Inflação em alta e aumento dos juros afastaram consumidores das lojas em abril

vendas-do-comercioO movimento dos consumidores nas lojas em abril recuou 1,4% na comparação com março, já efetuados os devidos ajustes sazonais. Em comparação com o mesmo mês do ano passado (abril/12), houve crescimento de 10% do movimento nas lojas e nos primeiros quatro meses deste ano a atividade do comércio acumulou alta de 12,9%, de acordo com o Indicador Serasa Experian de Atividade do Comércio, divulgado nesta quinta-feira (2).

Segundo os economistas da Serasa Experian, a alta da inflação, impactando negativamente o poder de compra dos consumidores e o início de um novo ciclo de aumento da taxa básica de juros (taxa Selic), afugentaram os consumidores das lojas durante o mês de abril. Neste sentido os segmentos que mais acusaram recuo de atividade no mês passado foram os de móveis, eletroeletrônicos e informática, com queda de 3,0%, e o de combustíveis e lubrificantes com variação negativa de 1,3%, sempre na comparação com o mês de março último.

Também registraram recuos em abril os segmentos de supermercados, hipermercados, alimentos e bebidas (queda de 0,8% frente a março e o de veículos, motos e peças com recuo de 0,6%. É importante notar que o feriado da páscoa caindo em março neste ano de 2013, estimulou o segmento de supermercados, hipermercados, alimentos e bebidas em março último sendo, portanto, natural o recuo mensal observado em abril.

Por fim, os únicos segmentos do varejo que identificaram aumento de atividade em abril foram os de tecidos, vestuário, calçados e acessórios (alta de 1,0%) e o de material de construção, cujo crescimento do fluxo de consumidores em seus estabelecimentos foi de 0,7% em abril comparativamente a março.

Traquejo social no trabalho é fundamental para profissionais bem sucedidos

Silmara LeiteA competição no mercado de trabalho, somada à característica de um mundo cada vez mais heterogêneo, impeliu um novo desafio para quem almeja ser um profissional bem sucedido no ambiente corporativo. Junto ao domínio técnico, as organizações vêm avaliando e apreciando uma série de qualidades comportamentais e de relacionamento. Entre elas, estão duas velhas conhecidas: Educação e Respeito.

Saber conviver com pessoas de idades diversas, opções religiosas distintas, culturas, hábitos e opções sexuais diferentes são alguns desafios enfrentados pelo colaborador atual, e qualidades muito apreciadas pelos empregadores, segundo a especialista em etiqueta corporativa e social, Silmara Leite Ribeiro Santos (foto), diretora da Pitacos Marketing e Eventos.  Ela observa que para lidar bem com este cenário é preciso ter o que chamamos de “traquejo social”. E para isto “a boa educação e o respeito são essenciais”, afirma.

Situações tão delicadas quanto essas ou até mais, bem como direitos e deveres de líderes e liderados, empresários e colaboradores, serão apresentadas no workshop sobre Etiqueta Corporativa – “Seu comportamento, sua imagem”, nesta quinta-feira (2).  O evento será realizado pela Pitacos Marketing e Eventos, em função do Dia do Trabalhador, comemorado no mês de maio.  Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (41) 3045.2460 ou pelo site: www.pitacosdasil.com.br.

Fique atento a essas dicas:

Comportamento
Segundo a especialista Silmara Leite Ribeiro Santos, entre as características comportamentais e de relacionamento mais observadas dentro das empresas estão:

– A forma com que o colaborador se relaciona com os colegas de trabalho;
– Autocontrole;
– Capacidade de conviver com as diferenças;
– Capacidade de influenciar;
– Forma de lidar com as dificuldades do dia a dia;
– Arrojo para contribuir e colocar em prática novos planos e ideias;
– Postura adequada ao usar a internet, especialmente redes sociais;
– Comportamento apropriado ao receber visitantes, participar de reuniões, viagens de negócios e eventos empresariais.

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– Cuidados com vestuário, higiene, comunicação oral e escrita também contam pontos e se não forem levados a sério podem impedir uma contratação ou prejudicar uma ascensão profissional.

“A boa apresentação e comportamento adequados vão revelar a sua boa educação e, consequentemente, a adequada e esperada postura pessoal e profissional”, finaliza Silmara.

Com pequenas mudanças na rotina diária de uma empresa é possível economizar e sobrar mais dinheiro no caixa

caixa das empresasDiante das indefinições econômicas, principalmente em relação às altas da inflação e das taxas de juros é fundamental que as empresas desenvolvam algumas estratégias que permitam a redução dos custos ao final de cada mês. Em apenas dois itens, como energia elétrica  e  material de escritório, é possível uma boa redução de custos e, consequentemente, uma sobra para o caixa.

Por exemplo, se observarmos cuidadosamente o consumo de energia de uma empresa veremos que a conta é bastante elevada já que quase todos os equipamentos utilizados para desenvolver as mais variadas atividades do dia a dia exigem consumo de eletricidade. No entanto, é possível poupar algum dinheiro, através da mudança  de algumas rotinas diárias e até de equipamentos que vão ajudar a empresa a economizar energia de forma rápida e eficiente.

Em primeiro lugar é importante desligar  as luzes de ambientes que não estão sendo usados. Outra opção obrigatória é a troca de lâmpadas incandescentes por fluorescentes compactas e de baixo consumo, que consomem 75% a menos de energia elétrica.

As empresas também devem optar por computadores portáteis que gastam 90% menos energia do que um PC normal. As impressoras de jato de tinta também são uma boa opção para poupar energia na empresa, uma vez que gastam 90% menos  energia do que as impressoras a laser.

Outra área de gastos em uma empresa é o consumo, por vezes exagerado, de material de escritório. Também neste item é possível poupar  dinheiro mudando algumas das rotinas do dia a dia.

