Ano da Copa do Mundo no Brasil requer mais cuidados com o planejamento dos custos

planejamentoSaber diferenciar gastos de investimentos, além de rever despesas que podem ser desnecessárias e comprometer o lucro das empresas. Este deve ser o principal lema dos empresários e executivos neste início de ano que antecede a Copa do Mundo no Brasil, segundo Fernando Macedo, especialista em redução de custos para empresas, da consultoria ERA – Expense Reduction Analysts. “A equação (receita – despesa = lucro) é igual em todas as empresas, mas a maioria dos empresários dá muito mais atenção ao que estão ganhando do que ao que estão perdendo e gastos tradicionais quase nunca são revistos”, explica o especialista.

Para Macedo, é importante que a cada início de ano sejam revistos os contratos com os fornecedores de produtos em geral, desde o cafezinho e o material de escritório até os contratos de prestação de serviços terceirizados, como limpeza, telefonia, logística, etc. “Como é preciso de tempo disponível para fazer novas e diferentes cotações, rever contratos e renegociar ou trocar fornecedores, quase sempre isso acaba ficando em segundo plano, mas se os custos que a empresa tiver forem maiores do que os praticados no mercado ou maiores do que poderiam ser, caso fossem renegociados, então a lucratividade pode ser comprometida”, alerta ele.

Criar uma cultura na empresa onde todos os funcionários estejam comprometidos com a redução de custos e revejam constantemente de os investimentos realizados não estão se tornando gastos, é de extrema importância, segundo Macedo, e deve começar pela diretoria da empresa. “Rever processos, observar índices de reajuste, renegociar contratos, entre outras atitudes faz com que a empresa possa detectar falhas e enxergar possíveis desperdícios no dia-a-dia”, completa ele.

Receita dos 250 maiores varejistas do mundo supera US$ 4,3 trilhões

Reynaldo Saad, líder da Deloitte para a indústria de varejo e bens de consumo.
Reynaldo Saad, líder da Deloitte para a indústria de varejo e bens de consumo.

A receita dos 250 maiores varejistas do mundo superou US$ 4,3 trilhões no último ano fiscal encerrado (de junho de 2012 a junho de 2013), de acordo com o relatório Global Powers of Retailing 2014, da Deloitte, realizado em conjunto com STORES Media. Pela primeira vez, o relatório traz também a lista das 50 maiores varejistas online do mundo e constatou que 3/4 delas (39 empresas) estão presentes entre as 250 maiores.

Entre os varejistas brasileiros, apenas as Lojas Americanas estão entre as 250 e ocupa o 162º lugar no ranking geral. Considerando as empresas da América Latina, a companhia fica em 5º lugar com faturamento de US$5,835 milhões. O Grupo Pão de Açúcar, que até então fazia parte do ranking como empresa brasileira, agora figura entre os números da varejista Casino (20ª posição), já que suas operações foram incorporadas à rede francesa.

“A presença ainda tímida de varejistas brasileiros no histórico do levantamento pode ser explicada paradoxalmente pela própria força do mercado interno local, que cresceu muito nos últimos anos, atraindo a atenção de grandes redes internacionais. Esses competidores estrangeiros, pelo porte e capacidade de investimento, acabam dominando as oportunidades no Brasil e diminuindo o potencial de varejistas locais de se destacarem”, afirma Reynaldo Saad, líder da Deloitte para a indústria de varejo e bens de consumo.

Saad completa a análise enfatizando um fenômeno socioeconômico que pode ajudar a mudar esse cenário a partir de agora. “Pela atual situação econômica do país é possível que haja arrefecimento do interesse das redes globais no Brasil, gerando assim novas oportunidades para os varejistas nacionais. Estes empresários já conhecem bem a natureza do nosso mercado. Além disso, vivenciamos ainda uma dificuldade das redes brasileiras se internacionalizarem, o que nos ajuda a entender também o porquê de contarmos apenas com uma empresa no ranking deste ano”, completa.

