Pontualidade de pagamentos das micro e pequenas empresas sobe pelo quarto mês consecutivo

pagamentosA pontualidade de pagamentos das micro e pequenas empresas atingiu 95,8% em maio/13, registrando sua quarta alta mensal consecutiva. Isto significa que durante o mês passado, a cada 1.000 pagamentos realizados, 958 foram quitados à vista ou com atraso máximo de sete dias. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, a pontualidade de pagamentos das micro e pequenas empresas também cresceu, já que em maio/12 havia sido de 95,2%.

De acordo com os economistas da Serasa Experian, a sequência de elevações mensais dos níveis de pontualidade de pagamentos das micro e pequenas empresas é um sinal de que a inadimplência das empresas deverá exibir gradual recuo ao longo dos próximos meses, a exemplo do que já vem ocorrendo com a inadimplência dos consumidores.

As micro e pequenas empresas do setor comercial apresentaram o maior nível de pontualidade de pagamentos em maio/2013: 96,4%. As micro e pequenas empresas industriais registraram pontualidade de 95,2% e, por fim, a pontualidade de pagamentos das micro e pequenas empresas de serviços atingiu 95,1% em maio/13.

Em maio de 2013, o valor médio dos pagamentos pontuais recuou 2,3% em relação ao mesmo mês do ano passado (R$ 1.717 contra R$ 1.757). O maior valor médio foi registrado pelos pagamentos pontuais das empresas de serviços (R$ 1.884), seguido pelo das empresas comerciais (R$1.711) e, por fim, pelas micro e pequenas empresas do segmento industrial (R$ 1.645).

Sicredi e BRDE celebram 20 anos de parceria

Executivos comemoram as duas décadas de parceria entre as instituições.
Executivos comemoram as duas décadas de parceria entre as instituições.

O Sicredi e o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) celebram neste mês 20 anos de parceria. Nesse período de trabalho conjunto foram destinados R$ 866 milhões a produtores rurais e pequenos empreendedores do Paraná. Para celebrar as duas décadas de atuação em sinergia e os resultados obtidos, foi realizado um encontro no último dia 25, na sede do BRDE, em Curitiba, com a participação dos presidentes e executivos das entidades.

Desde o início da parceria, em 1993, foram firmados 14.583 contratos, sendo que a média de empréstimos foi de R$ 59.384,00. O valor indica que as duas entidades atenderam, em sua maioria, pequenos e médios produtores e empreendedores em suas necessidades de investimento. Para o futuro, um novo convênio, mais amplo que o atual, deve ser aprovado com o objetivo de disseminar as ações conjuntas das entidades.

O diretor de Acompanhamento e Recuperação de Créditos do BRDE, Nivaldo Assis Pagliari, exaltou as conquistas: “Ao comemorarmos 20 anos de parceria, temos a certeza que estamos cumprindo com nosso objetivo, que é o de promover o acesso dos empreendedores ao crédito de longo prazo. Essa união tem trazido bons frutos e o futuro nos reserva resultados ainda melhores”, prevê.

O presidente da Sicredi Participações S.A e da Central PR/SP, Manfred Dasenbrock, afirma que, além de apoiar os empresários e agricultores do Estado, o Sicredi aplica os recursos obtidos nas próprias comunidades envolvidas, visando o crescimento econômico e melhoria estrutural desses locais. “O recurso captado em cada região é destinado às próprias comunidades, com o interesse de desenvolver a economia local”, explicou.

Para o vice-presidente e diretor Financeiro do BRDE, Jorge Gomes Rosa Filho, o Sicredi se tornou uma extensão do banco, que possui apenas uma agência em todo o Estado. “Vejo o Sicredi como a principal forma de o BRDE atender clientes que estão fora do seu alcance, pois só possuímos agências nas capitais da Região Sul, além de um quadro funcional enxuto. Com o aumento da capilaridade, devido as mais de 350 unidades de atendimento do Sicredi, foi possível facilitar o acesso ao crédito a quem precisa de auxílio para executar projetos em pequenos municípios do interior”, completou.