Em primeiro lugar é importante minimizar a utilização de papel no trabalho.  Como estamos em plena era da tecnologia, as empresas devem usar e abusar da Internet, principalmente no envio de e-mails.

Os materiais ecológicos por serem mais baratos devem ser priorizados. E, sempre que possível, é importante adquirir materiais em promoção. As folhas usadas que não tenham informações confidenciais devem ser reutilizadas para imprimir nas costas documentos internos da empresa que não sejam importantes e desta forma haverá economia com a diminuição da compra de papel.

87% dos brasileiros estão dispostos a comprar produtos de marcas patrocinadoras olímpicas

Rafael PlastinaA Nielsen Sports, unidade de negócios da Nielsen, com o objetivo de entender e aproveitar as oportunidades do mercado esportivo, apresenta a pesquisa “O impacto do patrocínio na mente dos consumidores: um desafio para as marcas”. Um dos destaques é a inclinação dos brasileiros para consumir produtos de marcas patrocinadoras de grandes eventos esportivos. Entre os dez países pesquisados (China, Índia, Japão, Coreia do Sul, Alemanha, Reino Unido, Rússia, África do Sul, Brasil e Estados Unidos) que já sediaram as Olimpíadas, o Brasil foi o que apresentou maior percentual para consumir produtos de marcas que patrocinam o evento, com 87%. Índia, China e Rússia seguem com 79%, 68% e 56%, respectivamente, e com os menores índices estão Alemanha e Reino Unido com 26% e 32%.

De acordo com Rafael Plastina (foto), diretor de Nielsen Sports, essa tendência não compreende apenas as Olimpíadas, mas a todos os grandes eventos esportivos. E, o Brasil pode se destacar ainda mais, uma vez que para a Copa do Mundo de 2014, 80% da população se diz a favor do evento, 90% vão acompanhar os jogos e 75% vão assistir em casa.

Esse entusiasmo não é mera felicidade de torcedor. As empresas já podem estudar exemplos como o da Copa da África, principalmente nas cidades sedes, cujas vendas de categorias de consumo rápido apresentaram um bom destaque. Salgadinhos e cerveja tinham, respectivamente, um consumo em volume de 9,2% e 16,5%, um ano antes do evento. Durante a Copa, as mesmas categorias cresceram 14,7% e 19,1%. “No Brasil, no mesmo período, mesmo a Copa acontecendo do outro lado do Atlântico, categorias de indulgência como chocolate, salgadinhos, cerveja e refrigerante, também apresentaram um bom crescimento”, exemplifica o diretor.

Em dois anos (2010 – 2012), o percentual de TVs transmitindo conteúdo esportivo aumentou em 36% e o de anunciantes cresceu 471%. Resultado: as marcas estão se associando cada vez mais às modalidades, atletas, times e eventos esportivos. Prova disso, são as 157 marcas atreladas ao esporte em 2012, número que em 2008 era de 104. Um crescimento de 51%.

Entretanto, Plastina esclarece que esse movimento deve ser visto com prudência, pois, de acordo com a pesquisa, quanto mais marcas associadas a determinado evento, menor é a lembrança das principais patrocinadoras. Foi o caso da Copa do Mundo da África do Sul, que teve 152 marcas associadas, porém com percentual de lembrança de 29% das 15 principais patrocinadoras. Já no Panamericano do Rio de Janeiro, com menos marcas associadas (73), esse percentual foi de 73%.

Brasil pode crescer 3,1% em 2013 e 4,4% em 2014

pib-dinheiro-altaApós um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de apenas 0,9% em 2012, a economia brasileira deve retomar o crescimento em 2013 e registrar um avanço de 3,1% ao final desse ano e 4,4% em 2014. As previsões são resultado de pesquisa realizada pela Ernst & Young em parceria com a Oxford Economics e que integra o recém-lançado relatório trimestral Rapid-Growth Markets Forecast, que traça perspectivas macroeconômicas para 25 mercados emergentes.

“Estamos otimistas, com certa cautela, de que a virada necessária na política econômica brasileira está a caminho. Anúncios recentes dão conta de que os próximos passos serão a redução dos impostos sobre o setor privado e abertura de concessões para uma série de projetos de infraestrutura ao longo do ano”, pondera o relatório. No entanto, para retomar o crescimento, também é necessário recuperar a competitividade dos produtos brasileiros no mercado externo, prejudicada pela alta continuada do Real nos últimos anos.

Embora tenha reduzido os juros consideravelmente nos últimos anos para estimular o consumo e a produção, o Brasil segue com a taxa mais alta entre os mercados emergentes – e, consequentemente, com a maior taxa de retorno para investidores internacionais. Embora a atração de capital seja normalmente positiva, o influxo de moeda estrangeira é apontado pela Ernst & Young como um dos principais fatores para a supervalorização do Real.

Países ricos em recursos naturais na América Latina escaparam relativamente sem danos da crise financeira global de 2008/2009. Isso ocorreu, em parte, graças à alta dos preços das commodities. Esses preços, porém, são cíclicos, e podem cair da mesma forma como se mantiveram em alta nos últimos anos. Portanto, a América Latina deve buscar um perfil de exportação diferente do adotado entre 2000 e 2010 e investir em produtos manufaturados de maior valor agregado.

Enquanto o Brasil reconstrói as bases de um círculo virtuoso de crescimento, Chile e México vivem o melhor momento na região. O primeiro beneficia-se da alta dos preços do cobre e deve ter crescimento acima de 5% neste ano; o segundo, embora tenha tido taxas tímidas de crescimento recentemente, deve beneficiar-se dos negócios conquistados graças a sua política de poucas barreiras comerciais e vivenciar um bom 2014.