Expandir o negócio é uma boa opção para crescer, mas exige muito cuidado

negócios-expansãoAs vendas estão crescendo cada vez mais, o número de funcionários aumentou. Finalmente, chegou a hora de pensar na expansão do negócio. Nesse momento, os cuidados devem ser redobrados, se o empresário quiser garantir o sucesso do seu empreendimento. Uma das maneiras mais fáceis de fazer o negócio crescer é optar por num novo local ou mercado. A expansão física envolve algumas considerações importantes, como por exemplo, que a empresa já esteja no mercado pelo menos por cinco anos. O empresário também deve contar com uma boa equipe de gestão,   avaliar as perspectivas econômicas e empresariais da nova localização e o nível de risco que está disposto a assumir.

Outras armas poderosas para uma expansão rápida é através de fusões ou aquisições.  Nestes casos, é fundamental escolher o futuro parceiro com muito cuidado.  O empresário deve se aliar a  empresas ou parceiros comerciais que possuam uma boa lista de potenciais clientes.

A diversificação da oferta é outra forma para expandir o negócio. Nessa opção o empresário pode acrescentar produtos complementares, novas linhas de produtos ou até mesmo arriscar a importação de mercadorias.

O empresário deve estar consciente que como acontece com qualquer  novo empreendimento, a expansão do negócio só deve ocorrer  após um cuidadoso planejamento, uma ampla pesquisa de mercado e recursos suficientes que permitam que a ideia se torne  realidade. Disso dependerá a continuidade de sucesso da empresa.

Economista discute desindustrialização do Brasil pós ano 2000

desindustrialização-livroEm países em estágios intermediários de desenvolvimento, como é o caso do Brasil, a indústria de transformação é fundamental para incrementar indicadores econômicos e sociais. Afinal a manufatura, com sua característica de demandar inúmeros bens e serviços, tem capacidade de movimentar e acelerar o crescimento de diversos setores, além de possuir, por sua própria natureza, a faculdade de inovar, inventar e difundir tecnologia. Por tamanha importância, o setor manufatureiro é um dos focos principais de estudos econômicos em todo o mundo, à medida que sua participação no Produto Interno Bruto dos países é sempre um indicador do potencial de geração de emprego e desenvolvimento social.

Tomando como base o desempenho da indústria brasileira nos anos 2000, o economista Paulo César Morceiro questiona, em ‘Desindustrialização na economia brasileira no período 2000-2011: abordagens e indicadores’ se está em curso um processo de desindustrialização e de que tipo, como se manifesta e quais são suas causas e consequências mais significativas para a economia do país.

O autor demonstra, então, que há sim um novo e não desprezível processo de desindustrialização no Brasil, reiniciado em 2005 e aprofundado no triênio 2009 a 2011. Paulo Morceiro qualifica a desindustrialização como precoce e nociva ao desenvolvimento, uma variante patológica do processo de desenvolvimento socioeconômico “normal” verificado em alguns países desenvolvidos.

O livro integra a Coleção Propg Digital, parceria entre a Editora Unesp e a pró-reitoria de Pós-graduação da Unesp e sai com o selo Cultura Acadêmica, braço editorial da Universidade.

Consumo de alimentos em casa deve movimentar R$ 466 bilhões em 2013

Cada brasileiro deverá gastar R$ 2.839,21 com alimentação no domicílio até o fim do ano, segundo estimativas do Pyxis Consumo, ferramenta de dimensionamento de mercado do IBOPE Inteligência. O consumo total de alimentos em casa no país deve encerrar o ano com um volume de vendas de R$ 466 bilhões. A classe A será a maior compradora, com gastos estimados em R$ 250 bilhões, 54% do total. As classes D/E aparecem na sequência, com um consumo estimado de R$ 121 bilhões, o que representa 26% do total.

Ao analisar o consumo de alimentos em casa por região, o Sudeste tem o maior potencial de consumo, com metade do projetado para o país, seguido pelas regiões Nordeste (20% ou R$ 91 bilhões) e Sul (16% ou R$ 74 bilhões). Apesar do maior consumo no Sudeste, a região Sul é a que apresenta o maior gasto por habitante, de R$ 3.151,08, enquanto no Sudeste o valor é de R$ 3.045,08, e no Centro-Oeste, de R$ 3.005,16.

Na análise por classe e região, a classe A do Sudeste lidera com consumo estimado em R$ 122 bilhões para 2013. As classes D/E, também do Sudeste, aparecem em seguida, com R$ 57 bilhões. A região Norte apresenta o menor potencial de consumo em todas as classes.

Governo deve promover mudanças na legislação que trata sobre terceirização de mão de obra

terceirizaçãoCom duas emendas tramitando no Congresso para regulamentar o serviço de terceirização nas empresas, é possível que a regularização dessa relação de trabalho, que já é prática nas empresas, deva ser regulamentada em breve, apoiada pelo Projeto de Lei 4330/2004, de autoria do deputado Sandro Mabel (PL-GO). Com base nesse cenário, os palestrantes do Seminário de Governança Trabalhistas: Melhores Práticas alertam sobre as mudanças que devem trazer impacto nas relações entre empresas e terceirizados.

