Setor de serviços bate recorde em número de pedidos de recuperações judiciais e de falências em 2017

De acordo com Indicador setorial Serasa Experian de Falências e Recuperações, dos 1420 pedidos de recuperação judicial requeridos no ano passado, 578 foram do setor de serviços (40,7% do total). Foi a maior participação deste setor nos pedidos de recuperação judicial desde 2006. Em seguida, 482 pedidos ocorreram no comércio (33,9% do total). A indústria registrou 313 requerimentos de recuperação (22,0% do total). Já o setor primário contabilizou 47 pedidos (3,3% do total).

De acordo com os economistas da Serasa Experian, apesar do ano de 2017 ter sido marcado pelo fim da recessão de 2015/16, nem todos os setores econômicos conseguiram exibir um bom desempenho, como o setor primário, por exemplo (queda de 5,0% para 3,3% nos pedidos de recuperação judicial). Neste sentido, o setor de serviços, ainda com baixo dinamismo no ano passado e que passando por dificuldades financeiras, aumentou sua participação no total de pedidos de recuperação judicial de 38,3% (2016) para 40,7% (2017), sendo este o maior valor da série histórica iniciada em 2006.

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Buscando dinheiro para sua startup? Dicas para negociar um bom investimento

Pedro Schaffa, advogado especialista em startups e PMEs.

O Brasil conta com mais de 4.200 startups afiliadas à Associação Brasileira de Startups (ABStartups) e esse número cresce todo dia. As startups se tornaram cada vez mais atrativas principalmente para jovens criativos que possuem o sonho de empreender ou criar um novo negócio. Gerenciá-las pode ser um desafio, mas quando o negócio começa a dar certo, é comum que grandes empresas demonstrem interesse de investimento ou compra total da startup.

Somente entre julho de 2016 a julho de 2017 o número de contratos entre grandes empresas e startups aumentou 194% no Brasil, segundo dados do 100 Open Startups – se comparado com o mesmo período do ano anterior – mostrando o potencial deste mercado. De acordo com Pedro Schaffa, advogado especialista em startups e PMEs e sócio fundador da SBAC, receber a oferta de um grande player pode ser o sonho de muitos empreendedores, porém, é preciso ficar de olho em diversos pequenos fatores para evitar que o valor da sua empresa seja reduzido numa negociação de compra ou investimento e que o investimento afunde seu negócio.

“A falta de conhecimento do dia a dia de uma empresa é um dos principais problemas que as startups enfrentam tanto no início da operação como no decorrer do seu funcionamento. Muitas vezes os empreendedores sabem muito do lado comercial e técnico, mas pouco do lado administrativo e burocrático de uma empresa”, explica, “isso pode fazer com que boas ideias sejam prejudicadas por má administração e o valor do negócio seja diminuído consideravelmente no momento de uma avaliação da empresa”.

O especialista dá dicas essenciais para startups que pretendem começar a negociar investimentos:

1. Recebi uma oferta e agora?
A proposta de receber um investimento pode ser irresistível para os empreendedores, mas é preciso analisar todas as possibilidades antes de fechar o negócio para que o sonho não acabe virando pesadelo. “Ao receber uma oferta, o empreendedor iniciante muitas vezes não imagina todos os aspectos jurídicos e burocráticos que precisa analisar. Ter uma consultoria jurídica especializada pode ajudar a evitar erros de principiante.

Investimentos em startups são muito diferentes de investimentos em empresas normais, pois muitas vezes o objetivo final de uma startup é usar o dinheiro para aumentar o próprio valor de mercado, visando uma venda futura, e não gerar capital para ser distribuído futuramente o lucro para os sócios. Nesta hora, contar com especialistas é essencial para entender a proposta que está na mesa, chegar em um preço que favoreça ambas as partes, e, até mesmo, rebater possíveis pontos que não atendam às necessidades do empreendedor e, principalmente, da startup”, explica Schaffa.

2. E o que pode diminuir o valor da venda?
O famoso valuation, ou valor de mercado da empresa, pode ser calculado de diversas maneiras diferentes, principalmente para empresas em estágio inicial, quando o que se está comprando é muito mais o potencial da startup do que seu momento atual. No entanto, há alguns pontos que sempre serão levados em conta no momento da avaliação.

