Recuperar sem destruir

Flávio Ítavo.

Já dizia Winston Churchill, que construir pode ser uma tarefa lenta e difícil de anos, enquanto destruir pode ser o ato impulsivo de um único dia. São muitas as perguntas sobre o “como” fazer o turnaround, respondo que o mais complexo não é “virar” uma empresa, mas sim realizar a tarefa em si, sem que no caminho a empresa se autodestrua.
O problema está relacionado ao que foi descrito pelo filósofo inglês John Adams com a Lei das consequências não intencionais. A Lei, inicialmente relacionada apenas às questões econômicas, pode ser aplicada a uma grande gama de aspectos da vida. Afirma basicamente que ações e políticas desenvolvidas por pessoas ou organizações têm consequências inesperadas, podendo gerar grandes surpresas e um número enorme de resultados não desejados. Neste sentido, podem ser colhidas muitas frustações, falhas e surpresas.

Resultados inesperados para uma série de decisões e ações não podem ser descartadas, seja lá qual for a questão. Muitas vezes tais resultados podem ter consequências maiores que o problema que se intenciona resolver. A Lei das consequências não intencionais complica a realização de turnarounds, reestruturações e mudanças de rumo na estratégia empresarial. Infelizmente a lei está direta e proporcionalmente em oposição a outra lei que se aplica aos negócios, mudar é preciso!
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O atendimento nas redes sociais

Robson Costa.

O mundo corporativo gira ao redor de seu cliente. E nos últimos anos é inegável que as redes sociais deram voz ativa para os clientes e consumidores, que antes apenas recorriam ao telefone ou e-mail para fazer uma solicitação, fosse ela um simples atendimento ou uma grande reclamação. Com isso, o número de empresas presentes em redes como Facebook, Twitter, dentre outras, se tornou enorme, mas muitas ainda estão em total desordem. Afinal, qual é a melhor forma de atendimento?

Tudo o que vai para esses canais de comunicação chega aos ouvidos e olhos de todos os seus clientes que estão presentes na rede. Obviamente que tudo o que ali ocorrer afetará diretamente a imagem da empresa. Não é difícil imaginar que o atendimento, mesmo que virtual, é o principal alvo de uma empresa má-organizada. Temos ótimos exemplos de marketing de sucesso! No twitter, um consumidor marcou dois estabelecimentos questionando quem lhe faria a melhor oferta por um produto e ambos disputaram até o fim com bons argumentos e promoções.

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Quando a proteção de dados vale a vida da empresa

Eduardo Amaral.

Empresas que comercializam produtos ou serviços pela Internet e que armazenam dados pessoais dos seus clientes em suas bases de dados já devem estar em total conformidade com o GDPR. A sua ainda não está? Então é melhor correr, principalmente se você sequer conhece a sigla e seu significado.

O GDPR (General Data Protection Regulation) é um regulamento de lei da União Europeia (UE) sobre proteção de dados e privacidade para todos os cidadãos e indivíduos residentes na região. Suas regras entram em vigor nesta sexta-feira, dia 25, e seu efeito prático será obtido por meio de diretrizes rígidas de segurança para quem hospeda esses dados. A consequência será a padronização de boas práticas para os portais de e-commerce que armazenem os dados pessoais de seus clientes.

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Banco Central e o arranhão na coordenação das expectativas

Gilmar Mendes Lourenço.

A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central (BC), em reunião realizada em 16 de maio de 2018, de interromper a sequência de cortes na taxa Selic, iniciada em outubro 2016, mantendo-a em 6,50% ao ano, esteve ancorada em premissas centrada na necessidade de ajustes macroeconômicos derivada das mudanças de humor na economia global.

Mais precisamente, o Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos (EUA), tem esboçado indicações de intensificação dos movimentos de elevação gradual das taxas de juros, em resposta à ameaça de escalada inflacionária, determinada pela subida dos preços do petróleo, motivada pela redução da produção da Arábia Saudita e ação do governo americano de rompimento do acordo nuclear com o Irã, que multiplica riscos de descontinuidade de suprimento do óleo.

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Quatro dicas para alcançar o bem-estar financeiro

Lucas Medola.

Por causa da instabilidade da economia mundial, é fundamental tomar precauções quanto às nossas finanças e, acima de tudo, conscientizar e educar a sociedade sobre como obter o tão desejado bem-estar financeiro – que inclui, essencialmente, a importância de poupar. Por bem-estar financeiro entenda-se a saúde financeira de qualquer trabalhador e sua capacidade de gerenciar adequadamente sua renda. Aquela velha conta de padeiro, como nossas avós costumavam dizer: suas despesas precisam ser proporcionais ao salário que você recebe mensalmente, evitando, assim, contrair dívidas difíceis de honrar.

Para alcançar essa estabilidade, primeiro é necessário ter “educação financeira”, ou seja, é importante que a pessoa aprenda a administrar adequadamente sua renda, o que significa manter um registro atualizado de suas despesas, entender a importância de poupar, conhecer as diversas opções de investimento disponíveis no mercado e também planejar para o futuro.
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