Setor empresarial continuará pagando a conta do governo

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) reprova a decisão da presidente Dilma Rousseff de vetar o projeto que extingue os 10% incidentes sobre a multa do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). A medida foi publicada nesta quinta-feira (25) no Diário Oficial da União.

A contribuição adicional de 10% do FGTS foi criada em 2001 para compensar perdas do fundo à época dos planos Verão (1989) e Collor I (1990), mas perdeu sua finalidade ainda em 2006, quando o saldo foi ajustado.  Como justificativa oficial, a presidente argumenta que a extinção da cobrança geraria um impacto superior a R$ 3 bilhões de reais por ano nas contas do FGTS. “A sanção do texto levaria à redução de investimentos em importantes programas sociais e em ações estratégicas de infraestrutura, notadamente naquelas realizadas por meio do Fundo de Investimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FI-FGTS). Particularmente, a medida impactaria fortemente o desenvolvimento do Programa Minha Casa, Minha Vida, cujos beneficiários são majoritariamente os próprios correntistas do FGTS”, argumenta o texto publicado no Diário Oficial da União.

Para a FecomercioSP, o setor empresarial pagou uma conta que não lhe pertencia e, já quitada, não tem mais finalidade. Além disso, os recursos não podem ser considerados como receita pelo governo por ser uma contribuição com fim específico e de caráter provisório, que deveria ir para o fundo do trabalhador e não ficar com o Tesouro Nacional, como tem ocorrido há cerca de um ano. O veto ao projeto também só mantém a alta conta dos encargos sociais sobre o trabalho, indo na contramão dos esforços do governo para desonerar a folha de pagamento.

PPG Industries registra recorde nas vendas e faturamento de US$ 4,1 bilhões

A PPG Industries, líder mundial em tintas e revestimentos, anuncia o crescimento recorde de 16% em suas vendas globais. Obtendo um faturamento de US$ 4,1 bilhões, o valor arrecadado de vendas da empresa representa não somente um aumento em relação ao mesmo período do ano anterior, mas também um recorde em relação a todos os trimestres anteriores. Como forma de aproveitar esse crescimento, o comitê de Direção da PPG aprovou um programa de reestruturação de US$ 102 milhões direcionado ao crescimento e ao ajuste de custos operacionais em diversos mercados em que atua.

No segundo trimestre de 2013, o lucro líquido das operações continuadas da PPG foi de US$ 356 milhões (cerca de US$ 2,45 por ação diluída), já com os devidos reajustes. “Nós batemos um novo recorde de vendas e faturamento devido ao contínuo desempenho de nossos negócios na área de revestimentos, o que representou um aumento agregado de 25% para o mercado, comparado ao nível atingido no ano passado”, diz Chuck Bunch, chairman e CEO da PPG Industries. “Os resultados de faturamento chegaram até este patamar graças ao nosso esforço focado em operações, incluindo um agressivo gerenciamento de custos, e tais ganhos tiram benefício do valor despendido na aquisição recente de alguns negócios da área de revestimentos.” Vale citar que, em abril, a PPG finalizou a compra da AzkoNobel North American, uma operação que, sozinha, já registra um faturamento de US$ 475 milhões em vendas. “Estamos muito satisfeitos com esses resultados já no segundo trimestre”, fala o CEO.

Com o objetivo de melhor aproveitar esses ganhos históricos, o comitê diretor da PPG aprovou um plano de reestruturação no valor de US$ 102 milhões, que vai se concentrar no ajuste de custo-sinergia das operações da AzkoNobel, bem como ações menores e mais localizadas a serem posicionadas na Europa, em setores considerados mais desafiadores, como o mercado de revestimentos marítimos e de proteção, bem como o de  fibras de vidro de revestimento arquitetônico.

Bunch conclui: “Pelas projeções que temos para o terceiro semestre, nós seguimos otimistas quanto a que o ritmo de melhorias se manterá no faturamento, ano após ano, e muitos dos fatores que ditaram nosso crescimento nesta primeira metade do ano ainda terão fundamental papel no segundo semestre – sobretudo em nossas políticas de gerenciamento de custos.”

