Falências requeridas recuam em abril

falencias - quedaIngressaram em Juízo no mês de abril, 154 pedidos de falência em todo o país, conforme revela o Indicador Serasa Experian de Falências e Recuperações divulgado nesta sexta-feira (3). Em relação a março, quando foram ajuizados 157 requerimentos falimentares, houve uma queda de 1,9%. Na comparação com abril de 2002, a redução chegou a 6,7%.  Dos 154 pedidos de falência realizados em abril de 2013, 93 foram feitos por micro e pequenas empresas, 39 por médias e 22 por grandes.

Segundo os economistas da Serasa Experian, as quedas verificadas revelam que, mesmo lenta e não generalizada, a recuperação do mercado tem beneficiado alguns setores, possibilitando a retomada gradual das vendas, o que gera novas receitas. Quanto às falências decretadas, houve evolução em abril, na comparação com março. Vale ressaltar que as falências decretadas não refletem a conjuntura, uma vez que muitas decisões judiciais demoram até dois anos.

Nas recuperações judiciais requeridas, por sua vez, há um forte aumento em abril (77 pedidos contra 49 em março). Embora existam empresas com dificuldades financeiras, em razão do baixo crescimento econômico, o número de abril deve continuar estimulando o debate sobre a utilização desse instrumento.

Saída para famílias endividadas é fazer contas e buscar melhores taxas de juros do mercado

creditoDados da Confederação Nacional do Comércio (CNC) apontam que atualmente 63% das famílias brasileiras estão endividadas com cheques pré-datados, cartões de crédito, carnês de lojas, empréstimos pessoal, prestações de carro e seguros. O maior percentual de débito envolve cartões de crédito (76%), seguido de carnês (20%) e financiamento de carro (12%), enquanto o período de endividamento chega a seis meses, comprometendo cerca de 30% da renda familiar. De acordo com o diretor geral do Conglomerado Financeiro Barigüi, Rodrigo Pinheiro, “a situação é preocupante, porque está afetando o consumo das famílias e, consequentemente, a cadeia produtiva”.

Segundo ele, a maioria dos brasileiros não analisa previamente o valor pago com taxas de juros ao mercado antes da contratação das dívidas e não faz o “dever de casa” para se planejar. O pensamento de que basta caber no bolso para fechar negócio já está ultrapassado. Por conta disso, o Conglomerado Financeiro Barigüi lançou um simulador online que possibilita ao consumidor comparar diferentes produtos e suas taxas médias. Assim, é possível simular os valores atuais pagos em modalidades mais usuais pelo brasileiro, como cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal, verificando o montante estimado a ser pago mensalmente.

Pinheiro aponta que uma das saídas para o endividamento é buscar ofertas de crédito com menores taxas de juros e prazos mais longos, que já estão disponíveis no mercado. “O crédito imobiliário, que tende a crescer no país nos próximos anos, é uma opção viável. O consumidor faz o imóvel quitado trabalhar a seu favor, deixando-o como garantia. Com isso, além de ter acesso a um prazo maior para pagamento das dívidas de até dez anos, o consumidor reduz as parcelas a pelo menos um terço do que nas modalidades de cartão de crédito ou cheque especial”, esclarece ele. O simulador pode ser acessado através do endereço: www.SimuladorInteligente.com.br

Com pequenas mudanças na rotina diária de uma empresa é possível economizar e sobrar mais dinheiro no caixa

caixa das empresasDiante das indefinições econômicas, principalmente em relação às altas da inflação e das taxas de juros é fundamental que as empresas desenvolvam algumas estratégias que permitam a redução dos custos ao final de cada mês. Em apenas dois itens, como energia elétrica  e  material de escritório, é possível uma boa redução de custos e, consequentemente, uma sobra para o caixa.

Por exemplo, se observarmos cuidadosamente o consumo de energia de uma empresa veremos que a conta é bastante elevada já que quase todos os equipamentos utilizados para desenvolver as mais variadas atividades do dia a dia exigem consumo de eletricidade. No entanto, é possível poupar algum dinheiro, através da mudança  de algumas rotinas diárias e até de equipamentos que vão ajudar a empresa a economizar energia de forma rápida e eficiente.

Em primeiro lugar é importante desligar  as luzes de ambientes que não estão sendo usados. Outra opção obrigatória é a troca de lâmpadas incandescentes por fluorescentes compactas e de baixo consumo, que consomem 75% a menos de energia elétrica.

As empresas também devem optar por computadores portáteis que gastam 90% menos energia do que um PC normal. As impressoras de jato de tinta também são uma boa opção para poupar energia na empresa, uma vez que gastam 90% menos  energia do que as impressoras a laser.

Outra área de gastos em uma empresa é o consumo, por vezes exagerado, de material de escritório. Também neste item é possível poupar  dinheiro mudando algumas das rotinas do dia a dia.

Em primeiro lugar é importante minimizar a utilização de papel no trabalho.  Como estamos em plena era da tecnologia, as empresas devem usar e abusar da Internet, principalmente no envio de e-mails.

Os materiais ecológicos por serem mais baratos devem ser priorizados. E, sempre que possível, é importante adquirir materiais em promoção. As folhas usadas que não tenham informações confidenciais devem ser reutilizadas para imprimir nas costas documentos internos da empresa que não sejam importantes e desta forma haverá economia com a diminuição da compra de papel.

