Pastelaria é um negócio para empreendedores de todos os portes, mas que exige um bom ponto comercial

pastelO pastel é um alimento simples, barato, gostoso  e tem um público consumidor numeroso e diversificado.  Aliás, o setor de alimentação é bastante competitivo, mas há um certo grau de complementaridade entre os estabelecimentos. Por exemplo, podem ser  encontradas pastelarias,lanchonetes,  bares e restaurantes convivendo lado a lado, criando-se polos de alimentação e opções diversificadas para o consumidor.

E pelas leis da economia, se há demanda há oferta. Existem pastelarias por todo o Brasil, sejam empresas pequenas, individuais, ou mesmo redes de pastelarias, inclusive com franquias. Para o empreendedor que pensa em investir nesse ramo de atividade, é interessante avaliar as tendências dos consumidores para verificar quais os principais produtos consumidos, identificar nichos específicos de mercado como diferentes tamanhos de massas e pesos das embalagens e buscar diferentes canais de distribuição para se diferenciar de potenciais concorrentes.

Já a escolha do ponto comercial irá responder  por até 25% do sucesso de uma pastelaria . Por isso, o ideal é buscar  locais de grande circulação de pessoas e veículos,  como terminais de ônibus e praças de alimentação,  que são  promessa de um bom faturamento.

Quanto ao investimento, ele vai variar de acordo com o porte do empreendimento. Não considerando itens como a aquisição do ponto comercial e estoque inicial de alimentos, o Sebrae  calcula que R$ 25 mil são mais do que necessários para abrir uma pequena pastelaria.  Já se opção  for por uma franquia, o investimento saltará para R$ 450 mil.

Sebrae realiza nova edição da Semana do Microempreendedor Individual no Paraná

O Sebrae/PR promove entre os dias 1º e 6 de julho mais uma edição da Semana do Microempreendedor Individual. O evento nacional, que já é tradição no Paraná, acontece nas Salas do Empreendedor de mais de 60 cidades do estado e, em algumas localidades, como Curitiba, no escritório do próprio Sebrae/PR. Durante a Semana, serão realizadas orientações e oficinas para empreendedores já formalizados e também para aqueles que queiram regularizar seus negócios. Ao todo, estão programadas 6,5 mil orientações em todo o Paraná.

A lei que instituiu a figura jurídica do microempreendedor individual nasceu em julho de 2009, com a intenção de tirar da informalidade os empreendedores com faturamento bruto anual de até R$ 60 mil, garantindo-lhes benefícios empresariais, como Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), e previdenciários, como aposentadoria por idade. Desde setembro de 2009, quando passou a funcionar o Portal do Empreendedor, meio utilizado pelos empreendedores para regularizarem sua situação, mais de 163 mil paranaenses já se formalizaram.

Carlos do Rocio Fernandes Tetzlaff conhece bem o custo da informalidade. Ele trabalhou no ramo de pintura e elétrica por mais de 40 anos, sem formalização. Na Semana do Microempreendedor Individual do ano passado, Tetzlaff decidiu se regularizar porque estava perdendo dinheiro. “Deixei de fazer muitos trabalhos grandes. Mas isso mudou quando passei a ter o meu CNPJ. Achei o processo fácil e barato. Agora recolho para o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e, se sofrer algum acidente de trabalho, receberei o benefício em caso de afastamento”, diz.

O gerente de Atendimento Individual do Sebrae/PR, André Basso, afirma que esta é uma oportunidade imperdível para se formalizar e para os microempreendedores individuais se aprimorarem em seus negócios. “Os microempreendedores individuais que estão regularizados podem aproveitar as informações que estarão disponíveis gratuitamente, para aumentarem as possibilidades de sucesso, avançarem e terem um futuro empresarial mais interessante. É o momento de trocar ideias com os consultores e especialistas do Sebrae/PR que podem e que querem ajudá-los.” “Manter-se na informalidade significa perder oportunidades, porque muitas empresas só contratam serviços mediante nota fiscal”, complementa.

André Basso destaca o caráter educativo da Semana. Ele conta que serão oferecidas cerca de 200 oficinas, número quase duas vezes maior do que em 2012. “Temos mais palestras neste ano, porque a quantidade de microempreendedores aumentou. Optamos por oficinas, porque sabemos que os microempreendedores individuais não dispõem de muito tempo para participar de cursos. A palestras serão práticas e darão ‘ferramentas’ para que eles possam avaliar se as táticas que estão usando em seus empreendimentos são adequadas para garantir estabilidade e crescimento”, afirma. Estão previstas oficinas sobre como vender mais, como controlar o dinheiro, e o que saber para melhorar os resultados nos negócios. E também oficinas sobre como criar um modelo de negócio inovador.

