Câmbio derruba as exportações de calçados neste início de ano

O primeiro mês do ano não trouxe boas notícias para os exportadores brasileiros de calçados. Conforme dados elaborados pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), os embarques caíram 1,2% tanto em receita como em pares na relação com igual mês de 2017, encerrando o período com 11,24 milhões de pares exportados que geraram US$ 11,24 milhões.

O presidente-executivo da Abicalçados, Heitor Klein, lamenta, mas diz que a queda não é surpreendente. “Tivemos uma valorização muito relevante do real ante o dólar nos últimos meses de 2017, o que tornou o nosso produto menos competitivo no exterior”, avalia o executivo, ressaltando que o dólar americano na faixa de R$ 3,20, como chegou a ser registrado nos últimos meses do ano passado, prejudica, em muito, a competitividade, especialmente em mercados mais sensíveis ao preço, como os Estados Unidos. “Os norte-americanos, historicamente os principais consumidores de calçados brasileiros no exterior, diminuíram suas compras em função do valor médio do nosso produto”.

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Processo para importação de produtos médicos e farmacêuticos fica mais fácil

O governo brasileiro flexibilizou as regras para a importação de produtos que dependem da fiscalização da vigilância sanitária a partir deste ano. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou, em meados de janeiro, a resolução RDC 208/2018 que eliminou exigências da norma vigente anteriormente, deixando mais simples e menos burocrático o processo de importação de remédios, equipamentos médicos, alimentos e outros produtos que estão sujeitos à fiscalização da vigilância sanitária.

Com isso, produtos de origem farmacêutica, alimentos, insumos médicos, cosméticos, próteses ortopédicas e outros que dependem da liberação dos agentes da vigilância sanitária passarão por um novo fluxo que, segundo a Anvisa, deve ser mais rápido. O diretor do Grupo Casco Comércio Exterior e Logística, Paulo Ferreira, explica que entre as novidades, estão a alteração no prazo e na rotulagem. Antes, o importador ou despachante tinha apenas dez dias para se posicionar quando a Licença de Importação – documento eletrônico registrado no Sistema integrado de comércio exterior (Siscomex) onde estão todas as informações do produto e da operação – entrava em exigência. Agora, esse prazo aumentou para 30 dias.

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Déficit da balança comercial de lácteos recua 7,4% em 2017

A balança comercial de lácteos fechou 2017 com um recuo de 7,4% no déficit em relação a 2016, de acordo com os dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Houve uma redução de 15% nas importações, que passaram de US$ 658,37 milhões em 2016 para US$ 561,91 milhões em 2017. Já as exportações geraram um faturamento total de US$ 112,58 milhões, o que representa uma queda de 34% em relação aos US$ 173 milhões de 2016.

“O ano de 2017 teve dois diferenciais importantes. A Venezuela, mesmo continuando a ser o principal destino de lácteos brasileiros com US$ 16,97 milhões, perdeu significativa importância. Em 2016, aquele país representou pouco mais que 48% das exportações brasileiras de lácteos. Já em 2017 este percentual caiu para 15%. Além disso, o Brasil passou a exportar para 53 países (Venezuela, Arábia Saudita, Chile, EUA, Argélia e Emirados Árabes Unidos foram os principais), nove a mais do que os 44 do ano passado, fato que contribui para a desconcentração das vendas”, explica Marcelo Martins, diretor-executivo da Associação Brasileira de Laticínios (Viva Lácteos).

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Iniciativas do governo e retomada da economia marcam o mês de janeiro no comércio exterior

Empresários e profissionais que trabalham na área de comércio exterior tiveram um mês de janeiro bastante movimentado. Além de sinais claros de que a economia brasileira está realmente recuperando o fôlego, o que implica em aumento na movimentação de mercadorias que entram e saem do país, o governo brasileiro também resolveu rever algumas questões importantes já no começo do ano, como a redução na alíquota de impostos para produtos que estavam em falta no mercado interno e a ampliação de funções já previstas do Portal Único de Comércio Exterior para novas exportações amparadas pelo regime de drawback suspensão.

O drawback é um regime aduaneiro especial que garante a desoneração na importação ou aquisição interna de insumos utilizados na fabricação de bens voltados para a exportação. O Portal Único de Comércio Exterior é uma ferramenta que deve modernizar os processos e fluxos para importação e exportação no Brasil, reduzindo a burocracia e facilitando o trâmite e a fiscalização das cargas e produtos. Com a implantação desse novo processo, que deve estar funcionando em sua totalidade até o final de 2018, o objetivo é reduzir os prazos e os custos das operações, o que deve contribuir para aumentar a competitividade dos produtos brasileiros no exterior.

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Forno de Minas inicia exportação para a China

O país mais populoso do mundo acaba de receber o primeiro container de pão de queijo da Forno de Minas. A China foi o destino escolhido pela companhia para dar continuidade ao projeto de expansão de sua presença internacional. A tradicional iguaria mineira poderá ser encontrada em Shanghai em cafeterias, redes de hotéis e restaurantes. “O mercado chinês é grande em tamanho e potencial. Iniciaremos a inserção do pão de queijo em canais de food service com o objetivo que o produto se torne conhecido e que, posteriormente, possamos criar o hábito de consumo”, explica a gerente de Comércio Exterior da Forno de Minas, Gabriela Cioba.

A expectativa é que em pouco tempo o produto chegue a outras regiões do país. A Forno de Minas busca ampliar também a presença em mercados em que já opera como Japão e Emirados Árabes. A tradicional empresa de alimentos e a primeira a comercializar o pão de queijo congelado no Brasil objetiva transformar a iguaria em um produto global. O setor internacional é um dos que mais crescem na empresa e com metas de incremento de mais de 100% na receita da empresa até 2020.

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