Protesto de condômino devedor é adotado em 28% dos prédios de São Paulo

título protestadoCinco anos após a vigência da lei estadual que autoriza a inscrição de condôminos devedores em serviços de proteção ao crédito por meio de protesto, 28% dos condomínios residenciais de São Paulo colocaram a medida em prática. É o que aponta levantamento da Lello, empresa líder em administração condominial no estado, com 18 filiais na capital, ABC, interior e litoral. A medida auxilia no controle da inadimplência condominial. Antes que seja adotada, a Lello sugere sua discussão e aprovação pela assembleia de moradores, o que também contribuirá para dar publicidade ao ato junto a todos os condôminos. De 1,7 mil condomínios administrados pela Lello, 476 aprovaram o protesto automático. Desses, 48% autorizam “sujar” o nome do condômino devedor, via protesto, após 90 dias da data de vencimento, e 46% depois de 60 dias. Apenas 6% autorizam o protesto após apenas 30 dias do vencimento do boleto.

A negativação por meio de protesto exige que o condomínio dê entrada no pedido em cartório, por meio de requerimento assinado pelo síndico ou pela administradora. Decorrido o prazo estabelecido o protesto é lavrado e o CPF do devedor, restringido no banco de dados oficial do poder público e nas associações particulares, a exemplo do Serasa e do SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito).

A adesão ao protesto varia conforme a região da cidade, chegando a 49,2% na Vila Mariana, 43,3% no Morumbi, 34,5% em Santana, 14,7% no Tatuapé, 13,6% nos Jardins e 13% em Perdizes.  Entre os condomínios administrados pela Lello no ABC o protesto atinge 21,4%. Já no Guarujá e Riviera de São Lourenço o índice é de 19,4%. Nos últimos três anos a Lello protestou realizou um total de 1.226 protestos de condôminos em atraso.  “O protesto de condôminos inadimplentes é uma medida que pode ser eficaz, uma vez que restringe o acesso das pessoas a crédito para compras e auxilia uma solução mais rápida para o problema. É importante que, além de a aprovação da assembleia, os condomínios estabeleçam um prazo para o encaminhamento do boleto para protesto. O recomendável é que este prazo seja de 60 dias após o vencimento. Desta forma haverá tempo hábil para a realização de cobrança amigável, que sempre é menos traumática”, diz Carlos Henrique, gerente de Cobrança da Lello Condomínios.

O gerente recomenda alguns cuidados especiais aos condomínios, como divulgar no boleto a inscrição “sujeito a protesto conforme lei nº 13.160 de 21 de julho de 2008”. “E é preciso ter cuidado para protestar apenas o proprietário do apartamento, isto é, aquele em nome do qual o imóvel está efetivamente registrado”, diz o gerente da Lello.

Quatro ações de empresas do Paraná saem na contramão do mercado acionário no 1º semestre

bolsa-de-valoresDas 12 empresas paranaenses ou que têm sede no Paraná que negociam suas ações na Bolsa de Valores, quatro  andaram na contramão do mercado acionário e estão encerrando o primeiro semestre de 2013 com resultados positivos. Nesta sexta-feira (28)  ainda teremos mais pregão, mas pouca coisa pode mudar nos resultados.  Nos primeiros seis meses do ano, enquanto o índice da Bolsa de Valores de São Paulo caiu 22%, as ações da Bematech valorizaram 28%, os papéis da América Latina Logística (ALL) subiram 15%, Cacique Café teve alta de 6% e as ações da Inepar valorizaram 0,73%.

Já as ações da Sanepar e Positivo Informática tiveram quedas bem acima da BMFBovespa o nos primeiros seis meses do ano.  Os papéis da Sanepar caíram 29% no semestre, sendo que somente em junho a queda foi de 22%. Já as ações da Positivo  Informática amargam prejuízo de 23%, este ano,  dos quais, 17% só neste mês. Outras quedas expressivas de janeiro a junho também foram constatadas nas ações  da Copel  com -15%, Battistella com queda de 16%, Ecorodovias com -12%, Paraná Banco com variação negativa de 10% e Triunfo com -11,5%.

Eu conversei com o analista chefe da Corretora Omar Camargo, Felipe Rocha, e ele me explicou o porquê de algumas ações de empresas paranaenses estarem com resultados positivos, na contramão do mercado. No caso da América Latina Logística, os bons resultados da safra agrícola, aliados ao ciclo de investimentos feito pela empresa contribuíram para que o fluxo de caixa aumentasse e isso agradou os investidores . Já a mudança de portfólio da Bematech , que está agregando mais valor aos seus negócios também se refletiu nos números da empresa.

As quedas das ações da Copel,principalmente em junho, são consequência do anúncio do governo do estado que suspendeu  o aumento de tarifas e isso também respingou nos papéis da Sanepar.

Para o analista chefe da Corretora Omar Camargo, o segundo semestre do ano será de muita instabilidade para as bolsas de valores e a tendência é indefinida. O mercado reagirá de forma positiva ou negativa diante de como será conduzida a reforma política brasileira,  da independência do Banco Central para controlar a inflação e de fatores externos como por exemplo, se o Banco Central norte-americano manterá ou não a política de incentivos à economia.