O gerente de Atendimento Individual do Sebrae/PR explica que outro foco da Semana é orientar os microempreendedores individuais formalizados sobre suas obrigações empresariais. “Estimamos que 35% dos empreendedores que aderiram à legislação não estão com a declaração anual do Simples Nacional (sistema tributário das micro e pequenas empresas) em dia. A prestação de contas à Receita Federal é obrigatória e o não encaminhamento implica em punição, que pode levar ao cancelamento do CNPJ. A Semana é uma oportunidade imperdível para resolver, por exemplo, esse tipo de pendência, tudo de graça e com o auxílio de consultores.”

A Semana do Microempreendedor Individual está em sua quinta edição e, neste ano, será realizada maciçamente nas Salas do Empreendedor, espaços criados em todo o Estado para atender empresários e potenciais empresários de micro e pequenas empresas, como manda a Lei Geral da Micro e Pequena Empresa, legislação nacional que estimula os pequenos negócios. A estratégia é diferente da usada em anos anteriores, quando as atividades eram realizadas em praças públicas de cidades maiores. A consultora do Sebrae/PR, Joana D’Arc Julia de Melo, diz que a mudança permitiu uma maior abrangência, o que poderá ser conferido a partir desta segunda-feira, dia 1º.

“Antes, somente os municípios com maior densidade empresarial recebiam a Semana e problemas como o deslocamento impediam que muitos microempreendedores individuais e empreendedores informais de cidades pequenas se beneficiassem das ações oferecidas pelo Sebrae/PR”, assinala Joana D’Arc Julia de Melo. Nesta edição da Semana, de acordo com a consultora, o Sebrae/PR conseguiu firmar parcerias com as Prefeituras de mais de 60 municípios do Estado, que vão ceder as Salas do Empreendedor para a realização das atividades.

Como abrir uma casa lotérica e ser dono de um negócio rentável

lotéricaQuem está em busca de uma oportunidade de negócio para investir talvez já tenha pensado em abrir uma Casa Lotérica. Afinal elas estão sempre lotadas de gente apostando na sorte, pagando contas de luz, água telefone e inclusive carnês bancários, o que revela ser um excelente negócio!
Entretanto, para abrir uma Unidade Lotérica é necessário obter autorização formal da Caixa. Essa autorização é concedida mediante licitação, baseada em critérios preestabelecidos em edital. Uma comissão interna da Caixa analisa as propostas técnicas, levando em consideração itens como por exemplo o ponto escolhido, atuação comercial e nível de escolaridade do empreendedor. A Caixa também exige que as instalações das casas lotéricas sejam padronizadas de acordo com projeto estabelecido, que vai desde os equipamentos até a padronização da loja. Para isso, presta assessoria e orientação aos interessados. E alguns equipamentos, inclusive, são fornecidos pela Caixa, sob regime de comodato, sem ônus para o empresário.

Já para calcular o investimento inicial de uma Casa Lotérica quando a aquisição é feita por meio de concorrência pública é necessário somar o valor do lance oferecido aos custos com padronização e reformas necessárias conforme contrato firmado com a Caixa Econômica Federal.  Entretanto, se a opção for por adquirir uma Casa Lotérica já existente, o investimento será mais alto. A transação de compra e venda é realizada mediante transferência do direito de exploração de algum empresário já estabelecido no ramo com a devida autorização da Caixa Econômica Federal. O valor de comercialização é negociado entre as partes, sem interferência da CAIXA, no entanto, é necessário que quem esteja comprar o direito de permissão realize o pagamento de uma taxa de transferência para Caixa Econômica Federal .

Confira passo a passo como abrir uma loterica:

1-     O candidato que tenha os requisitos básicos para abrir uma casa lotérica, precisa desenvolver um plano de negócio, que o Sebrae local pode ajudar. Nele deve constar o ponto e seu potencial, concorrência e todas as informações que o plano de negócio pede. Paralelamente a isso deve providenciar a documentação que a Caixa exigirá na hora de candidatar-se a licitação.

2-     Não é mais necessário esperar determinada época do ano para participar de uma licitação. Desde 2008 o processo é contínuo, toda vez que há um candidato interessado, com os requisitos básicos para abrir uma casa lotérica é aberto processo licitatório. Então com o plano de negócios e a documentação necessária em mãos, o empresário deve procurar uma agência da Caixa e falar de seu interesse de obter autorização formal para abertura de casa lotérica.

3-     Aguardar o resultado da licitação e se favorável terá que pagar a Tarifa de Permissão,  assinar o Contrato de Adesão com a Caixa, fazer o treinamento obrigatório dado pela Caixa a novos empresários lotéricos, aguardar a instalação dos móveis e equipamento, cedidos pela instituição financeira em regime de comodato e só depois começar a atuar no mercado.

