Rio Grande do Sul exportou quase 40% do total nacional de calçados

calçadosO mês de agosto também foi positivo para os exportadores gaúchos de calçados, que responderam por 38% do total nacional exportado (US$ 35,2 milhões de US$ 92,66 milhões). No acumulado do ano, a indústria calçadista do Rio Grande do Sul já embarcou 10,9 milhões de pares que geraram divisas de US$ 264,32 milhões, valor 1% superior ao registrado nos oito meses de 2012 (US$ 261,9 milhões). O Ceará, com incremento de 44,5% com relação ao exportado em agosto do ano passado, alcançou US$ 31,85 milhões com as exportações do mês passado. No acumulado dos oito meses, os cearenses já embarcaram 33,48 milhões de pares pelos quais receberam US$ 198,2 milhões, queda de 2,7% ante 2012 (US$ 203,67 milhões).

O terceiro maior exportador do período foi São Paulo, que em agosto exportou US$ 10,22 milhões em calçados, queda de 4,4% com relação ao mesmo mês de 2012. No acumulado, porém, os paulistas seguem positivos em 25,5% na receita gerada, com 6 milhões de pares embarcados pelos quais receberam US$ 94,85 milhões. O Estado da Paraíba segue como quarto maior exportador tendo embarcado 17,22 milhões de pares que geraram mais de US$ 64,8 milhões, uma queda de 7% frente ao ano passado.

A importação, especialmente a de produtos de baixo valor, segue em alta e atrapalhando a vida do industrial no mercado doméstico. No mês passado entraram no Brasil 3,52 milhões de pares pelos quais foram pagos US$ 57,25 milhões, valor 12,6% maior do que agosto do ano de 2012. No acumulado do ano a alta já é de 18,5%. Desde janeiro até agosto deste ano foram importados 27,56 milhões de pares, o que equivale a quase US$ 400 milhões.

As principais origens seguem sendo Vietnã e Indonésia. O primeiro, que no acumulado já exportou 11,67 milhões de pares para o Brasil, ou US$ 211,42 milhões, registrou aumento de 17,3% no comparativo com o mesmo período de 2012 (US$ 180,25 milhões). A Indonésia ocupa o segundo posto, tendo exportado 4,52 milhões de pares, ou US$ 74,22 milhões no período (queda de 1,8% com relação a igual período do ano passado).

Ainda que Vietnã e Indonésia continuem sendo responsáveis por boa parte das importações, surpreendeu a China, que apesar do antidumping aumentou em 41% seus embarques para o Brasil no mês passado – comparando com o mesmo mês de 2012. Em agosto os chineses embarcaram o equivalente a US$ 4,87 milhões para terras tupiniquins. No acumulado, o “tigre asiático” segue no terceiro posto entre os exportadores de calçados para o Brasil, com US$ 43,9 milhões em vendas (aumento de 4,6% frente a 2012).

No mês passado, o destaque nas importações ficou com a Tailândia. O novo agente do mercado brasileiro, que no mesmo mês de 2012 exportou US$ 618,8 mil, aumentou suas exportações em mais de quatro vezes, fechando agosto com US$ 3,22 milhões em vendas para o Brasil.

No acumulado dos oito meses do ano entraram no Brasil o equivalente a US$ 43,72 milhões em cabedais (parte superior do calçado), 2,1% mais do que no mesmo período de 2012 (US$ 41,73 milhões). As principais origens seguem sendo a China (US$ 17,32 milhões e queda de 14% no período) e Paraguai (US$ 15,12 milhões e queda de 7,3%). Em terceiro lugar aparece a Índia, com impressionante incremento de 5.257% no comparativo com os oito meses do ano passado (pulou de US$ 154,6 mil para US$ 8,28 milhões).