O diretor corporativo de RH da Gestamp, Washington Oliveira, disse que o governo pretende tornar obrigatória a checagem da idoneidade dos prestadores de serviços terceirizados. “É o que já fazemos em tese, mas precisamos nos esforçar para realizar a lição de casa com maior rigor e conferir todos os documentos comprobatórios dos terceirizados, já que temos responsabilidade subsidiária”, afirma.

Oliveira foi um dos palestrantes do seminário que marcou o lançamento do Instituto Brasileiro de Governança Trabalhista (IBGTr) em Curitiba, realizado pela Becker, Pizzatto & Advogados Associados (BPAA). A coordenadora do IBGTr, a advogada Danielle Artigas, esclarece que esse é um dos pontos que integram o escopo do trabalho da governança trabalhista. “São ações para gerenciar as relações de trabalho em que recursos humanos, área financeira e comercial, bem como o setor jurídico, trabalham juntos para minimizar os impactos negativos de possíveis ingerências com relação à mão de obra”, assinala.

Na governança trabalhista, estão dispostos instrumentos para realização de diagnóstico, onde estão previstos: imersão na empresa, mapeamento preliminar e plano de ação. Na implantação, a governança trabalhista preconiza revisão de toda documentação, procedimentos e fluxos, seguido de treinamento e desenvolvimento de indicadores, seguido de monitoramento e acompanhamento. “Em todas essas etapas, é preciso sinergia entre as áreas, que vai se refletir na melhoria do ambiente interno, atingindo a raiz dos problemas das organizações”, finaliza ela.

Serviços federais anuentes passam a funcionar por 24 horas a partir do dia 6, em Paranaguá

Porto-fiscalizaçãoA partir da próxima segunda-feira (6), os serviços federais anuentes que operam no Porto de Paranaguá, passarão a funcionar 24 horas por dia. O Porto, que já opera em regime 24 horas há pelo menos cinco décadas, passará a contar com mais esta facilidade em adequação ao programa que está sendo instalado pela Secretaria de Portos (SEP) em todos os portos do Brasil. “Antes deste projeto, questões administrativas e burocráticas, relacionadas às liberações de embarcações e mercadorias por parte dos órgãos federais anuentes, não aconteciam de forma ininterrupta, 24 horas por dia. É isso que agora vai mudar. A nossa expectativa é que o programa dê ainda mais agilidade às operações, aumentando a produtividade do Porto de Paranaguá”, afirma o superintendente da Appa, Luiz Henrique Dividino.

Nos portos, o responsável por essa movimentação é o operador portuário. Segundo o representante do Conselho Diretor do Sindicato dos Operadores Portuários do Paraná (Sindop), Ismael Alves Pires Neto, operacionalmente falando, o Porto de Paranaguá já é 24 horas. De domingo a domingo, as operações acontecem, porém algumas atividades, como a liberação das mercadorias pela Receita Federal, acabam não acontecendo o que interrompe a cadeia. “Hoje, por exemplo, quando precisamos atracar um navio no final de semana e as taxas ainda não estão recolhidas ou algum procedimento administrativo deixou de ser feito em horário comercial, não conseguimos. Mesmo os órgãos que já atuam em plantão, nem sempre atende todo o leque das necessidades operacionais”, afirma.

Para o responsável pela unidade da Anvisa em Paranaguá, Rogério Gonçalves Lopes, a agência atua nas atividades do porto em esquema de plantão das 8h às 20h. Em relação às operações portuárias, efetivamente nesse horário, são atendidas principalmente as liberações dos navios. De acordo com Lopes, a inspeção física de produtos e as atividades ligadas à importação são feitas apenas até as 17h.

A agência, em Paranaguá, atua hoje com dez servidores. São emitidas em média, por dia, até 12 certificados de livre prática, seis certificados de controle de bordo (de zoonoses), além da realização de inspeção de produtos importados de interesse sanitário (como alimentos, medicamentos, matéria prima), principalmente do terminal de contêineres e de alguns armazéns. Transcrição de certificado de vacinação, cadastro de empresas que atuam no porto. Para atender o projeto Porto 24 horas, o plantão mudará para a escala das 7h às 19h e das 19h às 7h.

O Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro), vinculado à Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA) do Ministério da Agricultura, também está se adequando em Paranaguá. “Em atendimento ao setor vegetal, já trabalhamos 24 horas, em plantão. Porém, para atender o Programa Porto 24 horas, vamos adequar o setor animal (que atende à certificação de cargas como os congelados, carnes)”, afirma o chefe do Vigiagro em Paranaguá, Gil Bueno de Magalhães.

Segundo o delegado da Receita Federal em Paranaguá, Jackson Corbari, atualmente o órgão atua em plantão de 12 por 36 horas semanais. A partir de segunda (6), os plantões serão 24 horas. “A Receita Federal, em Paranaguá, atendendo à decisão do Governo Federal, está preparada para a prestação dos serviços 24 horas, sete dias por semana conforme a evolução da demanda de serviços fora do horário de expediente normal”, garante.

A assessoria de imprensa da Capitania dos Portos do Paraná informa que a Marinha já trabalha 24 horas por dia, durante sete dias na semana, no despacho para entrada e saída de navios. Em média são despachados 14 navios por dia – sete que chegam e outros sete que deixam o Porto de Paranaguá -, que já são atendidos, inclusive durante a madrugada. Portanto, para o órgão pouco muda.