O futuro da caridade

 José Pio Martins, Foto: Arnaldo Alves / ANPr.
José Pio Martins, Foto: Arnaldo Alves / ANPr.

Uma sociedade tem dois caminhos para ajudar os pobres e os incapacitados para o trabalho. O primeiro é a caridade individual, pela qual somos levados a fazer doações para pessoas e instituições de assistência. O segundo é a caridade coletiva, cujo instrumento é o pagamento de impostos ao governo para que este, em nome da sociedade, monte programas sociais de ajuda.

O primeiro caminho depende da cultura nacional e dos costumes do povo. Ao contrário do que se apregoa por aí – sobretudo quando multidões acorrem para fazer doações a desabrigados em enchentes –, o povo brasileiro é um dos que menos contribuem com doações individuais no mundo. As instituições filantrópicas vivem à míngua e a frase mais ouvida é “não dou dinheiro para essas instituições porque não confio nelas e em seus dirigentes”.

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O futuro da caridade

José Pio Martins

Uma sociedade tem dois caminhos para ajudar os pobres e os incapacitados para o trabalho. O primeiro é a caridade individual, pela qual somos levados a fazer doações para pessoas e instituições de assistência. O segundo é a caridade coletiva, cujo instrumento é o pagamento de impostos ao governo para que este, em nome da sociedade, monte programas sociais de ajuda.

O primeiro caminho depende da cultura nacional e dos costumes do povo. Ao contrário do que se apregoa por aí – sobretudo quando multidões acorrem para fazer doações a desabrigados em enchentes –, o povo brasileiro é um dos que menos contribuem com doações individuais no mundo. As instituições filantrópicas vivem à míngua e a frase mais ouvida é “não dou dinheiro para essas instituições porque não confio nelas e em seus dirigentes”.

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Escalada do dólar e preços relativos no Brasil

Gilmar Mendes Lourenço.
Gilmar Mendes Lourenço.

O modelo de interpretação da impulsão dos valores de transação da moeda americana em território nacional, predominante nos meios especializados e nas hostes governamentais, no final do mês de setembro de 2015, reproduziu surpreendente déficit de compreensão acerca do pronunciado realinhamento da estrutura de preços relativos da economia brasileira, em curso no corrente ano.

Decerto, a recente disparada da cotação do dólar no mercado local, e o rompimento da barreira dos R$ 4,0, em 22.09.2015, o maior valor nominal desde 10.10.2002, quando chegou a R$ 3,99, reflete os embaraços externos, traduzidos na desaceleração da velocidade de expansão da economia chinesa e na intensificação da valorização da moeda americana, em escala global, fruto da proximidade da elevação dos juros nos Estados Unidos (EUA) e do inevitável rearranjo das carteiras de ativos financeiros.

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O que esperar em 2016

Gilmar Mendes Lourenço.
Gilmar Mendes Lourenço.

As sucessivas rodadas de divulgação dos indicadores conjunturais mensais, apurados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e por entidades representantes da iniciativa privada, permitem contemplar o aprofundamento do buraco recessivo do País, cavado pelas autoridades econômicas, e o seu respectivo prolongamento temporal.

Se, em 2014, os brasileiros eram infelizes, e o marketing governamental eleitoral não lhes permitia saber e/ou reconhecer, em 2015, a constatação da flagrante discrepância entre as promessas de campanha e a prática da política econômica provocou o derretimento da maquiagem e o rápido ressurgimento da perversa combinação entre a expressiva queda da capacidade de consumo das famílias, com a escalada do desemprego e da inflação, e o não menos acentuado declínio dos lucros privados, principal sintoma de deterioração da capacidade de expansão econômica sustentada.

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Franquias: uma oportunidade na crise

Maurício Dantas Góes e Góes
Maurício Dantas Góes e Góes

O crescimento do mercado de franquias tem previsão de ser mais alto do que o crescimento econômico brasileiro. Isso porque, segundo dados do IBGE, o crescimento do PIB brasileiro em 2014 foi de 0,1% e, segundo dados da Associação Brasileira de Franchising (ABF), o faturamento das franquias cresceu 7,7% no mesmo período, alcançando um faturamento de R$ 128,8 bilhões. Ou seja, investir em franquias pode ser uma boa alternativa neste cenário de crise financeira.

Outro aspecto relevante é a baixa taxa de mortalidade das franquias, que atualmente é de 3,7%. No mesmo segmento de franquias, mas considerando apenas as microfranquias, a taxa de mortalidade é um pouco maior e, em 2014, foi de 8,4%. De qualquer forma, na comparação com as taxas do varejo restrito em geral (franquias e não franquias), as taxas de insucesso no setor de franquias são menores.

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