Lucro da TIM aumenta 14%

TIM logoA TIM apresentou lucro líquido de R$ 306 milhões no primeiro trimestre de 2013, registrando um crescimento anual de 14%. A receita líquida foi de R$ 4,7 bilhões,  com alta de 5,4% se comparada ao mesmo período de 2012. A receita bruta total cresceu 6,3% no comparativo anual, chegando a R$ 7 bilhões. A boa performance das ofertas de dados e SMS contribuiu para o crescimento de 25% da receita bruta de VAS (ano a ano), que alcançou R$ 1,2 bilhão no trimestre.

De acordo com o balanço da TIM, os webphones e os smartphones alcançam 46% de penetração na base total de clientes, registrando crescimento de 15 pontos percentuais em relação ao mesmo período de 2012 e incremento da receita bruta de aparelhos, que atingiu R$ 899 milhões, alta de 33,5% no comparativo anual. O EBITDA foi de R$ 1,2 bilhão, representando um crescimento de 3,9% com relação ao primeiro trimestre de 2012.

A base de assinantes atingiu 71,2 milhões de clientes e 27% de market share no primeiro trimestre do ano. A liderança no segmento pré-pago foi mantida com 60,3 milhões de clientes, registrando crescimento de 4,8% no comparativo com o primeiro trimestre de 2012.   No segmento pós-pago, o aumento registrado foi de 13,2% em relação ao primeiro trimestre do ano passado, alcançando um total de 10,9 milhões de assinantes.

O MOU (Minutos de Uso) alcançou a marca de 145 minutos no período, proporcionando um crescimento de 15% com relação ao mesmo período do ano anterior.  A Live TIM, serviço de banda larga fixa da companhia, conquistou 6,6 mil novos clientes no trimestre, totalizando uma base de 16,3 mil usuários no Rio de Janeiro e em São Paulo.  O investimento (CAPEX) foi de R$ 470 milhões, 90% destinado para ampliação e modernização de infraestrutura de rede nos primeiros tr|ês meses do ano.

Abertura do mercado de cartões aumenta concorrência e reduz taxas

cartao-creditoEstudo realizado pela Dextron Management Consulting, consultoria focada em projetos de Estratégia e Organização, mostra que o setor de cartões de crédito e débito está mais competitivo após o fim dos contratos de exclusividade entre Cielo e Visa, Redecard e Mastercard, ocorrido em 2010. Prova disso é que novas credenciadoras, em parceria com grandes bancos do País, entraram neste mercado desde então, ampliando a concorrência e contribuindo para reduzir em mais de 7% as taxas de desconto cobradas dos estabelecimentos comerciais, que agora giram em torno de 2,78% a 2,81%.

“Antes, os estabelecimentos eram forçados a possuir tanto a máquina da Cielo como da Redecard, caso quisessem aceitar cartões das duas principais bandeiras, Visa e Mastercard. Agora, basta optar por uma delas”, explica Bruno Furlan, consultor da Dextron responsável pelo levantamento, ao destacar que o fim da exclusividade não só permitiu a entrada de novos players como também estimulou a concorrência entre Cielo e Redecard, aumentando o poder de negociação do comércio.

Furlan conta que hoje o mercado brasileiro dispõe de quatro outras credenciadoras além da Cielo, que tem participação do Banco do Brasil e do Bradesco, e da Redecard, da qual o Itaú Unibanco é sócio. A principal delas é a GetNet, que mantém parceria com o Santander desde julho de 2010 e conquistou 4,4% de market share no quarto trimestre de 2012, o equivalente a mais de R$ 31 bilhões em transações no ano. Sétima maior credenciadora dos Estados Unidos, a Elavon firmou uma joint venture com o Citi e vem operando no Brasil desde fevereiro de 2012.

Já a Banricompras, criada pelo Banrisul, tem como foco de atuação os estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, enquanto a americana Global Payments, parceria do Banco de Brasília, deve começar a atuar na região Centro-Oeste no segundo semestre deste ano. “São poucos os bancos comerciais que ainda não estabeleceram relação com uma credenciadora. Estes detêm apenas 2,7% do total de 185 milhões de clientes bancários do País”, acrescenta o consultor da Dextron.

O consultor ressalta que a taxa de aluguel de equipamentos, que chegou a cair 10%, voltou a subir aos patamares anteriores, o que não foi suficiente para compensar a queda na taxa de desconto. A pesquisa aponta ainda que 80% da receita dos credenciadores vêm das taxas de desconto cobradas dos estabelecimentos comerciais, enquanto o aluguel de equipamentos e serviços de conectividade responde por 11,8%. No que diz respeito às despesas, as taxas de intercâmbio pagas aos bancos emissores representam mais de 55%. “A queda significativa nas taxas cobradas do comércio impactou o EBITDA dos credenciadores, que caiu 21,9%, no caso da Cielo, e 17,1%, na Redecard. Mesmo assim, as duas mantiveram margem EBITDA superior a 50% da receita líquida”, observa Furlan.

Ao analisar os bancos emissores de cartões de crédito e débito, a Dextron constatou que mais da metade da receita dessas instituições vem dos juros cobrados dos clientes, ao passo que as tarifas de intercâmbio e ao portador contribuem com 22%. Por outro lado, a inadimplência representa quase 35% das despesas.

Em 2012, a Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs), estima que o setor de cartões no Brasil tenha faturado R$ 813 bilhões, um crescimento de mais de 21% em relação ao ano anterior. Ainda de acordo com a entidade, o cartão ganhou ainda mais espaço como meio de pagamento e, em 2011, já respondia por 26,8% do consumo privado no Brasil, o que representa aumento de 2,5% se comparado a 2010.