Geada compromete próxima safra de café

café-geadaAinda é cedo para uma avaliação mais detalhada dos efeitos das últimas geadas sobre a próxima safra de café no Paraná. É preciso que a planta volte a vegetar para apresentar a extensão real do dano causado pelas baixas temperaturas, o que demandará algumas semanas após a geada, segundo Antonio Carlos Spanhol, técnico agrícola da Cocamar no noroeste do Paraná, especialista em café. “Entretanto, é certo que a safra do próximo ano está comprometida”, afirma.

As fortes geadas dos últimos dias, semelhante a de 1994, atingiram praticamente todas as áreas de café nas regiões Noroeste e Norte do Estado. “Dependendo da localização, as lavouras foram mais ou menos afetadas. Mesmo os cafezais plantados em regiões mais altas, onde é mais difícil gear, foram atingidos. É bem provável que os produtores terão que podar ou esqueletar o cafezal (corte dos ramos)”, comenta Spanhol. Em Altônia, os termômetros registraram 0 grau, e em Umuarama, -2 no campo.

Na região cafeeira do Norte do Paraná, as geadas foram pouco mais intensas que no Noroeste, demandando, em alguns casos, recepa do cafezal (corte embaixo no tronco), informa o gerente de Produção Agrícola, Leandro Teixeira. Nas áreas de novos plantios, praticamente não houve perdas. Os produtores foram alertados a tempo e cobriram as plantas com terra.

No norte pioneiro, as geadas chegaram causando danos de moderado a fraco, não devendo ser significativas as perdas, comenta o técnico agrícola especialista em café da Cocamar na região, Antonio Aparecido de Lima. “O que tivemos foi uma geada de capote, pegando mais os ponteiros das plantas e os cafés nas baixadas”, diz. A região, onde está localizado Carlópolis, o município maior produtor de café no Estado, responde por 30% a 40% da produção do Paraná. Mas em alguns pontos, segundo técnicos, houve danos mais severos.

Com cerca de 50% dos grãos colhidos, a safra de café deste ano não foi afetada. O período de chuvas contínuas em junho, entretanto, atrasou o ritmo da colheita e prejudicou a qualidade dos grãos quanto ao aspecto e bebida. Spanhol calcula que de 30% a 40% dos frutos caíram na região noroeste. Em contato com o solo e a umidade, a ação de fungos e outros micro-organismos afetaram a qualidade chegando, em muitos casos, a ocorrer brotação dos grãos.

Aurora inicia em agosto embarques para o Japão

Mario Lanznaster: O Brasil tem poder competitivo para exportar.
Mario Lanznaster: O Brasil tem poder competitivo para exportar.

Sem afobação. É preciso calma para conquistar credibilidade e confiabilidade para o produto brasileiro acessar o mercado japonês de carne suína. A recomendação é do gerente geral de exportação da Coopercentral Aurora Alimentos, Dilvo Casagranda, que anuncia para agosto os primeiros embarques de cortes suínos  para o Japão. A equipe de exportação trabalha em conjunto com as áreas de qualidade, planejamento da produção e indústria, sob orientação dos clientes, na definição correta dos padrões dos cortes e das embalagens de acondicionamento do produto. “Estamos tratando de uma produção específica, detalhista com muitas exigências no processo até alcançar o produto demandado pelo mercado Japonês”, esclarece.

O executivo destaca que “o Japão é o principal importador mundial de carne suína. Temos que ter em mente que, com esse país, as coisas acontecem a seu tempo, e paciência é fundamental. Precisamos construir, para a carne suína, a mesma credibilidade conseguida com a carne de frango: é preciso trabalho e dedicação para atender as exigências daquele mercado.”

O presidente Mário Lanznaster observa que o Brasil tem poder competitivo lastrado em sanidade, estrutura de plantas industriais modernas, preço, qualidade e tradição de pontualidade, comprovada no fornecimento de carne de frango há mais de 30 anos. A unidade FACH1 da Aurora, em Chapecó, já está habilitada para exportação para o Japão. A Coopercentral Aurora Alimentos está se  preparando em todos os setores, principalmente no processo industrial, para atender os requisitos do mercado. Desenvolve cortes específicos de acordo com os clientes, alguns dos quais são os mesmos importadores de carne de frango, o que aproveita uma relação comercial consolidada.