É importante saber ainda que a casa lotérica só poderá mudar de endereço ou realizar qualquer mudança na loja com autorização da Caixa.

Abrir uma loja de aparelhos celulares é entrar num setor que não para de crescer, mas que exige conhecimento e tecnologia

CelularesVender aparelhos celulares significa estar num mercado que nunca para de crescer e se modernizar, do ponto de vista tecnológico. O ano passado, por exemplo, o celular foi um dos bens mais adquiridos pelos consumidores brasileiros e, este ano, as vendas continuam em ritmo ascendente. O Brasil possui 192 milhões de habitantes e, no final de maio, o número de celulares somava um total 265 milhões. Isso significa que para cada grupo de 100 brasileiros existem 134 aparelhos celulares, informa a Anatel.

Antes de abrir uma loja de celulares, o empreendedor deverá optar se quer vender todas as marcas de aparelhos ou representar uma única operadora. Caso a opção de negócio seja por representar uma única marca, o modelo seguirá como uma franquia, na qual os procedimentos e logística seguem um padrão pré-definido. Já se a sua opção de negócio for pelo caminho das multimarcas, o empresário precisará manter contato com vários fornecedores. Geralmente as fábricas de telefones celulares e acessórios mantêm representantes em todas as cidades de médio e grande porte do país. Assim, o melhor é adquirir os produtos junto a esses representantes, reduzindo o custo de deslocamento até os fabricantes.

Além da comercialização, o empreendedor também poderá optar pelo conserto de celulares, que pode ser considerada uma alternativa complementar interessante, mas serão necessários alguns cuidados específicos, como a contratação de técnicos qualificados.

Já o ponto da loja deve considerar um local de fácil acesso, com boas condições de urbanização, segurança, estacionamento facilitado e movimentação de público. Uma loja no centro da cidade atenderá um público mais diversificado. Portanto, a loja deverá ter um perfil multimarcas, com maior variedade de produtos e boa elasticidade de preços. Já um ponto comercial num bairro nobre, ao contrário, exigirá uma loja especializada ou até mesmo uma franquia. Lojas e quiosques em shopping são uma opção para quem tem um grande capital para investir.

Por último, segundo o Sebrae, o empreendedor não deve se esquecer que contra os concorrentes, o pequeno negócio dispõe de alguns diferenciais como atendimento personalizado e qualificado (com pessoal uniformizado e bem humorado), logística (entrega em domicílio) e qualidade nos produtos.

Apesar do alto investimento, aluguel de quadras esportivas é um negócio cresce há mais de 10 anos

cancha futebolSegundo a Confederação Brasileira de Futebol de Salão existem hoje mais de 4 mil clubes e mais de 300  mil atletas inscritos oficialmente. Extra oficialmente acredita-se que 1 milhão de pessoas joguem futebol de forma amadora em todo o País. Outros milhares de pessoas também jogam vôlei e basquete com certa regularidade. Diante da falta de espaços públicos de qualidade para a prática desses esportes, um número cada vez maior de pessoas tem procurado empresas especializadas na locação de quadras, principalmente em áreas urbanas. Outro aspecto que ajudou no crescimento deste setor nos últimos 10 anos foi a diminuição do custo para a construção das quadras e o avanço da tecnologia da grama sintética, que é o principal material utilizado neste tipo de empresa.

O empreendedor interessado em investir em quadras de esportes para locação deve estar atento à localização do seu negócio. Locais distantes de residências ou do trabalho dos clientes tornam-se um fator de desmotivação para ir ao estabelecimento com mais frequência. Instalar a empresa em avenidas, bairros com muita movimentação de pessoas e veículos é o ideal, pois a própria estrutura do negócio, que deve ter uma área  mínima de 3 mil metros quadrados,  torna-se um chamariz da clientela. Entretanto, um fator de preocupação nas localizações privilegiadas é o alto custo do aluguel.

Quanto ao valor a ser investido neste tipo de negócio, ele vai depender de um conjunto de decisões, como por exemplo, se o imóvel será comprado ou alugado, quantas quadras serão construídas e as modalidades esportivas que estarão disponíveis. De acordo com cálculos do Sebrae, para um pequeno negócio em imóvel alugado, com até 3 quadras esportivas, o investimento inicial é de R$ 168 mil.  Agora, o empreendedor  que está interessado em abrir uma quadra de esportes, mas não tem todo o dinheiro previsto para o negócio, tem como opção arrendar quadras que estejam ociosas em clubes, escolas e outras organizações. Outra opção é a compra de grama sintética usada. Já um  fator importante é manter a equipe treinada para atender com qualidade, presteza e atenção os clientes e demais pessoas que frequentem o estabelecimento.

Somente em Curitiba, existem 54 quadras esportivas para locação.