Confira o desempenho das ações de empresas paranaenses no primeiro semestre de 2013:

Empresa Junho/2013* Jan/Jun/2013*
ALL -10.05% 15,28%
Bematech -1,2% 27,76%
Battistella -2% -16,24%
Cacique -9,16% 5,83%
Copel -17,96% -14,98%
Ecorodovias -9,73% -11,56%
Inepar -3,5% 0,73%
Paraná Banco -7,41% -9,75%
Positivo Informática -17,23% -22,82%
Providência -4,5% -7,6%
Sanepar -22,07% -29,39%
Triunfo -7,77% -11,46%
Ibovespa -11% -22%

(*) Até o dia 27/06/2013

 

Cai inadimplência das empresas

inadimplenciaA inadimplência das pessoas jurídicas caiu 2,2% em maio na comparação com abril, conforme revela o Indicador Serasa Experian de Inadimplência das Empresas. Na comparação anual, entre maio de 2013 e igual mês do ano anterior, a inadimplência nos negócios caiu 3,4%. Na relação entre o período de janeiro a maio de 2013 e igual período de 2012, houve aumento de 0,9%.  Para os economistas da Serasa Experian, a inadimplência das empresas vem recuando mensalmente desde abril, depois de um forte crescimento (8%) em março ante fevereiro. Diante de quadro de elevação dos juros, desvalorização cambial, que afeta as empresas endividadas em dólares, inflação pressionando custos e crédito mais seletivo, as empresas diminuíram sua demanda por crédito para evitar novas dívidas. Além disso, a inadimplência dos negócios recua por conta da conservadorismo adotado na gestão financeira de boa parte das empresas.

No período de janeiro a maio de 2013, as dívidas não bancárias (cartões de crédito, financeiras, lojas em geral e prestadoras de serviços como telefonia e fornecimento de energia elétrica e água) tiveram um valor médio de R$ 802,36, o que representou uma alta de 3,4% ante igual período de 2012.

As dívidas com bancos, por sua vez, tiveram nos cinco primeiros meses de 2013 um valor médio de R$ 5.212,82, resultando em -1,1% de recuo na relação com o acumulado de janeiro a maio do ano anterior. Quanto aos títulos protestados, o valor médio verificado nos primeiros cinco meses do ano foi de R$ 1.999,46, com elevação de 4,4% sobre igual acumulado de 2012.

Por fim, os cheques sem fundos tiveram, nos quatro primeiros meses de 2013, um valor médio de R$ 2.601,23, representando um aumento de 18,7% quando comparado com o mesmo período de 2012.

Novas regras para pagamento de boletos bancários entram em vigor nesta sexta

A partir desta sexta-feira (28), o pagamento de boletos bancários passa por mais uma mudança. Títulos com valor igual ou maior a R$ 250 mil só poderão ser liquidados por meio do Sistema de Transferência de Reservas do Banco Central do Brasil (Bacen), exigindo a indicação do CNPJ ou CPF dos envolvidos na transação, além do endereço e nome do beneficiário.

A determinação do Bacen atende às Circulares nº 3.598 e nº 3.656, que padronizam a forma de emissão dos boletos bancários. De acordo com o órgão, a mudança garante maior clareza e segurança. Em vigor desde abril do ano passado, a medida criou, entre outras regras, a diferenciação entre os boletos de cobrança e os boletos de proposta; enquanto o primeiro está vinculado à existência de uma transação comercial, o segundo não tem qualquer vinculação comercial, o que desobriga o pagamento.

Os clientes que efetuam o pagamento de boletos por meio de arquivo eletrônico deverão ajustar seus sistemas para que, no caso de pagamento de valor igual ou maior que R$ 250 mil, sejam informados o CPF e CNPJ do próprio pagador e do beneficiário. As soluções NeoGrid já estão aptas a receber o novo registro J-52 de acordo com a decisão do Banco Central.

Paranaenses são os mais interessados em educação financeira

Lançado há dois meses, o portal Eu Planejo 360°, da seguradora Mongeral Aegon, constatou que os paranaenses estão mais dispostos em fazer um planejamento financeiro. O relatório de visitas ao site mostra que os internautas do Paraná possuem 40% de interesse, à frente de usuários do Rio Grande do Sul (39%) e de São Paulo (36%). O monitoramento considerou o número de páginas acessadas e o tempo de permanência em cada uma delas, média de 14 minutos e 12 segundos.

O estado do Paraná possui atualmente 2.387 corretores. Em Curitiba o número de corretores chega a 1.218 e no interior do estado totaliza 1.169. As companhias Seguradoras participam com 1,1% do Produto Interno Bruto do Paraná e no ranking nacional o mercado segurador paranaense ocupa o quarto lugar.

O portal Eu Planejo 360° (www.euplanejo360.com.br) é um canal de relacionamento desenvolvido com o objetivo de despertar no usuário a importância do planejamento financeiro na construção do seu futuro. Os conteúdos abordam temas do dia a dia das finanças pessoais e sinalizam caminhos para a realização dos sonhos e projetos particulares.