Casagranda realça que o Japão não aumentará o volume de suas importações apenas porque abriu o mercado para o produto brasileiro. O Brasil terá que disputar o fornecimento para o mercado japonês, hoje abastecido por Estados Unidos, Canadá, Dinamarca, México e Chile. Essa competição será definida pelos aspectos técnicos de atendimento aos padrões exigidos, o cumprimento de prazos e demais condições estabelecidas nas negociações.

O preço não será o fator decisivo, pois o Japão estabeleceu, para proteção da produção doméstica de suínos, o sistema “gate price”. Ele permite fixar taxas variáveis de importação de acordo com o preço de chegada do produto importado, o que equaliza os preços de importação com aqueles do produto nacional japonês e o de outros países exportadores da carne suína. Dessa forma, prevalecerão os fatores qualitativos.

Outro aspecto que o gerente geral esclarece é sobre a amplitude do mercado japonês. O país importa cerca de 1,2 milhão de toneladas de carne suína por ano, mas, o  Brasil  participará da disputa apenas da fatia de carne congelada, atualmente em torno de 500 mil toneladas/ano. A parcela da carne cozida (em torno de 400 mil toneladas anuais) ainda é muito incipiente no conceito produtivo brasileiro. Por isso, a China e outros países asiáticos continuarão os principais fornecedores.

Grupo Thá inaugura empreendimento com campo de golfe e atracadouros em Camboriú

O grupo Thá inaugura neste sábado (27), O Reserva Camboriú Yacht & Golf, um empreendimento de alto padrão com diferenciais exclusivos. Quem já adquiriu um dos 171 lotes do residencial terá a oportunidade de apresentar à familia e convidados o local do novo lar, e já poderá dar início às obras nas próximas semanas. Localizado em Camboriú, na  rua Coronel Benjamin Vieira, 635, o Reserva tem como principais diferenciais o campo de golfe executive course dentro do empreendimento, um espaço esportivo amplo com quadra de tênis, piscina, academia e salão de jogos e atracadouros de uso comum e exclusivos para os moradores, além de uma área de reserva natural de Mata Atlântica que ocupa 70% do total do terreno, que tem 551 mil m².

Scheila Michaelsen Meirelles, gerente regional da Thá em Santa Catarina, destaca a localização como outra vantagem do Reserva. “Para chegar à cidade vizinha, Balneário Camboriú, de carro, o trajeto pode ser realizado em cerca de cinco minutos pela nova ponte da Via Gastronômica, ou navegar por apenas duas milhas naúticas pelo Rio Camboriú.”, comenta. Margeado pelos rios Pequeno e Camboriú, o acesso náutico do empreendimento permite o deslocamento de embarcações de pequeno e médio porte, que podem chegar até a praia de Balneário Camboriú em apenas alguns minutos.Alguns lotes tem acesso exclusivo, e todos podem utilizar o atracadouro comum do residencial.

Por situar-se próximo a uma Área de Preservação Permanente, o Reserva foi cuidadosamente planejado para buscar a integração com o ecossistema local e às características da biodiversidade do litoral catarinense. Foi feita a implantação do programa de neutralização de carbono (CO2), por meio do plantio de mais de 17 mil árvores nativas, um dos grandes diferenciais ambientais do empreendimento e que já é uma realidade. Existe ainda, dentro do empreendimento, um viveiro de mudas nativas, que tem como objetivo suprir as necessidades dos projetos ambientais que o empreendimento está desenvolvendo, além de servir como espaço educativo para as famílias que morarão no empreendimento; e uma estação de tratamento de esgoto particular do condomínio tratará os efluentes de todas as residências e das áreas comuns do empreendimento, entre outras medidas sustentáveis. “Procuramos especialistas em todas as áreas de gerenciamento ambiental para adequar o empreendimento a todas as exigências e solicitações dos órgãos competentes. Não poupamos investimentos para transformar o Reserva Camboriú Yacht & Golf em uma verdadeira reserva ambiental”, afirma Scheila.