A inteligência de dados e a revolução dos negócios

Márcio Viana.

Nem sempre é possível prever o futuro. As necessidades dos clientes mudam, e com isso muda o status quo, desafiando as empresas a ofertarem soluções diferenciadas. Acompanhar toda essa competitividade para alcançar e conquistar clientes requer uma capacidade de inovação muito grande, que pautada e suportada por uma grande massa de dados disponíveis nas mais diversas transações da rede, nos possibilita ajudar nossos clientes a serem mais competitivos e terem suas necessidades atendidas de forma mais completa.

Quando se está liderando um negócio, é preciso ter uma visão holística de mercado, mas também minuciosa sobre sua atividade, bem como agilidade e assertividade nas tomadas de decisão. Porque a todo momento você está competindo para ganhar a atenção dos potenciais clientes. E quando você precisa decidir de maneira estratégica se deve abrir uma filial ou mudar a empresa responsável pela logística, é fundamental ter a resposta de forma rápida para não ficar atrás dos concorrentes. E sem uma análise correta dos dados será impossível extrair as informações que podem determinar o sucesso ou impedir o fracasso de sua decisão.

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Portugal pode ser uma alternativa para os negócios?

Carolina Di Lullo.

Segundo estatísticas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil retomou sua economia, apontando um crescimento de 0,2% no segundo trimestre de 2017. Entretanto, o País enfrenta questões políticas internas e, segundo a agência internacional de risco Standard&Poor’s (S&P), ainda deve registrar crescimento inferior ao de outros países. Não obstante, a própria agência rebaixou o grau de investimento para o ano de 2018 — o que dificultará novos investimentos no País.

Em vista deste cenário insatisfatório, os brasileiros têm cada vez mais buscado alternativas no estrangeiro, seja para internacionalizar seus negócios, seja para firmar residência, investir etc. Portugal tem se mostrado um ótimo país para quem busca os objetivos citados, sem contar as facilidades de língua, cultura, clima e posição geográfica. Focado em se recuperar da grande crise que assolou o país em 2010 e nos anos seguintes, Portugal adotou medidas que elevaram a demanda interna para impulsionar seu crescimento, oferecendo benefícios àqueles que investem em seu país, como o direito a residência, benefícios fiscais, benefícios trabalhistas e apoio ao investimento focado no desenvolvimento local através de concessão de crédito com juros “amigos”. Alguns destes benefícios são, por exemplo:

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Competitividade: a base do crescimento

Carlos Rodolfo Schneider.

Não há como querer alçar voo em direção a uma economia desenvolvida à base de voos de galinha. É o que tem acontecido nos últimos anos, quando o Brasil tentava crescer acima da sua taxa de crescimento potencial, isto é, o ritmo de expansão possível sem pressionar a inflação. Em português mais coloquial, não adianta querer dar o passo maior do que as pernas. E o tamanho das pernas depende de quanto investirmos nelas, do quanto e de quão bem investirmos na estrutura da socioeconômica, que engloba especialmente ciência e tecnologia, infraestrutura, educação, saúde, segurança e ambiente de negócios. E temos investido pouco, muito pouco, nas últimas duas a três décadas.

À infraestrutura, talvez a espinha dorsal para o avanço do país, não destinamos mais de 2% do PIB, comparados aos 4% do Peru, 5% do Chile, 6% da Índia e 13% da China. Esses 2% são menos do que gastamos, por exemplo, com pensão por morte, onde o nosso nível de gastos é o dobro e até o triplo do de países com população muito menos jovem como Japão e EUA. Segundo o economista Cláudio Frischtak, para modernizar a nossa infraestrutura será necessário investir 4% do PIB durante 25 anos. Nas décadas de 70 e 80 do século passado, quando fomos campeões mundiais de crescimento, aplicávamos 5% na área, preponderantemente inversões públicas, quando a carga tributária não ultrapassava 25% do PIB. Hoje, o poder público confisca todos os anos em torno de 35% da riqueza gerada por toda a sociedade, e não consegue devolver 2% a ela na forma de investimentos e serviços públicos de qualidade.
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Dois anos de Temer: ampliação do déficit ético

Gilmar Mendes Lourenço.

Os dois anos de administração do presidente da república, Michel Temer, podem ser retratados a partir de diferentes ângulos, incluindo motivações e focos de natureza política, expressos tanto no triunfalismo oficial quanto no radicalismo exacerbado dos segmentos contrários, afetado pela visão de céu no passado recente e inferno nos dias atuais.

O escape dos olhares e sentenças extremadas pode ser viabilizado pela aplicação de um estilo de análise de gestão apoiado, em linguagem fornecida pela metodologia de cenários, na organização de um quadro sintético com a enumeração e descrição de algumas forças e fraquezas que, apenas por mera coincidência temporal, foram produzidas em dois estágios distintos.

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Do presidencialismo de coalizão aos esquemas de cooptação

Gilmar Mendes Lourenço.

Desde o final de 1984, com a celebração da aliança conservadora entre as correntes progressistas do regime militar, instaurado em 1964, e moderadas das oposições, necessária à viabilização do retorno da Democracia, até o começo dos anos 2000, predominou no Brasil a prática política conhecida como “presidencialismo de coalizão”, que consiste na organização de uma maioria legislativa capaz de assegurar a aprovação de providências tidas como essenciais aos aprimoramentos institucionais balizadores da macroeconomia da estabilização monetária e do crescimento sustentado.

Ainda assim foram identificados deslizes, sintetizados no episódio denominado “Anões do Orçamento”, que eclodiu em outubro de 1993, baseado na destinação de verbas da união para a realização de grandes empreendimentos de empreiteiras amigas, em troca de vultosas propinas, e na filantropia laranja. Depois de três meses de inquérito legislativo, dos dezoito deputados federais “sem expressão”, denunciados de participação no esquema, seis foram cassados, quatro renunciaram ao mandato e oito foram inocentados.

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