“Quando trabalhamos pelo investidor ou comprador, há cinco coisas que sempre olhamos: o passivo trabalhista, o passivo tributário, os contratos com os clientes, as questões relacionadas à propriedade intelectual e a organização societária”, afirma. Às vezes, para ser rápido e economizar no momento inicial da empresa, os empreendedores contratam seus funcionários de maneira errada, pagam seus impostos a menor ou esquecem de firmar contratos com os seus clientes. Tudo isso terá reflexos no valuation da startup e, com certeza, diminuirá seu valor no momento do investimento, às vezes, essa diminuição é maior do que a economia que o empreendedor achou que estava tendo.

3. E quais são minhas obrigações?
Os empreendedores precisam ficar atentos às novas obrigações que terão na empresa após o investimento. É comum, por exemplo, o investidor exigir cláusulas que impedirão o empreendedor de sair da empresa por um certo tempo, de aumentar o próprio salário ou de abrir qualquer outro negócio que concorra com a startup. Além disso, é certeza que os investidores terão poderes de veto em algumas decisões da sociedade como tomada de empréstimo, aumento de gastos ou mudanças de sócios e funcionários chave.

De acordo com Schaffa, “muitas vezes, após receber um investimento, o empreendedor acaba se sentindo funcionário da própria empresa e fica frustrado ao perceber que o investimento custou sua liberdade”.

4. E o que eu nunca devo fazer numa negociação?
É muito comum que os empreendedores façam loucura no momento de receber o investimento. No entanto, é importante que a pessoa tenha uma visão global do investimento e consiga projetar no futuro quais os impactos da entrada de capital.

Contratos de investimento que contenham a não-diluição do investidor em rodadas futuras de investimento, que supervalorizam o valor atual da empresa ou que prevejam direitos exagerados para o investidor farão com que sua empresa tenha dificuldade em arrumar outros investimentos no futuro. Além disso, o empreendedor nunca deve garantir o investimento com os seus bens pessoais.

A função de um especialista neste momento, é verificar quais as cláusulas do contrato de investimento dificultarão a vida da startup e do empreendedor nos meses seguintes. “Muitas vezes, é melhor ficar sem o dinheiro do que vender a própria alma”, conclui Schaffa.

Percentual de cheques devolvidos permanece em 1,92% em janeiro

O número de cheques devolvidos (segunda devolução por falta de fundos) como proporção do total de cheques movimentados foi de 1,92% em janeiro 2018, registrando redução em relação ao ano anterior (-0,15 p.p.). Na comparação mensal, o percentual de cheques devolvidos sobre movimentados permaneceu estável em relação a dezembro, associado ao crescimento compensatório entre os cheques movimentados (0,7%) e devolvidos (0,8%) em janeiro.

Petrobras cria blindagem contra o governo para cobrir prejuízo de políticas intervencionistas

Gino Oyamada:  sociedade não se beneficia do proselitismo político.

A Petrobras colocou em seu estatuto artigos que obrigam o governo a ressarcir a empresa em caso de prejuízos com a concessão de subsídios aos preços dos combustíveis ou com investimentos de interesse público. A medida visa a evitar o uso político da empresa, tido como uma das razões para a crise financeira da estatal.

O consultor Gino Oyamada, da 3G Consultoria – Governança, Gestão e Gente, considera que a adaptação da Petrobras à chamada Lei das Estatais, é uma medida profilática. “A sociedade nunca se beneficia do proselitismo político. Subsidiar o preço da gasolina sangrando uma estatal de importância estratégica é um erro pelo qual várias gerações de brasileiros vão pagar”, avalia Gino, um dos especialistas pioneiros do Programa de Conselheiros das Estatais da Fundação Dom Cabral.

Carro por assinatura permite planejamento dos gastos mensais do veículo

A cada início de ano, milhões de brasileiros têm parte do orçamento comprometido com o pagamento de diversas contas como IPTU, matrícula e material escolar, IPVA, entre outras despesas. No caso do IPVA e licenciamento, muitos se esquecem de avaliar a questão antes de adquirir um veículo e acabam não se planejando para quitar esses tributos, o que também pode ocorrer com as despesas de manutenção e seguro do veículo.

Nesse cenário, a modalidade de carro por assinatura surge como alternativa para ajudar no planejamento financeiro. Por meio de uma mensalidade fixa, gastos com impostos, seguro e manutenções já estão incluídos.

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