Os varejistas baseados em mercados emergentes mantiveram uma forte demanda dos consumidores no último ano fiscal.  Eles foram responsáveis por mais da metade (26) dos 50 varejistas que mais cresceram no ano fiscal de 2012.

Já os europeus enfrentaram mais um ano difícil. A crise de crédito no continente resultou em um baixo crescimento dos países e uma consequente alta do desemprego. Esse cenário impactou o varejo. As empresas com sede na Alemanha e, em particular no Reino Unido, apresentaram desempenho menor comparado aos 250 maiores varejistas da região.

Nos Estados Unidos o crescimento foi de 4,3% contra 6,3%. E ainda há sinais de melhora que já podem ser observados: o aumento real da renda aliada a baixa inflação, melhorias no mercado de trabalho e a queda na dívida do consumidor vêm fazendo com que a curva de crescimento dos gastos do consumidor esteja em um contínuo crescimento.

A pesquisa trouxe destaque para o e-commerce. Pela primeira vez o ranking apresentou as top 50 do varejo online. A modalidade de venda foi responsável por uma parcela significativa no total da receita do varejo, respondendo, em média, por quase 1/3 das vendas nas empresas.  A maioria dos varejistas listados no ranking dos 50 maiores em e-commerce (42 empresas) possuem multicanais de vendas, apenas oito são empresas que atuam exclusivamente na web. Estas empresas estão localizadas nos Estados Unidos (28) e na Europa (17). Apenas cinco atuam em mercados emergentes, onde o Brasil está com duas empresas: Lojas Americanas e grupo Hermes (comprafacil.com.br), nas 15ª e 45ª posições respectivamente.

Uma grande movimentação ocorreu entre os 10 maiores varejistas: apesar do Walmart aumentar ainda mais sua liderança, o Carrefour perdeu a vice-liderança após desmembrar a rede “Dia”. A rede Tesco assumiu a nova posição. Além disso, a Target entrou pela primeira vez no Top 10, substituindo a Walgreens. Com o dólar mais forte, a Home Depot passou à frente da Aldi. Por fim, após mudanças nas operações, com a venda de algumas operações, o Metro caiu do quarto para o sétimo lugar.

Pesquisa mostra que 80% dos trabalhadores brasileiros querem mudar de emprego este ano

Emprego - NovoA consultoria Boucinhas – referência há 66 anos em serviços de Recrutamento e Seleção, além das áreas de Consultoria em Gestão, Auditoria e Revisão e Gestão de Estoques e Inventários – acaba de realizar uma pesquisa sobre Mercado de Trabalho e o resultado indica que 80% dos entrevistados querem mudar de emprego este ano e 73% deles já estão procurando um novo emprego. A falta de plano de carreira e o desejo de melhores salários são os principais motivos indicados como fatores que influenciam o desejo de mudar de emprego, apontados por 48% e 36,6% da amostra. A pesquisa também demonstra que, dos 47% dos entrevistados que estão trabalhando, 69% dos participantes mudaram ou saíram de seus empregos nos últimos dois anos.

“A expansão do mercado nos últimos anos gerou também a intensificação da rotatividade de empregos”, afirma Celeste Boucinhas, diretora da Boucinhas Consultoria. “Os dados dessa pesquisa, bem como das anteriores, apontam, sobretudo para uma mudança de mentalidade sobre o posicionamento dos talentos nesse mercado, uma vez que a possibilidade de crescimento tornou-se prioridade frente aos tradicionais planos de carreira que, por serem pouco flexíveis, inviabilizam o anseio de mudança”, complementa a executiva.

Ainda na análise de Celeste, criou-se então uma nova mentalidade, pois mesmo que a mudança não seja o desejo do momento, torna-se aceitável frente a uma proposta melhor. “Longe de parecer uma visão oportunista, essa dinâmica e mentalidade dizem respeito a características da geração Y, pois justamente esperam maior flexibilidade no quesito desenvolvimento profissional. Essa transformação torna explicável a quantidade de profissionais que mudaram de emprego, bem como apresentam o desejo de mudar. As empresas precisam adaptar suas políticas de benefícios e planos de carreira, como forma de tornar seus planos de retenção mais assertivos”, analisa Celeste.

