Como os lojistas podem se preparar para vender mais

atendimentoAs datas comemorativas têm um papel crucial nas economias (principalmente para o comércio). No caso específico do Natal , as vendas neste período geram um faturamento equivalente a três meses normais do ano.  E com mais gente procurando produtos e serviços, as empresas precisam ficar atentas a um ponto fundamental, que é o atendimento.  De nada adianta contratar mais funcionários, se eles não forem devidamente treinados,  A concorrência é grande e, se o cliente não ficar satisfeito, imediatamente ele acaba indo para a loja ao lado.

Os  lojistas que querem aproveitar o período de Natal para vender mais, devem ficar atentos para não cometer alguns erros. O maior erro é não se planejar para aproveitar melhor todas as oportunidades que  o fim de ano oferece.  Outro ponto importante, é definir claramente quais as metas de vendas para o período, inclusive com metas específicas por linha de produto ou serviço. O lojista também não deve se esquecer de criar campanhas promocionais com ‘combos’,  oferecendo  produtos e serviços adicionais que agreguem valor e lucrativade ao seu negócio.

Umm detalhe que jamais deve passar despercebido  é o pós-venda. Neste sentido, os clientes novos que certamente virão com o incremento das vendas de Natal devem ser cadastrados para contatos futuros.

Pesquisa mostra que dinheiro está acima de todos os quesitos no trabalho

dinheiroPara 78% dos profissionais o dinheiro se sobressai a todos os outros quesitos no trabalho, segundo pesquisa realizada pela organização brasileira Ateliê de Pesquisa Organizacional, que realizou entrevistas quantitativas, com 200 pessoas, e qualitativas, com quatro grupos de discussão. Os entrevistados tinham entre 28 e 45 anos, formação superior, e trabalhavam em empresas com 500 a mais de mil funcionários há pelo menos oito anos. Esta pesquisa ainda apontou que 84% das mulheres se consideram felizes ou muito felizes em relação ao trabalho, enquanto, entre os homens, esse número é de 75%.

A gestora de RH da Inthegra Talentos Humanos, Vianei Altafin, disse que o que mais motivam as pessoas no trabalho é promover desafios atingíveis, dar elogios, mesmo em situações pequenas e oferecer um salário, no mínimo compatível com a função. “O salário dá as pessoas a oportunidade de realizar sonhos, ter status, de viver melhor. Muitas empresas dão prêmios por resultado, outras participações nos lucros e isso são fatores motivacionais e gera satisfação. O fato é que quando são melhores remunerados fazem com mais paixão e senso de responsabilidade”, afirma a gestora.

Vianei Altafin acredita que as pessoas querem ter satisfação no trabalho, ser reconhecidas, valorizadas e ganhar melhor. “Mas, toda profissão tem um piso salarial que nem sempre possibilita a promoção. O que esses profissionais precisam buscar é se qualificar mais para assim atingir o nível salarial que almejam. É preciso sonhar com os pés no chão. Muitos ganham bem, mas não são felizes porque não fazem o que gostam. Essa relação entre dinheiro e felicidade deve ser avaliada com equilíbrio”, explica Vianei.

A pesquisa que mais desmotiva as pessoas segundo outra pesquisa realizada pela LeadPix, revelou que 9% não se consideram motivados, o trabalho aparece como principal razão, apontada por 27%, seguida do desânimo (13%) e do salário baixo (11%). O que mais motiva? É a família (51%) dos entrevistados. Para os homens, o trabalho é mais motivante, enquanto, para as mulheres, é a família. “Na minha avaliação de acordo com as pesquisas, os profissionais buscam por empresas que lhes deem oportunidades de crescer e ganhar melhor, no entanto, acredito que a felicidade inclui fatores da vida pessoal, social e espiritual também. Não dá apenas para atribuir à empresa. No entanto, sempre é possível rever, se dá para repensar a vida desses colaboradores e valorizá-los, faça isso, pois, afinal, a empresa é a extensão do lar, onde as pessoas passam a maior parte do tempo e são peças indispensáveis para o sucesso de uma empresa”, conclui Vianei.

Com incentivos do governo do Paraná, Cia de Café Iguaçu supera crise e mantém empregos

A Companhia de Café Iguaçu, uma das maiores empregadoras do Norte Pioneiro, recebeu apoio do governo estadual para retomar os investimentos em sua planta em Cornélio Procópio e superar as dificuldades financeiras do setor agravadas pela alta do dólar e pelo aumento do custo com matéria-prima. No fim de 2010, a indústria investiu R$ 50 milhões para aumentar sua produção anual de café solúvel de 18 mil toneladas para 19,5 mil toneladas. Os equipamentos foram renovados para garantir eficiência energética e uma torre de secagem foi construída para otimizar a produção de 800 para 1000 quilos por hora.

