Taxa Selic deve cair para 9,25% ao ano. Qual o impacto para os brasileiros?

Reinaldo Domingos.

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central deverá anunciar nesta quarta-feira (26) o novo valor da taxa básica de juros (Selic). A expectativa por conta de especialistas é de uma forte queda, que pode chegar a até 1,0 ponto percentual, passando de 10,25% para 9,25% ao ano. A notícia reflete em muitos aspectos, mas o que de fato isso muda na vida dos brasileiros?

A situação ainda é interessante para quem investe o seu dinheiro, por exemplo, em aplicações de renda fixa atreladas a Selic (CDBs pós-fixados, os fundos DI, as Letras Financeiras do Tesouro (LFT) e os títulos negociados via Tesouro Direto). Mas para quem aplica na Caderneta da Poupança, não haverá mudanças em seus rendimentos, pois, se a Selic for maior ou igual a 8,50% ao ano, a poupança paga sempre 0,50% ao mês mais Taxa Referencial (TR).

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Três estratégias de marketing digital perfeitas para as Pequenas e Microempresas

Thiago Regis.

Nos últimos anos, o Marketing Digital tem se tornado mais forte e presente na estratégia de grandes, pequenas e médias empresas. O conceito consiste em elaborar ações de comunicação para que os negócios divulguem e comercializem produtos e serviços, conquistando novos clientes e melhorando a rede de relacionamentos a um custo baixo.

A definição de estratégias e planejamento de marketing digital vem, ao longo dos anos, auxiliando as empresas de todos os portes a se manterem ativas e em ascensão, isso tudo devido ao baixo valor de implementação. Conheça 3 estratégias de marketing digital que devem ser tomadas o quanto antes:

1. Ferramentas de análise de tráfego
Atualmente, já existem instrumentos que ajudam as empresas a analisar tudo o que o cliente visitou no site. E o melhor, alguns são gratuitos. É possível ver onde os visitantes clicaram o mouse, como preencheram formulários (ou não!), onde passaram a maior parte do tempo e como navegaram em cada página. Tais ferramentas ajudam a dar inputs sobre problemas vivenciados pelo usuário, quais os motivos que os fizeram deixar a página e o que os convenceu a efetuar a compra. Ao ter conhecimento desses dados, fica muito mais fácil analisar de perto o olhar do comprador, mudando a questão estratégica para estruturar o site.

2. Chats virtuais
Muito mais do que robôs tirando as dúvidas dos usuários, os chats virtuais são uma excelente oportunidade para criar chances de negócios sem perder o timing. Afinal, tempo é dinheiro. E por diversas vezes o consumidor não quer esperar que respondam seu e-mail e tampouco deseja conversar apenas com uma máquina. Ao perceber que o site ou e-commerce possui um chat virtual, o visitante se sente mais seguro e acolhido. E o melhor: a chance do atendimento personalizado reverter em uma venda é maior.

3. Geração de conteúdo
Elaboração de materiais, por meio de vídeos, e-books, podcasts e blogs, estão entre as ações de inbound marketing que ajudam tanto as empresas quanto os e-commerces a venderem seus produtos. Ao criar conteúdo próprio, é possível utilizá-lo para consolidar uma sólida base de clientes, solicitando um breve cadastro, com informações como nome e e-mail, em troca de algum conteúdo relevante para aquela pessoa. Essas ferramentas podem ser potencializadas com a criação de anúncios em meios digitais, como o Google ou o Facebook, que permitem a divulgação em massa a partir da definição de um público específico.

O artigo foi escrito por Thiago Regis, que é diretor de novos negócios da agência de marketing digital Pílula Criativa.

Choque de impostos e de preços dos combustíveis

Gilmar Mendes Lourenço.

A fórmula desenvolvida e implantada pelo ministério da fazenda da gestão Temer, visando contornar a incapacidade oficial de reverter a escalada dos desníveis nas contas públicas e o estouro da bastante generosa meta de déficit fiscal, estipulada para 2017, é sugestiva de um esforço improvisado de combate ao incêndio, por meio do emprego de apreciável dose de combustível.

No fundo, no afã de abrandar o descumprimento do objetivo de déficit primário para o corrente ano, retratado na estimativa de ampliação de R$ 139,0 bilhões para R$ 145,0 bilhões e provocado por descontrole de gastos e queda de arrecadação, vinculada à recessão, e aproveitando o clima de desinflação, propiciado pela conjugação entre safra recorde de alimentos e anemia dos negócios, o governo federal decidiu, por decreto, sem a necessidade de apoio do congresso nacional, elevar a carga tributária incidente sobre combustíveis, especificamente PIS e COFINS.

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Telecomunicações e Internet na pauta do Supremo Tribunal Federal

Ericson M. Scorsim.

A título exemplificativo, tramita à Ação Direta por Omissão (ADO 37), apresentada pela OAB, Rel. Min. Ricardo Lewandowski contra a omissão da Presidência da República e do Congresso Nacional em relação à utilização dos recursos do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (FUST), na realização de investimentos em infraestruturas de redes de telecomunicações e internet. Destaque-se que os recursos que integram este fundo de telecomunicações decorrem do pagamento de valores pelas empresas de telecomunicações. Alega-se que a Lei 9998/2000 que trata FUST voltada à aplicação de recursos públicos na universalização dos serviços de telefonia fixa não corresponde mais às demandas dos usuários, estes preferem o consumo de serviços de internet por banda larga. Daí a falta de sincronia entre a lei e das demandas da população.

A propósito do tema, há também em tramitação no Senado Federal o projeto de lei 427/2014 que trata da liberação de recurso do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (FUST) para ampliação do serviço de acesso à internet em banda larga, com a promoção da inclusão digital em áreas remotas e de difícil acesso das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Se aprovado este projeto de lei poderá repercutir na análise da ADO 37, ora sob julgamento do Supremo Tribunal Federal.

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Brasil: desinflação e juros reais

Gilmar Mendes Lourenço.

O índice nacional de preços ao consumidor amplo 15 (IPCA-15), levantado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para medir a variação média dos preços de um abrangente grupo de produtos e serviços, consumidos por famílias com renda mensal entre um e quarenta salários mínimos, pesquisados entre os dias 15 do mês antecedente e 15 do mês atual, chegou a 2,78%, quando considerada a base de cálculo em doze meses até julho de 2017. Isso representou a menor marca desde março de 1999, quando o indicador foi de 2,64%, imputado aos efeitos depressivos da crise financeira internacional sobre a economia brasileira.

O arrefecimento do processo inflacionário, que vem surpreendendo desde analistas de mercado até autoridades governamentais, repousa na combinação entre safra recorde de grãos, estimada em 240,3 milhões de toneladas, 30,1% superior à registrada em 2016, retração nos preços administrados (energia elétrica, combustíveis e transportes) e câmbio, depois do ajuste corretivo, promovido pelo ministro Joaquim Levy, em 2015, e impactos da mais severa e longeva recessão da história do País sobre a demanda para consumo e investimento.

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