A qualificação profissional foi apontada como um ponto importante para se alcançar a posição desejada. A pesquisa indicou que existe preferência por investimentos em cursos de qualificação e formação complementar ao invés de investimentos em cursos de idiomas. Dos profissionais participantes da pesquisa, 74% investiram em cursos complementares nos últimos dois anos, sendo que apenas 43% investiram em cursos de idioma para o mesmo período. “Investimentos em cursos de qualificação e especialização se apresentam como uma alternativa à alta competitividade apresentada pelo mercado brasileiro nos últimos cinco anos”, comenta Tiago Vianna Martins, diretor de Operações da Boucinhas Consultoria.

Martins afirma ainda que, uma vez que existe um número maior de candidatos interessados em novas posições nesse mercado, a especialização surge como uma solução pontual importante que, muitas vezes, serve como critério de diferenciação para a seleção. “Essa tendência deve se manter para o próximo período de dois anos, principalmente para cursos de curta duração”, afirma, esclarecendo ainda que investimentos em cursos de idiomas deveria ser uma preocupação para parte dos candidatos, pois atualmente o nível de domínio e fluência em um ou mais idiomas – apresentado por uma parcela significativa de profissionais brasileiros – está aquém da necessidade apresentada pelas empresas.

Quanto à intenção de realizar investimentos em sua qualificação nos próximos anos, 80% indicaram que pretendem investir com certeza; outros 19% pretendem, porém não possuem certeza.

Quando questionados sobre a importância do domínio de outro idioma para seu crescimento profissional, cerca de 80% indicaram que esse domínio influencia muito em seu desenvolvimento. 16% apontaram que essa influência não é significativa, impactando pouco sua carreira.

Sobre a principal dificuldade enfrentada pelos participantes na hora de conquistar uma nova posição o principal item indicado é a experiência, apontada por cerca 29%. Este percentual reduziu significativamente em relação à pesquisa anterior, apresentando uma diferença de 19,62% inferior. A formação acadêmica aparece como a segunda principal dificuldade, próxima percentualmente ao domínio de outro idioma, indicadas por 18,10% e 17,51%.

A pesquisa sobre o mercado de trabalho também abordou o tema “planejamento de carreira”. 56% dos profissionais entrevistados apontaram que possuem planejamento claro para suas carreiras. Outros 38% apontaram possuir algum planejamento, porém, pouco claro.

Mais da metade (55%) dos entrevistados possuem conhecimento sobre os serviços de Coaching, sendo que 32% gostariam de contratar os serviços de um profissional para ajudá-los a se desenvolverem profissionalmente. Outra parte gostaria de contratar esse serviço, porém não possuem certeza em relação a esta vontade. Cerca de 30% apontaram não possuir interesse nesse tipo de serviço no momento.

Perguntou-se sobre a percepção dos entrevistados em relação à economia brasileira e se esta se encontra aquecida. 69% acreditam que o momento é positivo e a economia se mantém aquecida. Houve um crescimento nessa percepção em relação à pesquisa anterior, totalizando um crescimento de 13 pontos percentuais.

Em 45 anos, Servopa Volkswagen comercializou quase 10 mil Fuscas

ServopaEm 2014 Servopa Volkswagen comemora 45 anos de parceria com o Fusca. Desde 1969, quando começaram a comercializar as primeiras unidades do modelo 1600, até 2013 quando venderam os modelos importados da nova linha, foram 9.849 unidades. Além do 1600 e do importado, o mais recente, a Servopa também comercializou os modelos 1300, 1500 e o New Beatle.