O investimento foi enquadrado no Paraná Competitivo, programa criado em 2011 para atrair novas empresas ao Paraná. A indústria teve postergado o prazo para recolhimento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre a energia elétrica. Como contrapartida, investiu em qualificação profissional e manteve os empregos gerados no município. Com o apoio do governo estadual, a empresa já começa a colher os bons resultados.

No último ano, a Café Iguaçu reverteu a queda e registrou um crescimento de 6% na rentabilidade. O diretor industrial da unidade de Cornélio Procópio, José Italo Fontanini, explicou que variações do mercado interno brasileiro e do mercado internacional afetaram a Café Iguaçu com perda de competitividade. “O preço da matéria-prima e a alta do dólar fizeram o preço do nosso café disparar. Com isso, não tínhamos condições de disputar mercado com nossos competidores”, avaliou. Ele destacou a importância do apoio do Estado para superar esse quadro e disse que a empresa teve que fazer ajustes econômicos e retomar os investimentos.

“Com a ajuda do governo conseguimos reinvestir os recursos economizados na melhoria da própria empresa, reduzindo os custos e otimizando a produção. Esse suporte do governo estadual foi sem dúvida um fator importante para recuperarmos nossa competitividade no setor”, disse. A empresa tem aproximadamente 1,2 mil empregados e processa mais de 3 mil sacas de café por dia. Atualmente, 78% dos produtos da Café Iguaçu são exportados para a Europa.

A empresa está hoje entre as 100 maiores exportadoras do Brasil, com participação de 12,2% do total das exportações de café solúvel. Segunda maior indústria de café solúvel instalada no país, a Café Iguaçu é uma empresa paranaense criada em 1967 por três cafeicultores de Cornélio Procópio. Hoje, é uma sociedade anônima controlada pela japonesa Marubeni.

A diretoria da empresa estima que chegam diariamente à fábrica cerca de seis carretas carregadas de café vindo de fazendas de todas as regiões do Brasil. “Com a superação desse período, mantemos os empregos e hoje estamos operando em plena capacidade. Agora, estamos com vagas abertas” disse José Italo Fontanini.

O Paraná Competitivo já assegurou R$ 25 bilhões em novos investimentos e a geração de 150 mil novos empregos para o Paraná. O programa foi criado pelo governador Beto Richa em 2011 como estratégia de atração de investimentos para reinserir o Estado na agenda dos investidores nacionais e internacionais. “Além de atrair novos investimentos privados, o governo estadual também incentiva as empresas que já estão instaladas no Paraná”, afirma Richa.

Os investimentos realizados pela empresa ajudaram a manter o emprego de jovens como Douglas Manoel da Luz, 21 anos, operador de produção da Café Iguaçu. Ele é morador de Cornélio Procópio e já trabalha na empresa há quatro anos. “Quando entrei aqui, já vi que esse era o emprego que eu queria e a oportunidade profissional que eu precisava. E o mais importante, sem precisar sair de perto da minha família”, disse.

Com o novo momento da indústria, Douglas já começa a enxergar novos horizontes profissionais. Ele cursa Tecnologia em Manutenção Industrial e já é candidato para assumir uma vaga de mecânico na fábrica. “Hoje eu vejo um futuro próspero para mim. Como eu trabalho em regime de turno, a flexibilidade que a empresa deu me ajudou bastante para conquistar meus objetivos através do estudo”, afirmou.

Para manter o crescimento e a competitividade, a Café Iguaçu investiu também na valorização dos seus empregados. Implantou recentemente um programa chamado Banco de Ideias e flexibilizou o horário dos turnos para que seus funcionários possam frequentar a universidade e fazer cursos profissionalizantes. “Criamos uma política institucional de ouvir as propostas e melhorar a interação com os chão de fábrica, responsáveis diretos sobre a qualidade dos nossos produtos. Queremos eles motivados e valorizados”, disse o coordenador de produção, engenheiro Eduardo Moralis.

O auxiliar de produção Rafael Saraiva, 19 anos, também morador de Cornélio Procópio, começou a trabalhar na Café Iguaçu há apenas quatro meses. Ele está contente com a nova oportunidade de emprego e feliz por conseguir trabalhar perto da família. “Minha perspectiva é agora me profissionalizar e crescer dentro dessa empresa, que oferece boas oportunidades e formas de melhorar. Faz pouco tempo que terminei o ensino médio e já tenho em mente começar uma faculdade de Engenharia”, disse. Rafael trabalha no setor de embalagem e antes de entrar na empresa era mecânico de automóvel. “É muito bom saber que minha terra tem oportunidades”, afirmou.

Maioria dos inadimplentes desconhece o valor total das suas dívidas

dividasUma pesquisa realizada pela Serasa Experian feita com cerca de 1000 consumidores apontou que cerca de 25% se declaram inadimplentes – eles afirmaram não estar em dia com o pagamento de, pelo menos, uma despesa no mês. Do total de entrevistados que se afirmam inadimplentes, 38% admitem não ter ideia de qual é o valor total das contas ou parcelas em atraso, enquanto que 32% sabem o valor exato e 30% estimam um valor aproximado. A quantidade de pessoas que desconhecem o total de suas dívidas é ainda maior quando se divide o estudo por classes sociais, chegando a 42% de pessoas da classe C que se encontram nesta situação.

