Castilho, da vice- presidente da ABRH (Associação Brasileira de Recursos Humanos), Susane Zanetti, do diretor de Operações da IBEMA, Clecio Chiamulera, e do IBGTr, Leonardo Zacharias.

Entre as entidades representativas de funcionários no setor turístico, estarão presentes o presidente da Fethepar (Federação dos Empregados em Turismo e Hospitalidade do Estado do Paraná), Wilson Pereira, e o presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Comércio Hoteleiro, Meios de Hospedagem e Gastronomia de Curitiba e Região (Sindehotéis), Luís Alberto dos Santos.

 

Segunda maior cervejaria do Brasil anuncia investimento de R$ 2,2 bilhões no Paraná

cervejas  do grupo petropolisO Grupo Petrópolis, segunda maior cervejaria do Brasil e única grande empresa do setor com capital 100% nacional, vai investir R$ 2,2 bilhões no Paraná para a implantação de uma maltaria e uma fábrica de cerveja, que criarão mais de 6 mil empregos diretos e indiretos. Além disso, o projeto da companhia inclui o arrendamento de duas unidades de processamento da soja no Estado. É o segundo maior investimento privado feito no Paraná nos últimos três anos e foi confirmado pelo governador Beto Richa e o presidente do Grupo Petrópolis, Walter Faria, nesta quarta-feira (30) no Palácio Iguaçu, em Curitiba. Richa e Faria assinaram protocolos para enquadramento dos empreendimentos no programa Paraná Competitivo, principal instrumento da política de expansão industrial desenvolvida pelo Governo do Estado.

“O Grupo Petrópolis vai contribuir para um fortalecimento ainda maior da industrialização do Estado”, disse o governador, ressaltando que o Paraná Competitivo já contabilizou mais de R$ 30 bilhões em novos investimentos, criam mais de 180 mil empregos em todas as regiões do Estado. “Este é o resgate da confiança do setor produtivo. O Paraná Competitivo tem sido o diferencial entre os estados brasileiros para atração de empresas nacionais e multinacionais”, afirmou Richa. Ele disse, ainda, que o programa superou as expectativas em resultados de atração de empresas.

O governador destacou o desempenho da economia do Estado nos últimos três anos. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontou que o estado detém o maior processo de expansão industrial do Brasil. O Ministério do Trabalho confirmou que, em 2013, o Estado ficou entre os estados que mais geraram empregos de carteira assinada e a pesquisa do Sebrae/CNI indicou o Paraná como o melhor ambiente para micros e pequenas empresas.

O Grupo Petrópolis é dono das marcas Crystal, Lokal, Itaipava, Black Princess, Petra e Weltenburger, dos energéticos TNT Energy Drink e Magneto, do isotônico Ironage, das vodkas Blue Spirit e Nordka e da água Petra.

Na implantação da cervejaria serão investidos R$ 600 milhões. A unidade deve ocupar um terreno de 500 mil metros quadrados e produzir em média 300 milhões de litros (entre cerveja e chopp) por ano. A fábrica deve ser instalada em 48 meses e atenderá aos estados do Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, além de parte do mercado do estado de São Paulo. “O apoio que o Governo do Paraná oferece à instalação de empresas foi o que determinou a escolha do estado sede”, afirmou o presidente do Grupo, Walter Faria.

A empresa confirmou que a unidade paranaense de malte será instalada na Região dos Campos Gerais. Já a unidade de cerveja ainda não tem o município definido. “Estamos estudando a região que melhor nos atende na questão logística e de mão de obra”, afirmou Eliana Cassandre, gerente de marketing do Grupo Petrópolis.

Na maltaria, a primeira do Grupo, o investimento previsto é de R$ 262,7 milhões, em uma planta industrial que vai beneficiar 160 mil toneladas de cevada por ano. “Implantar uma maltaria no Paraná reforça nossa postura de investir na vocação do Estado que tem na agroindústria seu esteio. E a cervejaria no Paraná abre a oportunidade de crescer na região Sul, nacionalizando nossas marcas”, afirmou Walter Faria.

Com cinco fábricas em operação e mais uma em construção, o Grupo é responsável pela geração e manutenção de 19 mil empregos diretos. Além disso, patrocina atletas brasileiros profissionais e amadores e promove ações ambientais.

O Grupo Petrópolis também firmou contrato de arrendamento da Imcopa com a FEMA, fundo que assumiu a empresa para a reestruturação financeira. De acordo com o contrato, operações e empregos estão preservados nas duas unidades de processamento de soja da Imcopa no Estado, em Araucária e Cambé. A previsão é de que sejam aplicados R$ 1,4 bilhão até 2021.

Dia das Mães já movimenta lojas virtuais

comercio-eletronicoO Dia das Mães representa a segunda melhor data para o varejo brasileiro e traz expectativas para todo comércio, tanto para as lojas físicas quanto para o comércio on-line. De acordo com a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm ), a estimativa é de que o faturamento do e-commerce alcance R$ 1,3 bilhão para o Dia das Mães deste ano. Em 2013, segundo a E-bit, empresa especializada em informações sobre comércio na rede, moda e acessórios foram campeões em vendas, seguido por eletrodomésticos, cosméticos, perfumaria, cuidados pessoais e saúde, telefonia e informática.

Como a internet representa uma vitrine ilimitada de ofertas, as vendas por esse canal crescem a cada ano e exigem, por outro lado, logística para dar conta do aumento da demanda em datas sazonais. De acordo com Bruno Porto, diretor de Planejamento da WebStorm, empresa especializada em e-commerce, é necessário que as lojas se estruturem para a data, especialmente com os produtos mais procurados pelos consumidores nessa época. “Os lojistas devem estar alinhados com seus fornecedores para promover descontos e com capacidade de entrega, montando um estoque adequado para o grande volume de vendas”, explica.

Segundo o especialista, o planejamento deve ser realizado por todos os envolvidos no processo, como os fornecedores, agências e empresas de hospedagem. “Sem isso, o processo não será de qualidade aos olhos do cliente”, observa.

Para atingir boa performance de vendas, Porto elenca algumas estratégias, como envolver todos os pontos de contato com o cliente para ter a melhor experiência de consumo e, como consequência, fidelizá-lo. “Além de preço competitivo, o lojista deve buscar alternativas de entregas rápidas e promover o frete grátis como estratégia. Afinal, esse é o tipo de presente que mexe com os sentimentos dos filhos, que estão ansiosos para receber as encomendas na data combinada”, afirma. Todo esse esforço vale a pena: os filhos gastam em média 75% mais em presentes para o Dia das Mães do que com lembranças para o Dia dos Pais. No ano passado, o tíquete médio nas lojas virtuais foi de R$ 355, totalizando 2,9 milhões de pedidos via internet.

Atenta a esse movimento, a Via Inox, maior revendedora da marca Tramontina, já sentiu que as campanhas para a data estão surtindo efeito. Com expectativa de crescimento nas vendas na ordem de 35% em relação ao ano passado e ticket médio de R$ 420,00, a loja virtual da marca Tramontina aposta em itens como baixelas, travessas e jogos de panela em aço inox. “São presentes para a mãe que gosta de reunir a família e os amigos, pois transforma o simples ato de cozinhar em momentos de felicidade”, assinala o diretor da Via Inox, Ademir Lanfredi.