Demanda das empresas por crédito cai 4,5% no primeiro semestre

A demanda das empresas por crédito caiu 4,5% no primeiro semestre de 2017 em comparação com o primeiro semestre do ano passado. Foi o que apurou o Indicador Serasa Experian de Demanda das Empresas por Crédito. Foi o pior resultado para um primeiro semestre desde 2013 quando, naquele ano houve retração de 4,7% no acumulado dos primeiros seis meses na demanda empresarial por crédito.

Olhando apenas o mês de junho/17, houve queda de 6,6% na demanda por crédito empresarial em relação a maio/17, e recuo de 10,7% na comparação interanual, isto é, comparativamente a junho/16. De acordo com os economistas da Serasa Experian, a retração da demanda empresarial por crédito no primeiro semestre deste ano é consequência direta do fraco desempenho da economia sobre o dia-a-dia das empresas. Com vendas e produção estagnadas, há menor necessidade de capital de giro para a produção, como também para investimentos.

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Volume de contratos de crédito consignado quase dobra no primeiro trimestre

O volume de contratos de crédito consignado no Brasil quase dobrou no primeiro trimestre de 2017 em relação ao mesmo período do ano passado. A informação foi apurada pela Access, empresa de gestão documental, que presta BPO de formalização de contratos para as principais instituições financeiras do País.

Do total de cinco bancos que a Access atende, foram formalizados 1.156.203 contratos de crédito consignado nos três primeiros meses do ano. Na comparação com o mesmo período de 2016, esse montante totalizou 607.845. De acordo com a Access, esse volume foi 20% acima do previsto pelas próprias instituições. Eram esperados 962.000, segundo a companhia. O levantamento apontou ainda que o Estado do Rio de Janeiro apareceu com 27,8% dos contratos formalizados, com valor médio de parcelas de R$ 481,90. Em seguida, aparece São Paulo, com 15% do total e parcelas de R$ 309,8, e Distrito Federal, que soma 7% dos empréstimos, com valor médio de R$ 617,8. A quantidade média de parcelas foi de 60 no Rio de Janeiro, 64 em São Paulo e 76, no Distrito Federal. A maior parte desses contratos foi destinada para mulheres (61,23%) e para pessoas com o estado civil casado (72%).

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Recuperação de crédito sobe 1,6% em maio

O indicador de recuperação de crédito – obtido a partir da quantidade de exclusões dos registros de inadimplentes da base da Boa Vista SCPC – apontou aumento de 1,6% na análise mensal dessazonalizada, enquanto na variação acumulada em 12 meses (junho de 2016 até maio de 2017) foi observada queda de 1,1%. Na análise interanual (mesmo mês de 2016) houve queda de 7,2%, conferindo uma queda de 0,6% no acumulado do ano frente ao mesmo período do ano anterior.

Em termos regionais, na comparação em 12 meses observou-se alta somente na região Sudeste, de 1,5%. Para as demais regiões, ficou a seguinte configuração: Norte (-8,5%), Centro-Oeste (-6,0%), Sul (-1,0%) e Nordeste (-3,6%).

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Incertezas políticas se refletem no mercado de crédito

O mês de maio mostrou resultados desanimadores com relação ao mercado de crédito, a propensão a tomar novos empréstimos e a segurança do crédito. Segundo a Pesquisa de Risco e Intenção e Endividamento (PRIE), elaborada mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), em maio, o Índice de Intenção de Financiamento registrou 15,6 pontos, queda de 16,4% em relação a abril, porém, ainda é 8,5% superior ao registrado no mesmo mês de 2016, quando o indicador alcançou 14,4 pontos.

O Índice de Segurança de Crédito também apresentou retração no mês, passando dos 82 pontos em abril para 72,3 pontos em maio, recuo de 11,8%. Na comparação com o mesmo mês de 2016, houve queda de 9,7%, quando o indicador estava em 80,1 pontos. A segurança de crédito apresentou maior queda (19,7%) entre os consumidores endividados, passando dos 64,9 pontos em abril para os atuais 52,2 pontos e retração de 17,3% na comparação com o mesmo mês de 2016, quando foram alcançados 63,1%. Entre os não endividados, houve queda de 9,4% na comparação mensal e retração de 5,1% no contraponto anual.

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Demanda das empresas por crédito recua 12,2% em abril

Conforme apurou o Indicador Serasa Experian de Demanda das Empresas por Crédito, houve queda de 12,2% na demanda por crédito em abril/17 em relação a março/17. Em relação ao mesmo mês do ano passado, a procura das empresas por crédito recuou 5,7% em abril/17. No acumulado do ano até abril/17, a demanda das empresas por crédito exibiu queda de 2,6% em relação mesmo período do ano passado.

De acordo com os economistas da Serasa Experian, a procura por crédito por parte das empresas ainda segue bastante deprimida neste início de ano, apesar da economia estar demonstrando alguns sinais de saída da recessão. A elevada inadimplência empresarial, ocasionando uma certa restrição da oferta de crédito às empresas, acaba também contribuindo para um cenário de crédito corporativo ainda enfraquecido. Nas micro e pequenas empresas, a queda da demanda por crédito em abril/17 foi de 12,6%. Já a demanda por crédito das médias empresas caiu 2,7% e, das grandes empresas, 0,9% neste quarto mês de 2017.