Ceagesp e a sua importância para o abastecimento

Albano Schmidt.

Mais de mil carretas repletas de frutas, verduras, legumes, peixes e flores chegam todos os dias. Numa rotina intensa, são rapidamente descarregadas, separadas e seus itens negociados ali mesmo. Fracionados, lotam outras oito mil carretas que passam a transportar produtos variados, dinâmica que abastece os mercados e supermercados de diferentes destinos na grande São Paulo e em cidades próximas. Essa é a rotina do Ceasa de São Paulo, o Ceagesp, maior entreposto de hortifrutis do país, que possui mais de 700 mil metros quadrados de área construída e por onde circulam diariamente toneladas de alimentos e milhares de pessoas.

Recentemente, estive lá e me surpreendi. Foi minha primeira visita ao Ceagesp e, por mais que tivessem me contado, viver essa experiência foi um aprendizado. No início do dia, parecia o caos. Era impossível imaginar que em poucas horas estaria tudo organizado; mas estava.

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Inescapáveis prioridades econômicas dos candidatos

Gilmar Mendes Lourenço.

Em meio ao deplorável espetáculo de aparelhamento partidário da justiça brasileira, ou do ato “solta Lula”, apresentado à sociedade no palco do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), no dia 08 de julho de 2018, em regime de plantão, quando a população amargava mais uma eliminação precoce da seleção de futebol na Copa do Mundo da Rússia, emerge o aprofundamento da fragilização dos indicadores econômicos e sociais do país.

De fato, o estágio de recuperação, iniciado no segundo trimestre de 2017, já suficientemente prejudicado pelo vazamento do áudio da dupla Temer e Joesley, em 17 de maio daquele ano – que matou o governo de plantão e enterrou, dentre outras defuntos, as chances de aprovação da reforma da previdência -, encontra-se irremediavelmente comprometido.

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Empresas vivendo menos, pessoas vivendo mais

José Pio Martins.

No ano de 1900, a expectativa de vida de um brasileiro ao nascer era de apenas 33 anos. Em 1940, era de 43 anos. Apesar de o país ser pobre e atrasado, a expectativa de vida no Brasil em 2016 atingiu 75,8 anos. As pessoas estão vivendo mais, muito mais. É uma mudança radical, que tem impactos no mercado de trabalho, na previdência, na saúde, nas finanças pessoais e, de resto, em todos os aspectos econômicos e sociais. Praticamente nenhum setor deixará de ser impactado pelas mudanças demográficas e pela expectativa de vida. Viver mais pode ser uma dádiva, desde que você entenda o que está acontecendo e saiba lidar com as consequências.

Em relação às empresas abertas no território brasileiro, 60% delas morrem antes de completar cinco anos. Em setembro de 2016, a revista Exame publicou matéria sobre as empresas instaladas no Brasil que tinham mais de 100 anos idade: eram apenas 34. No atual mundo instável e de revolução tecnológica constante, as empresas estão vivendo menos. Hoje, até mesmo gigantes, como a General Motors, estão morrendo mais cedo. Há seis ou sete décadas, as empresas duravam mais, os trabalhadores ingressavam em um trabalho e só saíam ao se aposentar. Esse tempo acabou.

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Comunicando-se com os bancos na crise

Flávio Ítavo.

A comunicação entre banco e empresa é uma das mais complexas no dia a dia de uma empresa. Na crise tudo se complica e esta linha de comunicação é uma das mais fáceis de sofrerem impactos negativos. Portanto não subestime o potencial de danos que uma comunicação malfeita pode causar a empresa que passa por dificuldades junto aos bancos.

Em primeiro lugar devemos lembrar que os bancos, de acordo com um grande amigo, são “os animais mais ariscos da floresta”. Ele tem toda razão. Bancos são instituições muito bem informadas, que ao menor sinal de crise se afastam dos seus devedores. Não se trata de uma questão “pessoal”, ou uma iniciativa tomada pelo seu gerente, mas o dia a dia de um agente financeiro está relacionado a tomar o risco “certo” (que é o menor possível) mediante uma remuneração (parte dos juros que você ou a empresa pagam).

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E-commerce não é só uma loja eletrônica

Carlos Alves.

É uma cena comum no mercado brasileiro: o empreendedor tem uma grande ideia, faz a cotação das melhores plataformas tecnológicas, pensa no nome e domínio e cria diferentes planos estratégicos para lançar sua loja virtual. Entretanto, após colocá-la no ar, as vendas teimam em não aparecer, por mais que ele gaste com mais recursos e serviços. O que deu errado? Ele encarou seu negócio como algo digital ao invés de focar no relacionamento com seu público.

Um dos maiores equívocos do varejo na Internet é justamente reduzir o e-commerce aos processos digitais. Ele é muito mais do que isso. As facilidades permitidas pelo mundo online são importantes, sem dúvida, mas são os desejos e vontades que ainda guiam os consumidores a entrarem em um site e comprarem determinados produtos. Logo, é preciso criar todo um ambiente que esteja alinhado com essas preferências. Confira cinco áreas vitais para aproximar o comércio eletrônico das pessoas.

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