Educação empreendedora entra na pauta das escolas brasileiras

Educadores, especialistas internacionais e reitores de universidades estarão reunidos entre os dias 27 e 29 de maio em Brasília para discutir sobre novos rumos da educação empreendedora nas escolas brasileiras. O Encontro Nacional da Educação Empreendedora, promovido pelo Sebrae, vai focar no desenvolvimento do comportamento empreendedor como parte da formação de novos profissionais.  “A sociedade contemporânea exige pessoas empreendedoras, autônomas, com competências múltiplas, que saibam trabalhar em equipe, tenham capacidade de aprender com situações novas e complexas, que enfrentam novos desafios e promovem transformações”, afirma o presidente do Sebrae, Luiz Barretto. “Por isso é importante discutir a educação empreendedora, pois assim, desde cedo, o empreendedorismo é desenvolvido e lapidado nesses profissionais do futuro”, arremata.

O objetivo do encontro é debater com educadores de relevância nacional e internacional a importância da inserção do empreendedorismo no ensino formal. Ao estudarem a disciplina, os alunos se preparam para o mercado de trabalho, seja seguindo carreira em uma empresa, seja abrindo o próprio negócio. A matéria desafia o estudante a raciocinar e a buscar aprender de forma sólida conceitos, conhecimentos e técnicas que o ajudam a resolver problemas do dia a dia com os quais ele terá de lidar na vida profissional. Assim, são formados profissionais que sabem pesquisar preços, discutir sobre o funcionamento de uma empresa e têm uma noção sobre marketing. Haverá painéis e discussões sobre como o tema é tratado por professores e estudantes no ensino fundamental, médio e superior e os resultados obtidos nas salas de aula e na vida dos futuros profissionais.

O primeiro dia do evento contará com a presença do ministro da Micro e Pequena Empresa, Guilherme Afif Domingos. A programação será dedicada à questão do desenvolvimento das características do comportamento empreendedor nas pessoas. Entre as ações estará em debate o seminário Empretec, metodologia da Organização das Nações Unidas (ONU) aplicada no Brasil há 20 anos pelo Sebrae. Ao todo, 34 países promovem essa capacitação no mundo todo.

A mexicana naturalizada americana Marina Fanning, uma das consultoras da ONU que ajudou a idealizar o Empretec, em 1982, será uma das palestrantes. O músico e empreendedor Carlinhos Brown dará seu depoimento sobre como o empreendedorismo mudou sua vida.

Hotel para animais ou pet hotel é um negócio altamente lucrativo e em expansão

hotel-petO crescente status dos animais de estimação disparou uma onda sem precedentes de ofertas criativas de produtos e serviços. Foi-se o tempo em que o mercado se resumia a brinquedos de pelúcia e bolas de borracha. Atualmente, os donos não poupam esforços em proporcionar para seus bichinhos artigos de luxo como carne orgânica, petiscos vegetarianos, coleiras de pérolas, planos de saúde animal, roupas e até cosméticos. Para alguns proprietários, não há limites para satisfazer os “desejos de seus animais”.  E o mercado não se restringe apenas a cães e gatos. A biodiversidade brasileira contribui para o crescimento da onda de criação de animais exóticos, como iguanas, cobras, furões, entre outros. Estes animais, com alguma variação, também demandam produtos e serviços especializados.

Neste efervescente segmento, centenas de pequenos empreendedores estão farejando oportunidades de negócios.  Um empreendimento que pode ser altamente lucrativo é o hotel para animais domésticos, ou pet hotel, que substituiu os antigos canis. Só em Curitiba existem 12 hotéis para animais. Alguns empreendimentos possuem acomodações com suítes privadas, camas em plataformas elevadas, e cabines  para que os animais recebam ligações de seus donos. Tudo isso para amenizar o sofrimento dos animais durante a ausência do dono e, principalmente, tranquilizar os donos, assegurando que seus bichos estão sendo bem cuidados neste período.

