Volume de contratos de crédito consignado quase dobra no primeiro trimestre

O volume de contratos de crédito consignado no Brasil quase dobrou no primeiro trimestre de 2017 em relação ao mesmo período do ano passado. A informação foi apurada pela Access, empresa de gestão documental, que presta BPO de formalização de contratos para as principais instituições financeiras do País.

Do total de cinco bancos que a Access atende, foram formalizados 1.156.203 contratos de crédito consignado nos três primeiros meses do ano. Na comparação com o mesmo período de 2016, esse montante totalizou 607.845. De acordo com a Access, esse volume foi 20% acima do previsto pelas próprias instituições. Eram esperados 962.000, segundo a companhia. O levantamento apontou ainda que o Estado do Rio de Janeiro apareceu com 27,8% dos contratos formalizados, com valor médio de parcelas de R$ 481,90. Em seguida, aparece São Paulo, com 15% do total e parcelas de R$ 309,8, e Distrito Federal, que soma 7% dos empréstimos, com valor médio de R$ 617,8. A quantidade média de parcelas foi de 60 no Rio de Janeiro, 64 em São Paulo e 76, no Distrito Federal. A maior parte desses contratos foi destinada para mulheres (61,23%) e para pessoas com o estado civil casado (72%).

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Recuperação de crédito sobe 1,6% em maio

O indicador de recuperação de crédito – obtido a partir da quantidade de exclusões dos registros de inadimplentes da base da Boa Vista SCPC – apontou aumento de 1,6% na análise mensal dessazonalizada, enquanto na variação acumulada em 12 meses (junho de 2016 até maio de 2017) foi observada queda de 1,1%. Na análise interanual (mesmo mês de 2016) houve queda de 7,2%, conferindo uma queda de 0,6% no acumulado do ano frente ao mesmo período do ano anterior.

Em termos regionais, na comparação em 12 meses observou-se alta somente na região Sudeste, de 1,5%. Para as demais regiões, ficou a seguinte configuração: Norte (-8,5%), Centro-Oeste (-6,0%), Sul (-1,0%) e Nordeste (-3,6%).

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Incertezas políticas se refletem no mercado de crédito

O mês de maio mostrou resultados desanimadores com relação ao mercado de crédito, a propensão a tomar novos empréstimos e a segurança do crédito. Segundo a Pesquisa de Risco e Intenção e Endividamento (PRIE), elaborada mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), em maio, o Índice de Intenção de Financiamento registrou 15,6 pontos, queda de 16,4% em relação a abril, porém, ainda é 8,5% superior ao registrado no mesmo mês de 2016, quando o indicador alcançou 14,4 pontos.

O Índice de Segurança de Crédito também apresentou retração no mês, passando dos 82 pontos em abril para 72,3 pontos em maio, recuo de 11,8%. Na comparação com o mesmo mês de 2016, houve queda de 9,7%, quando o indicador estava em 80,1 pontos. A segurança de crédito apresentou maior queda (19,7%) entre os consumidores endividados, passando dos 64,9 pontos em abril para os atuais 52,2 pontos e retração de 17,3% na comparação com o mesmo mês de 2016, quando foram alcançados 63,1%. Entre os não endividados, houve queda de 9,4% na comparação mensal e retração de 5,1% no contraponto anual.

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Demanda das empresas por crédito recua 12,2% em abril

Conforme apurou o Indicador Serasa Experian de Demanda das Empresas por Crédito, houve queda de 12,2% na demanda por crédito em abril/17 em relação a março/17. Em relação ao mesmo mês do ano passado, a procura das empresas por crédito recuou 5,7% em abril/17. No acumulado do ano até abril/17, a demanda das empresas por crédito exibiu queda de 2,6% em relação mesmo período do ano passado.

De acordo com os economistas da Serasa Experian, a procura por crédito por parte das empresas ainda segue bastante deprimida neste início de ano, apesar da economia estar demonstrando alguns sinais de saída da recessão. A elevada inadimplência empresarial, ocasionando uma certa restrição da oferta de crédito às empresas, acaba também contribuindo para um cenário de crédito corporativo ainda enfraquecido. Nas micro e pequenas empresas, a queda da demanda por crédito em abril/17 foi de 12,6%. Já a demanda por crédito das médias empresas caiu 2,7% e, das grandes empresas, 0,9% neste quarto mês de 2017.

Demanda por Crédito do Consumidor cai 2,3% em abril

A Demanda por Crédito do Consumidor caiu 2,3% em abril com ajuste sazonal frente a março, de acordo com dados nacionais da Boa Vista SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito). Já na avaliação dos valores acumulados em 12 meses (maio de 2016 até abril de 2017 frente aos 12 meses antecedentes) houve desaceleração da queda (0,9 p.p. frente ao resultado de março), atingindo -8,5%. Já na análise interanual (contra o mesmo mês do ano anterior) houve queda de 0,6%. Considerando os segmentos que compõem o indicador de Demanda por Crédito do Consumidor, a avaliação em 12 meses mostrou que nas instituições financeiras houve queda de 13,4%, enquanto para o segmento não-financeiro a diminuição foi de 5,4%.

Apesar de algumas melhorias econômicas já em curso, os resultados da tendência do indicador ainda demostram uma demanda por crédito fragilizada. Fatores como altas taxas de juros, rendimentos reais negativos e desemprego elevado ainda se mostram como variáveis condicionantes deste cenário que impõe maior cautela e aversão ao consumo por parte das famílias. Apesar disso, a perspectiva de redução de juros e de inflação deverá aumentar a confiança dos agentes e, consequentemente, contribuir para a retomada do crescimento da procura por crédito a partir do segundo semestre deste ano.