O Fusca começou a ser importado para o Brasil na década de 50. O sucesso de vendas pôde ser conferido desde o início, pois, além de um veículo com custo benefício interessante, também era econômico e fácil de conduzir, possuindo manutenção simples e barata. Tanto que a polícia utilizou o Fusca em larga escala na década de 60.

O veículo foi projetado por Ferdinand Porche, a pedido de Adolf Hitler. O líder alemão fez uma série de exigências, entre elas, o fato de chegar a 100KM/H e manter a velocidade. Entre os detalhes, o Fusca deveria comportar dois adultos e três crianças, modelo familiar da Alemanha da época ou  dois adultos e uma metralhadora. O Fusca foi o primeiro Volkswagen produzido no Brasil.

Com 58 anos de atuação, o Grupo Servopa conta hoje com 11 concessionárias Volkswagen. Somente em Curitiba são quatro lojas e as outras sete estão localizadas nas cidades de Paranaguá, Maringá. Castro, Irati, Ponta Grossa e Nova Esperança.  O Grupo Servopa tem reconhecimento do público pela solidez e alta qualidade de atendimento.

FBITS registra crescimento de 100% em 2013

Impulsionada pelo bom momento do comércio eletrônico, a FBITS eCommerce One Stop Shop, especialista em soluções para e-commerce, fechou 2013 com crescimento de 100% em relação ao ano anterior. O número de lojas virtuais atendidas pela empresa também cresceu em 2013: 150% em relação à carteira de clientes de 2012.

De acordo com Rodrigo Schiavini, diretor de negócios da FBITS, o fortalecimento da marca no mercado de e-commerce, aliado à deficiência no atendimento prestado pela concorrência, são os principais fatores responsáveis pelo grande desempenho da companhia. “Os varejistas virtuais buscam uma empresa que possa atendê-los de maneira eficiente, com uma plataforma de e-commerce robusta e com a capacidade de fornecer tecnologia, que está sempre se inovando no comércio eletrônico. Ao longo do ano, trabalhamos para cumprir essas demandas”, avalia.

Para o diretor, 2013 foi um excelente ano para o e-commerce brasileiro, que obteve crescimento de 29%, segundo dados da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm). Schiavini destaca que a FBITS percebeu no amadurecimento do e-commerce no país uma oportunidade para inovar. A companhia tornou-se a primeira do segmento da trabalhar com o conceito one stop shop, isto é, oferece ao mercado todas as soluções para a operação das lojas virtuais, desde o seu planejamento até a entrega do produto ao cliente final. “Nossas novas soluções, como consultoria, gateway de pagamento próprio, gestão de risco e serviços de logística e atendimento agradaram ao mercado e foram fundamentais para nosso posicionamento”, destaca Schiavini.

Mesmo com um cenário econômico nebuloso, em 2014 a FBITS pretende continuar com sua expansão.  Schiavini revela que a empresa pretende dobrar sua receita. Para tal, irá apostar em levar sua tecnologia e soluções para lojas virtuais de pequeno porte, que até o ano passado ficavam de fora do escopo da companhia. “Iremos levar nossa tecnologia para varejistas online com faturamento superior a R$ 1,5 milhão/ano, potencializando e-commerces de menor porte para que possam atingir crescimentos inimagináveis”, completa.

O diretor da FBITS prevê que 2014 será o ano de “arrumar a casa”. Segundo ele, as lojas virtuais irão aproveitar o ano econômico mais parado para trocar de fornecedores que não conseguiram acompanhar o varejista e que já não o atende com qualidade. “Isto significa que as lojas virtuais desejam se profissionalizar e irão sobreviver no mercado as empresas fornecedoras de tecnologia que conseguirem acompanhar este movimento”, alerta.

Presente no mercado de comércio eletrônico desde 2006, a FBITS eCommerce One Stop Shop é a primeira e única empresa de eCommerce brasileira a trabalhar com o conceito “one stop shop”,  ou seja, é a única que oferece soluções para todas as etapas do eCommerce, do seu planejamento até a entrega do produto ao consumidor final.