Para o presidente-executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), Heitor Klein, os dados confirmam a tendência de recuperação que se verifica a partir da desoneração tributária implementada pelo governo federal e pela reação da cotação cambial, com a desvalorização do Real. “Isso permitiu a formação de preços mais competitivos e a captura de maiores volumes nos embarques. Infelizmente ainda se verifica uma forte oscilação e volatilidade nas taxas, o que traz insegurança para a conclusão de negócios e impede a formulação de previsões”, aponta o executivo.

Conferência de cargas é informatizada no Porto de Paranaguá

A Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) modernizou o sistema de conferência das cargas de fertilizantes. Foram retiradas as inserções manuais de dados no sistema, que geravam erros por dificuldade de leitura. A Appa instalou cinco contêineres-escritório na faixa do cais, que são utilizados pelos conferentes das cargas. Todos os navios de fertilizantes que chegam ao porto têm suas cargas loteadas para diferentes destinos. É trabalho do conferente – categoria portuária sindicalizada e estabelecida em Paranaguá – verificar o destino do lote, informar isso no sistema e encaminhar o caminhão para a balança. Antes, esta ação era toda manual. Agora, com a integração e informatização do sistema, a transferência de dados é eletrônica e ao chegar à balança, o caminhão passa apenas pela aferição do peso, sem riscos de envio do lote para o destino errado em função de dificuldade de leitura do canhoto, que antes era manual.

Luiz Henrique Dividino: nosso objetivo é automatizar cada vez mais as operações no porto.
Luiz Henrique Dividino: nosso objetivo é automatizar cada vez mais as operações no porto.

O sistema, desenvolvido pelo Departamento de Informática da Appa e pela Celepar, garante informações seguras sobre a carga, os lotes e os destinos. O principal ganho, com isso, é que os terminais podem emitir as notas fiscais eletrônicas de cada caminhão, antes mesmo do veículo chegar ao destino.

O sistema é 100% seguro. Eliminamos as falhas que atrasavam o processo. Nosso intuito é automatizar cada vez mais as operações no porto, com o objetivo de agilizar as operações e cumprir o plano de governo do nosso governador, de oferecer à sociedade paranaense e brasileira portos cada vez mais eficientes, seguros e ágeis”, afirma o superintendente dos portos, Luiz Henrique Dividino.

A automação no sistema é resultado das reuniões periódicas realizadas entre a Appa operadores portuários, importadores e Sindiadubos. Nestas reuniões são verificadas as falhas do sistema e busca-se encontrar soluções para aprimorar cada vez mais os processos. Para Adilson Nunes de Queiroz, gerente de operações da Fortesolo, uma das empresas que importa fertilizantes pelo Porto de Paranaguá, com a informatização o processo está mais rápido e seguro. “Podemos falar até em erro zero. Com a informatização, vamos evitar principalmente o retrabalho e erros como o envio de caminhões e carga para terminais diferentes ao que se destinam. Com isso, também damos agilidade ao processo e ganhamos em produtividade””, afirma.

Montblanc abre loja no Pátio Batel

MontblancCom um vasto portfólio de produtos luxuosos, a Montblanc inaugura mais uma boutique em Curitiba, dessa vez no shopping Pátio Batel. Para comemorar a abertura, a loja recebe os clientes com doces e espumante até domingo, dia 15. A nova Montblanc fica no piso L1 e conta com 84 metros quadrados. A vitrine traz os sofisticados e variados itens da marca, sinônimo de elegância no design e cuidado artesanal.

A Montblanc mantém uma relação de longa data com o consumidor curitibano. A marca iniciou sua atuação na cidade em 1997, com a boutique da Rua XV. No ano seguinte, a loja foi transferida para o Shopping Crystal. Em 2006, o ParkShoppingBarigüi inaugurou um Espaço Montblanc. Curitiba foi a primeira capital fora do eixo Rio-SP a receber uma boutique da marca.

Conhecida há mais de um século por fabricar instrumentos de escrita com alta qualidade e sofisticação, nos últimos anos, a Montblanc expandiu seu mix de produtos para incluir relógios suíços, artigos de couro, joias, óculos e fragrâncias. Com sede na cidade alemã de Hamburgo e fábricas na Suíça, França e Itália, a marca tem quase 400 boutiques próprias e distribuidores autorizados em 90 países.