Quanto à  localização do ponto comercial, essa é uma decisão estratégica para a implantação de um hotel para animais domésticos. Dentre todos os aspectos importantes para a escolha do ponto, deve-se considerar prioritariamente o perfil dos consumidores locais, a concorrência, os fatores de acesso, a visibilidade, a proximidade com fornecedores e a limpeza do local. Outra característica importante é um certo isolamento do hotel. Animais tendem a ficar inquietos e agitados longe de casa, causando muito ruídos, principalmente à noite. Vizinhos muito próximos podem reclamar e inviabilizar o funcionamento do negócio. Assim sendo, chácaras e terrenos afastados minimizam estes problemas.

Já o investimento vai variar muito de acordo com o porte do empreendimento. Segundo cálculos dos consultores do Sebrae, um hotel com faturamento mensal de R$ 10 mil exigirá um investimento inicial de R$ 300 mil. Existe também a opção da franquia, interessante por ser mais fácil do que abrir o negócio por conta própria. O sistema é indicado para aqueles que não têm experiência no setor, e querem contar com treinamento e marketing especializados.

Por último, se bem gerenciado, pode-se concluir que o investimento no ramo de hotéis para animais domésticos pode ser considerado um negócio “bom pra cachorro”.

Endeavor lança curso de empreendedorismo a distância

Renata-ChilvarquerA Endeavor Brasil, organização internacional sem fins lucrativos que fomenta o empreendedorismo de alto impacto, lança o primeiro curso de ensino à distância (EAD) para levar ao empreendedor ferramentas e conteúdo sobre como criar um negócio de alto crescimento. São módulos com duração entre três e seis horas que contém vídeos, exercícios e materiais complementares. Instalado em plataformas 100% online, as aulas contam com casos reais de empreendedores, especialistas e mentores brasileiros, oriundos da rede da Endeavor Brasil que, por sua vez, possui mais de 12 anos de experiência no mercado brasileiro selecionando e apoiando empreendedores.

Pesquisas realizadas pela Endeavor Brasil apontam que 60% dos jovens brasileiros querem empreender, mas apenas 38% procuram se preparar para isso. Além disso, dos quatro principais problemas enfrentados pelos empreendedores do país, três estão ligados à falta de conhecimento em gestão de pessoas, fluxo de caixa e como administrar um negócio. “Buscamos com o curso compartilhar o conhecimento e a experiência que a organização possui com milhares de potenciais empreendedores e a nossa forte rede de mentores, que estão entre os executivos das principais empresas do país e conhecem tudo sobre o mundo dos negócios”, conta Renata Chilvarquer (foto), gerente de Educação da Endeavor. “Jamais seria possível reunir todos eles em uma sala de aula”, complementa ela.

Entre os principais nomes que participam do primeiro módulo estão Luiz Eduardo Serafim (3M), Leila Vélez (Beleza Natural), Valério Dornelles (Tecno Logys), André Bianchi (Bianchi & Associates), Marcelo Salim (Rava Corporation) e casos inspiradores, como o do fundador da Embraer, Ozires Silva.

Até o fim do ano, a Endeavor disponibilizará dez edições que irão abordar as principais etapas da criação e manutenção de um negócio, e pulverizar a cultura de alto impacto promovida pela organização. “Queremos que qualquer pessoa que pretenda abrir um negócio tenha o pensamento de ter uma empresa de alto impacto, ou seja, que busque crescimento sustentável para gerar renda, empregos e desenvolvimento, e assim contribuir para mudar o país. Foi pelo EAD que vimos uma oportunidade de dividir com um número maior de pessoas todo esse conteúdo qualificado que absorvemos na Endeavor, de uma forma prática, online”, diz Renata.

Dois cursos já foram lançados: o primeiro, “Como escalar e inovar em seu negócio?”, abrange inovação, escala, mercado, modelo de negócio e estratégia futura. “São os pontos determinantes para o sucesso de uma empresa. Vamos levar o empreendedor a refletir sobre a sua ideia ou sobre o seu negócio atual”, conclui Renata. O segundo, “Marketing para empreendedores: ferramentas e estratégias”, abrange estratégia de marketing, posicionamento e criação de uma marca, engajamento de clientes através de ferramentas de propaganda, publicidade e promoção, entre outros tópicos. Os próximos cursos tratarão dos temas pesquisa de mercado, vendas, finanças, questões legais, entre outros.

