Valor Bruto da Produção da pecuária paranaense representou 38% do total em 2015

pecuária2O Valor Bruto da Produção Paranaense (VBP) da pecuária em 2015, considerando dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e do Abastecimento (MAPA), totalizou R$ 23,95 bilhões, representando 38% no VBP total do estado. O crescimento do VBP estadual total foi de 4,1% enquanto o VBP da pecuária teve crescimento de 3,8%. Entre as maiores participações no VBP paranaense em 2015, a pecuária destaca-se, respectivamente, com Frango (23,9%), bovinos (4,9%), leite (4,3%) e suínos (3,54%), que juntos representam 36,62% do VBP total.

No último ano, o Paraná foi o maior exportador nacional de frango, contribuindo para que o Brasil conquistasse o segundo lugar na produção mundial. Na suinocultura, houve aumento do número de abates apesar da queda nos preços. O Valor Bruto da Produção do leite teve redução no estado, principalmente pela redução no volume captado pela indústria e a queda nos preços pagos ao produtor.

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Crise Made in Brazil: a culpa é dos outros

Gilmar Mendes Lourenço.
Gilmar Mendes Lourenço.

De maneira surpreendente, o presidente do Banco Central (BC) do Brasil, praticamente antecipou, na véspera da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), realizada em 20 de janeiro de 2016, a decisão de que não haveria elevação da Selic, contrariando, rigorosamente, todas as mensagens transmitidas ao mercado anteriormente.

A motivação para a alteração de postura da autoridade monetária repousaria na necessidade de incorporação, no conjunto de dados e informações em apreciação, das variáveis descritivas do agravamento das perturbações de ordem externa, sintetizadas na revisão das projeções de desempenho da economia mundial, feita pelo Fundo Monetário Internacional (FMI).

Por certo, parece absolutamente correta a interpretação acerca da ineficácia da estratégia de majoração dos juros para a reversão das expectativas inflacionárias no Brasil, devido ao aguçamento da recessão, em um ambiente de correção de preços administrados, represados politicamente durante alguns anos, depreciação cambial e parcos esforços fiscais, por parte do governo federal.

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Aceite o desafio, inove, empreenda

Albano Schmidt
Albano Schmidt

Num constante exercício de empreendedorismo em prol da inovação, o Brasil conta com uma legião de estudantes e profissionais verdadeiramente engajados pelo desenvolvimento de estudos e pesquisas, em busca de soluções para problemas do cotidiano.

Eles dedicam seu tempo e conhecimento. Analisam, incansavelmente, cada detalhe em busca de alternativas e respostas para temas desafiadores, como a sustentabilidade.  100% focados em seus objetivos, eles se reúnem em equipes multidisciplinares. Criativos e técnicos têm a oportunidade de trabalhar em parceria, trocar experiências, unir ideias e expertises, agregando valor ao projeto comum.

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Crédito e retomada do crescimento

Gilmar Mendes Lourenço.
Gilmar Mendes Lourenço.

Em meio a um clima de agravamento dos problemas sociais derivados da conjuntura recessiva, instalada no País desde o segundo trimestre de 2014, ladeado pelo quadro de aceleração da inflação e pelas perturbações de natureza política e institucional, maximizadas com a identificação de multiplicas ramificações da operação Lava Jato, o governo, anunciou, em reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), a disponibilização de R$ 83 bilhões para ampliação da oferta de crédito, bancada essencialmente pelas instituições financeiras públicas.

No afã de promover a retomada do ciclo de negócios, serão ofertados R$ 17 bilhões para as linhas em consignação (cujas prestações são descontadas na folha de pagamento do tomador), garantidas por parte dos recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), R$ 10 bilhões para crédito rural, R$ 10 bilhões habitação, R$ 22 bilhões para infraestrutura, R$ 5 bilhões para a cobertura das necessidades de capital de giro das empresas, R$ 15 bilhões para as obras de infraestrutura e R$ 4 bilhões para alavancar as exportações.

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A glória da burrice

José Pio Martins
José Pio Martins

Inconformado com a estupidez do governo e dos políticos dos anos 50 e 60, que batiam no peito e gritavam que nunca iriam autorizar empresas multinacionais a produzirem petróleo no Brasil, Roberto Campos desabafou dizendo que “a burrice no Brasil tem um passado glorioso e um futuro promissor”. A angústia do grande economista era que, enquanto rejeitava capitais de risco dispostos a investir na produção de petróleo aqui, o governo sofria em busca de empréstimos (a juros altos) para fazer importações do produto.

Roberto Campos não entendia que lógica o governo e os políticos viam na ideia de que mendigar empréstimos internacionais e ficar na dependência de suprimento externo era melhor que atrair empresas estrangeiras para a produção em território nacional. Quando veio a crise do petróleo, em 1973, e o preço do barril pulou de US$ 3,20 para US$ 14, o Brasil importava 75% do consumo, a dívida externa explodiu e o país quebrou. A frase de Roberto Campos foi profética. A burrice provou sua glória passada como, após a morte do autor, em 9 de outubro de 2001, continuou firme rumo ao futuro promissor.

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