Crédito da foto – Gley Thomas

Como melhorar o relacionamento com os clientes

CRMToda empresa precisa conhecer seu cliente, entender o perfil de quem adquire seus produtos e buscar alinhar sua atuação para melhor atender as expectativas da clientela. “Esse conceito é utilizado das mais diversas formas, por todos os empreendedores, independente do tamanho do negócio. O que muda é a complexidade de informações a serem gerenciadas e a forma como elas ficam armazenadas”, define Sérgio How, gerente de consultoria da SOFHAR Gestão&Tecnologia.

Mas para uma grande empresa gerenciar contratos de diversos portes e complexidades é preciso uma organização efetiva e um sistema que possa auxiliar no trato diário com os clientes. Os sistemas de CRM (Customer Relationship Management) foram estruturados para proporcionar aos usuários muito mais do que a automatização do processo de vendas. “Eles possibilitam um conhecimento mais profundo do cliente, pois realizam cruzamentos de dados que fornecem informações elaboradas, possibilitando uma visão estratégica do negócio”, explica How.

Os sistemas de CRM podem ser uma poderosa ferramenta de estratégia de uma empresa e precisam do envolvimento de todos para que possam funcionar de maneira efetiva. “Em uma banca de jornais, por exemplo, se o vendedor não anota no caderno de controle o que foi vendido, o dono do estabelecimento não consegue chegar aos seus números reais de faturamento. Na implementação de um CRM completo em uma companhia, todas as informações de relacionamento, venda e suas transações precisam estar registradas lá para que tragam agilidade aos negócios”, complementa How.

Entretanto, para que a adoção de uma ferramenta de tecnologia como essa atenda as necessidades de forma satisfatória, é preciso, em primeiro lugar, um alinhamento com o planejamento estratégico da empresa. Isso porque, com metas claras e estabelecidas, é possível colocar o CRM para realizar análises e ser um indicador de possibilidades de crescimento. “Com as informações obtidas por meio desse tipo de software é possível identificar a necessidade de campanhas de marketing específicas, se é preciso fazer um reforço na área de vendas ou ainda partir para o lançamento de novos produtos”, afirma gerente de consultoria da SOFHAR.

Além disso, a integração entre o CRM e demais sistemas da organização é necessária, para que todas as informações, dos diversos setores, estejam convergindo para o mesmo lugar. “É possível que sem a integração, a empresa perca oportunidades futuras de negócio que poderiam ser identificadas se os sistemas fossem integrados”, comenta.

 

IPEM-SP reprova quase 30% dos produtos de jardinagem e horticultura em fiscalização

O Instituto de Pesos e Medidas do Estado de São Paulo (IPEM-SP) reprovou 19 ou 27,54% dos 69 produtos de jardinagem e horticultura fiscalizados em laboratório durante a “Operação Verde”. Entre os reprovados, destacam-se erros como a falta de 1,249 kg em embalagem de 10 kg de pedras decorativas da marca Pedrargil e de 1,469 kg em um saco de 25 kg de terra vegetal Casa Verde.

Os produtos – sementes, adubos, inseticidas, fertilizantes e utensílios – foram previamente coletados no comércio geral e especializado e avaliados pelas equipes de fiscalização nos laboratórios do IPEM-SP em Bauru, Campinas, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, São Carlos, São José dos Campos e São José do Rio Preto. Representantes das empresas fiscalizadas foram convidados a presenciar os exames.

As empresas autuadas por irregularidades têm dez dias para apresentar defesa ao Instituto. No caso dos produtos pré-medidos (pesados e medidos sem a presença do consumidor), o valor mínimo da multa é de R$ 640 e o máximo, de R$ 30 mil. Esses valores valem para primários e com apresentação de defesa, podendo dobrar na reincidência.