Para 41% dos inadimplentes, o motivo para não conseguir pagar as dívidas foi o desemprego. Outros 15% afirmaram ter comprometido parte da renda com despesas de reforma ou financiamentos de carro/imóvel. Apenas 6% apontaram o aumento do custo de vida, enquanto que 21% afirmaram que a situação financeira piorou, devido a descontrole nos gastos da casa. Ao serem questionados sobre sobrar ou faltar dinheiro no fim do mês, 60% dos inadimplentes disseram que normalmente, falta dinheiro. Apenas 12% disseram que normalmente sobra dinheiro, enquanto que 27% disseram que em alguns meses o dinheiro sobra e em outros falta. Os consumidores pesquisados também apontaram que, do total da renda mensal, em média 46% são destinados para o pagamento de dívidas.

Do total de pesquisados que se declararam inadimplentes, 34% possuem entre 30 e 39 anos; 22%, entre 40 e 49 anos; 18%, tem de 25 a 29 anos; 16%, 50 a 59 anos e 9%, de 20 a 24 anos de idade. A maior parte está concentrada na região Sudeste do país, equivalente a 43% do total, seguida pela região Nordeste, com 31%. O Sul vem em terceiro lugar, com 12%, seguidos por Centro-Oeste e Norte, com 7% cada um.

Para cerca de um terço dos inadimplentes pesquisados, a situação financeira nos últimos 2 anos sofreu impacto negativo. 14% afirmaram que, durante este período, a situação financeira piorou muito. Para 16%, piorou um pouco. 32% afirmam que melhorou um pouco, 29% disseram que a situação continuou a mesma e apenas 10% afirmaram que, nos últimos 24 meses, a situação financeira melhorou muito – mas, ainda assim, continuaram inadimplentes.

Ao serem questionados o que fazem quando falta dinheiro, 41% afirmaram que cortam ou economizam em algumas despesas. 13% disseram que pedem ajuda a familiares ou amigos. 12% dos entrevistados afirmaram entrar no cheque especial. 9% informaram que não pagam o total da fatura do cartão, 8% continuam a consumir e deixa de pagar algumas contas e 6% usam o cartão de crédito. Os 11% restantes buscam outras soluções.

Dentre os produtos/serviços financeiros que estavam utilizando no momento da realização da pesquisa (esta pergunta permitia múltiplas respostas), 51% afirmaram utilizar cartão de crédito. 36% utilizaram carnê de loja, ou seja, algum parcelamento com carnê de loja. 25% afirmaram usar cheque especial/limite de conta corrente, 25% empréstimo pessoal em banco, 14% crédito consignado, 13% cheque pré-datado e 9% crédito pré-aprovado em banco. 21% afirmaram estar financiando automóveis. 27% usam cartões de lojas ou supermercados. 13% usam empréstimos obtidos de familiares/colegas e 10% estão comprometidos com financiamentos de imóveis. Apenas 14% dos entrevistados afirmaram não estar utilizando nenhum produto/serviço financeiro no momento.

Atividade da indústria da construção continua desaquecida

Construcao_civilO nível de atividade na indústria da construção ficou em 49 pontos em  outubro. O indicador de atividade do setor em relação ao usual caiu para 45 pontos em outubro, um ponto abaixo do registrado em setembro. As informações são da  Sondagem Indústria da Construção, divulgada nesta quinta-feira, 21 de novembro, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). “A atividade do segmento continua desaquecida”, afirma a pesquisa. Os indicadores de atividades  da Sondagem variam de zero a cem. Abaixo de 50 indica queda na atividade ou abaixo do usual.

A utilização da capacidade de operação subiu de 70% em setembro para 71% em outubro.  “Ainda que o aumento tenha sido de apenas um ponto percentual, esse o maior valor do ano”, diz a Sondagem. Conforme a pesquisa, em outubro, o indicador de número de empregados no setor ficou em 48 pontos, abaixo da linha divisória de 50 pontos, o que indica queda do emprego no setor.

Mesmo assim, os empresários continuam otimistas. Em novembro, o indicador de expectativas sobre o nível de atividade nos próximos seis meses ficou em 56,5 pontos, o de compras de insumos e matérias-primas alcançou 55,7 pontos, o de número de empregados foi de 54,8 pontos e, o de novos empreendimentos e serviços, 56,3 pontos. Os indicadores de expectativa variam de zero a cem. Acima de 50 revelam expectativa positiva.

A pesquisa foi feita entre 1º e 13 de novembro com 540 empresas. Dessas, 164 são pequenas, 245 são médias e 131 são de grande porte