Oficina de conserto de relógios exige baixo investimento e clientela diversificada

relógio-consertoO controle do tempo é fundamental para as pessoas de todas as idades. Afinal de contas tudo se move com o tempo e é o relógio que regula os horários e os dias. Com o avanço tecnológico não se pode admitir relógio atrasado ou com defeito. É necessário trocar a bateria, fazer limpeza, pequenos ajustes, ou revisão geral.

A exemplo de outros setores de prestação de serviços, o ramo de conserto de relógios sofreu diversas mudanças nas últimas décadas. No passado, os relógios eram tidos como joias de alto valor e passavam por várias gerações. Hoje ainda existem grandes marcas e relógios que são verdadeiras obras de arte. Há também um setor intermediário, que comercializa produtos de boa qualidade com preços mais acessíveis e grande durabilidade. Porém, o que predominam são os relógios de baixo valor e pequena durabilidade, cuja única função é informar as horas.

Isso fez com que o segmento de pequenas oficinas de conserto de relógios perdesse gradativamente seu espaço no mercado, restando atualmente poucos artesãos dedicados a esta prática. Aqueles que ainda exercem o ofício vêm atuando, principalmente no setor de relógios de alto valor e qualidade considerados intermediários. Os serviços mais comuns são a troca de pulseiras, pinos e baterias.

Para que o empreendimento realmente tenha sucesso é muito importante a diversificação da clientela. Já a localização do negócio se torna crucial para o desenvolvimento da atividade. Uma empresa de conserto de relógios deverá ser instalada em bairros populosos, proximidades de condomínios, ou em locais de grande frequência de público, que favoreça o estacionamento de veículos e possua boas condições ambientais para uma permanência agradável da clientela.

Quanto ao investimento, para uma pequena empresa de conserto de relógios, em imóvel alugado, o empreendedor deverá dispor de pouco mais R$ 18 mil, segundo cálculos do Sebrae.

Mercado é promissor para empresas especializadas em vitrines

vitrinismoO mercado de trabalho para as empresas especializadas na montagem de vitrines é bastante promissor, e ainda tem muito para crescer. Pesquisas apontam que uma vitrine bem concebida é responsável por 70% das vendas de uma loja, e exatamente por isso, deve ser tratada com muita atenção. O trabalho do vitrinista é passar ao consumidor a identidade do estabelecimento, conciliando o interesse de venda da loja e a necessidade de consumo do cliente.

Uma vitrine montada de maneira correta resultará no sucesso das vendas. Assim sendo, uma empresa de vitrinismo deverá ser concebida com visão profissional, desde o seu projeto embrionário, o que irá requerer uma avaliação objetiva sobre a forma de atuação, bem como as expectativas comerciais que esse tipo de empreendimento requer.

Quanto ao local para instalar uma empresa especializada em vitrines, o empreendedor deve considerar o fácil acesso e a boa visualização, de preferência que fique próxima a centros comerciais. E embora a atividade de vitrinista não seja um serviço que se realiza na sede da empresa, é importante que a empresa esteja bem localizada, buscando com isto além de dar visibilidade a sua marca, também possibilitar angariar novos clientes, através da exposição de sua fachada.

Já o investimento para montar este tipo de negócio é baixo. De acordo com cálculos do Sebrae, uma empresa de porte médio, instalada em imóvel alugado, exigirá um capital inicial de pouco mais de R$ 5 mil.

É importante  que o vitrinista tenha em mente que uma vitrine em exposição satura para o cliente muito rapidamente. É recomendável que uma vitrine não fique mais de 15 a 30 dias sem alteração. E mesmo nesse intervalo, a recomendação é ir trocando produtos e alterando cores. No caso de datas comemorativas, a substituição da decoração deve ser feita, no máximo, nos dois primeiros dias após o encerramento da data.