A crise é de gestão ou de liderança?

José Pio Martins
José Pio Martins

O governo federal vive uma crise financeira e uma crise política. Alguns dizem que a crise é de gestão, outros dizem que a crise é de liderança. O governo é uma instituição política e também uma organização empresarial. Nele estão presentes as questões de gestão e as questões de liderança. Qual a diferença entre as duas?

Gestão é a provisão e o comando de coisas, dinheiro, processos e tarefas, com vistas a produzir bens e serviços. Liderança é a capacidade de levar as pessoas a fazer o que tem de ser feito, sobretudo influenciar e motivar, mais que o uso do poder de obrigar. Gestão está no âmbito do conhecimento técnico e das habilidades para executar tarefas e projetos. Liderança habita o mundo do comportamento e da capacidade de se relacionar com pessoas e motivá-las para a ação.

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Trocas são oportunidades e devem ser aproveitadas

Fabíola Paes
Fabíola Paes

Correria de Natal e muitos presentes entre amigos e familiares. Nem sempre a escolha é acertada. O resultado disso é que na semana logo após as comemorações começa a jornada de trocas. Milhares de pessoas voltam às lojas – não mais para comprar, mas sim para trocar os presentes que ganharam porque não gostaram ou não serviram. Porém, muitos empreendedores, donos e gestores das lojas, perdem oportunidades importantes ao não darem atenção a essa época pós-Natal, que chega a figurar entre as cinco semanas mais importantes no faturamento das vendas do ano em algumas redes de varejo.

Há tanta preocupação antes do Natal: a promoção, as ofertas, a decoração, a preparação das embalagens, a contratação e treinamento da equipe, a reposição de mercadorias, entre outras providências. Mas, e o pós-Natal? Raros são os estabelecimentos que compreendem a importância e a oportunidade em incrementar as vendas com bom atendimento das trocas depois do Natal e orientam seus vendedores a darem o máximo de si com cada troca para ampliar a carteira de clientes com um atendimento verdadeiramente diferenciado.

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Roupa amarela, semente de uva ou planejamento?

Leide Albergoni
Leide Albergoni

A passagem do ano novo é marcada por uma série de superstições para garantir o sucesso financeiro do ano: comer lentilha, guardar sementes de 12 gomos de uva, guardar folha de louro na carteira, dinheiro no sapato, caroços de romã, espalhar arroz cru pela casa, garantir que tenha dinheiro na carteira na passagem do ano… Essas e tantas outras simpatias são repetidas todos os anos por milhões de brasileiros que desejam passar o ano com tranquilidade financeira. Porém, a cada ano as estatísticas de endividamento só aumentam, o que nos faz refletir: o que falta para que as simpatias se concretizem?

A receita mais certeira para a tranquilidade financeira é o planejamento – e nada como um ano novinho em folha para acertar o seu. Em primeiro lugar, é necessário conhecer sua estrutura de gastos: anote tudo o que você gasta diariamente e organize as despesas em uma planilha, separando-as por categoria: alimentação fora de casa, contas da casa (energia, telefone, supermercado), escola, transporte (combustível, vale transporte, táxi), vestuário, lazer, seguros (carro, casa, vida), impostos, financiamentos e empréstimos, entre outras despesas que você identificar.

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O episódio da troca do ministro da Fazenda e a receita do caos

Gilmar Mendes Lourenço.
Gilmar Mendes Lourenço.

O deslocamento do Ministro do Planejamento de Dilma Rousseff, Nelson Barbosa, para a pasta da Fazenda, em substituição a Joaquim Levy, que praticamente anunciou sua saída, em reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN), em 17 de dezembro de 2015, véspera da oficialização, representa o encerramento das divergências na área econômica do governo. Em sendo assim, poderia ser considerado a senha para o desencadeamento do afrouxamento na política fiscal e a reversão dos efeitos nefastos do panorama recessivo, especialmente no mercado de trabalho, mirando a colheita de dividendos eleitorais em 2016.

Parece interessante assinalar que é bastante comum, na história da República brasileira, a ocorrência, no interior das diferentes administrações, do fenômeno caracterizado pela explicitação de posturas distintas e feitura de propostas colidentes acerca do delineamento de rumos e da aplicação do receituário para o equacionamento dos problemas de funcionamento do sistema econômico.
De fato, os ambientes de confronto de posições e discussões, particularmente entre as correntes desenvolvimentistas e ortodoxas, podem ser identificados na gestão Geisel (1974-1979), quando, o titular da Fazenda, Mário Henrique Simonsen, defendia a adoção de uma recessão administrada, por conta da eclosão do I choque mundial do petróleo, em setembro de 1973, enquanto o responsável pelo Planejamento, Reis Veloso, advogava a “fuga pra frente”, com a implantação dos projetos estruturantes do II Plano Nacional de Desenvolvimento (PND). Veloso ganhou a causa e o Brasil completou a fase de industrialização por substituição de importações, carregando o ônus da crise da dívida externa, nos anos 1980.

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A economia e a Bíblia cristã

José Pio Martins
José Pio Martins

A época de Natal não é muito propícia para discutir economia, pois as atenções estão concentradas nas férias e nas festividades. Mas, como os problemas econômicos, os nacionais e os pessoais, insistem em invadir nosso cotidiano sem pedir licença, dá para usar o livro do aniversariante – a Bíblia cristã – a fim de extrair algumas lições para a gestão da economia do país e das finanças pessoais. A Bíblia é rica em lições úteis. Citarei três.

Começo com a advertência feita aos políticos e aos homens de governo em Lucas 11,46, que diz: “Ai de vós, doutores das leis, que carregai os homens com cargas difíceis de transportar quando vós mesmos nem com um de vossos dedos tereis de tocá-las”. Teoricamente, quando um político se elege, sua preocupação prioritária é com o bem público e em servir ao povo. Só teoricamente. Na prática, a primeira preocupação de um político é consigo mesmo e seu objetivo principal é a manutenção do poder.

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