Economizando em eventos com a utilização de permuta multilateral

Alessandro Candiani.
Alessandro Candiani.

Muitos empreendimentos comerciais necessitam organizar ou participar de diversos eventos durante o ano, para fazerem girar a máquina comercial dos negócios relacionados aos segmentos onde atuam. Esses acontecimentos proporcionam um ambiente para um contato direto e personalizado com os consumidores e clientes, estabelecendo um vínculo pessoal, criando uma identificação das pessoas com os produtos e serviços oferecidos pelas empresas, o que agrega valor à marca.

Numa cidade como São Paulo, acontecem por ano cerca de 430 feiras, pois são uma das mais eficientes formas de promoção comercial, e através delas é possível tornar uma empresa, marca ou produto ainda mais conhecida através da exposição, formalizando novos contatos importantes para a ampliação e a manutenção do negócio. Nesses eventos há uma real condição de negociação imediata e a possibilidade de criar intercâmbios comerciais permanentes.

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Consumidor 3.0: a relação com o cliente na era da conectividade

O surgimento e a popularização de tecnologias criaram um novo perfil de consumidor, exigente emultiplugado, que busca proximidade com as empresas por meio da internet, em um movimento intrinsicamente ligado à ascensão dos dispositivos móveis e das mídias sociais. Esse comportamento fez com que as marcas repensassem e reestruturassem suas estratégias de relacionamento com o cliente para atendê-lo de forma ainda mais rápida e na plataforma de sua conveniência. O novo consumidor valoriza as marcas que oferecem algo além da simples e formal relação de aquisição de bens e serviços. As empresas que conseguem personalizar a experiência de compra e, principalmente, o pós-venda certamente têm mais chances de conquistar a empatia e o engajamento desse cliente.

A extensão do atendimento para além dos canais tradicionais, o autosserviço e o consumo com base em identificação com os valores das marcas são as grandes tendências no relacionamento com o consumidor, agora denominado “cliente 3.0” por especialistas na área de marketing, como o célebre norte-americano Philip Kotler. Essa nova geração tem o hábito de pesquisar sobre tudo na internet e, muitas vezes, prefere sanar dúvidas via portal, app ou nas mídias sociais da marca de interesse, antes mesmo de recorrer ao contact center ou ao atendimento presencial. Em um mundo hiperconectado, no qual as pessoas já se acostumaram com a alta velocidade na obtenção de informações, o consumidor está, inclusive, reduzindo seu tempo de tolerância na espera pelo retorno das empresas.

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Estagflação e Multidões

Gilmar Mendes Lourenço.
Gilmar Mendes Lourenço.

As manifestações contra o governo da presidente Dilma Rousseff, o ex-presidente Lula e o Partido dos Trabalhadores (PT), acontecidas em 13 de março de 2016, nas principais cidades do País, as maiores já observadas na história brasileira, reproduziram a autêntica exaustão social ante o atraso econômico, a escalada inflacionária e a pauperização política.

De fato, parcela expressiva da sociedade, capitaneada por segmentos médios da pirâmide, que ostentam a capacidade de maximização da formação de opinião, estimulados pela proliferação de notícias ruins e recados de desesperança, emanados predominantemente de diversificadas mídias, vem demonstrando, de maneira reiterada, crescentes sinais de perplexidade e indignação.

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Feições de uma economia em recessão

Gilmar Mendes Lourenço.
Gilmar Mendes Lourenço.

Estimativas preliminares, preparadas pelo Sistema de Contas Nacionais Trimestrais, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelam recuo de -3,8% do produto interno bruto (PIB) do País, no exercício de 2015, confirmando os cálculos apurados anteriormente pelo índice de atividade econômica do Banco Central (IBC-BR), o que comprova a adequação do arcabouço metodológico, da base informacional e dos procedimentos de aferição empregados pelo BC para a mensuração de indicadores.

Trata-se do maior tombo econômico da nação desde 1990 – quando houve decréscimo de -4,3%, derivado dos efeitos do confisco de ativos financeiros, promovido pelo governo Collor – e o terceiro mais acentuado, em um painel de 32 países, elaborado pela Consultoria Austin Rating, ficando a frente apenas da Ucrânia (-6,4%), ainda vitimada por resquícios dos conflitos com a Rússia, e da Venezuela (-4,5%), que, além de colher o caos econômico semeado em vários anos de governos bolivarianos, foi fortemente abalada pela progressiva redução dos preços do barril do petróleo.

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E la nave va

Andreas Hoffrichter.
Andreas Hoffrichter.

O Brasil pode atualmente ser comparado a um navio. Um grande navio à deriva por causa dos erros de navegação cometidos pela “capitã e seus imediatos”. Os passageiros pagam caro pela passagem e são pessimamente atendidos pela tripulação, que é muito maior do que deveria ser. Os ratos saíram do porão e estão passeando livremente pelo convés. As caldeiras deixaram de funcionar a pleno vapor. O pior é que a comandante e os seus imediatos não têm a menor noção, competência e senso de urgência para colocar o navio no rumo correto.

Uma verdadeira tragédia é o contínuo processo de redução da produção industrial no Brasil. O PIB industrial encolheu 8,3% em 2015. No Paraná a retração foi de 9,6%. Até a indústria de alimentos teve um desempenho negativo de 2,3%. Embora o Brasil seja um celeiro de jovens e criativos empreendedores, falta confiança para investir num país que tem uma das maiores cargas tributárias do mundo. Se somarmos todos os tributos chegarão a mais de 100 tipos diferentes. Na Europa, o tempo gasto por uma empresa para administrar os seus impostos é de 260 horas por ano. Enquanto aqui são necessárias pelo menos 2.600 horas, dez vezes mais!

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