Em sua maioria, os contratos firmados no período ofereceram benefícios aos agricultores, com auxílio para obtenção de novas máquinas; modernização da lavoura ou criação animal; conservação de recursos naturais; investimentos em irrigação e armazenagem; e, ainda, na criação de projetos que valorizem a chamada agricultura de baixo carbono, integrando lavoura, pecuária e floresta.

Crédito da foto – Rafael Danielewicz

Nas férias de julho é importante redobrar cuidados com despesas extras

gastos extrasGastar de forma impensada durante o período de férias é um hábito de muitos brasileiros. Mas é importante lembrar que despreocupar-se com as despesas e postergar o pagamento de dívidas nesta época pode se transformar em um grande problema para o restante do ano. E para fugir da inadimplência, aproveitando as melhores oportunidades das férias, é importante praticar e aprender a usar o crédito de forma consciente. Segundo Wilson Justo, diretor de Marketing da Sorocred, a utilização das linhas de financiamento pessoais e dos cartões de crédito deve ser realizada sempre com muita parcimônia e realismo. Para o executivo, parcelas mensais nunca devem ultrapassar 30% da renda líquida do consumidor.

Quanto ao cartão de crédito, a principal dica é evitar a tentação do pagamento mínimo ou rotativo. “Acreditamos que a educação financeira é o melhor caminho para que o brasileiro possa começar a usufruir das atuais facilidades de crédito, sem mergulhar em dívidas impagáveis”, explica Justo.

Confira agora algumas dicas do executivo para manter o orçamento no azul durante todo o ano:

Planilha do Bem . Anote sempre todos os gastos, principalmente os realizados nas férias, pois é importante confrontá-los com a renda mensal. Pode ser em uma planilha de Excel ou em um simples caderno. Disciplina é a palavra de ordem para quem almeja independência financeira;

Antes de sair às compras faça uma lista . Levar uma lista é uma forma de reduzir o seu campo de atuação em um supermercado ou nas tentadoras lojas de aeroportos, por exemplo. Sabendo do que precisa, você se limita aos corredores nos quais estão expostos estes produtos;

Não incorpore o limite do cheque especial ou cartão de crédito à sua renda mensal. Os limites de crédito representam uma comodidade, pois estão a mão sem a necessidade de nenhum procedimento burocrático (como a solicitação de um empréstimo pessoal a uma financeira ou a um banco), mas devem ser utilizados de forma consciente e com um objetivo previamente definido;

Vai viajar nas férias?  E para  quem vai viajar nas férias de julho, a principal recomendação é levar o dinheiro certo para a realização dos passeios, hospedagem e alimentação. “Não leve todos os cartões de crédito e os talões de cheques. Estar com todas estas ferramentas em mãos pode dar uma falsa sensação de riqueza, um estímulo perigoso para as compras por impulso”, alerta Justo. E se o destino for internacional, cuidado redobrado! Segundo Justo, as recentes oscilações cambiais podem provocar um rombo no orçamento doméstico na hora de pagar a fatura.

Endividamento de 63% da população leva famílias a analisar alternativas mais baratas de crédito

dívida renegociaçãoEm junho, 63% famílias brasileiras apresentaram endividamento com cheque pré-datado, cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, empréstimo, prestação de carro e seguro. O resultado, divulgado pela Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), aponta que o endividamento é maior do que em junho do ano passado, quando o percentual de endividados chegou a 57,3%.

O cartão de crédito foi apontado como um dos principais tipos de dívida por 76,2% das famílias endividadas, seguido por carnês (17,1%) e financiamento de carro (11,4%). Na avaliação de especialistas, a população precisa avaliar os juros mensais de cada modalidade e buscar alternativas de alongamento do prazo com juros mais baixos.

De acordo com o economista português e diretor geral do Conglomerado Financeiro Barigüi, Rodrigo Pinheiro, o crédito com garantia de imóvel (refinanciamento) tem sido uma ótima opção usar a casa própria e trocar o conjunto de dívidas caras e de curto prazo por uma alternativa de longo prazo e juros menores. “Cheque especial e cartões de crédito representam dívida e não complemento de renda. As famílias têm à disposição uma saída viável usando refinanciando seu imóvel, enquanto a instituição realiza avaliação do perfil do cliente para a melhor opção de linha de crédito, uma vez que não é vantagem nem objetivo da instituição financeira ficar com o imóvel”, informa.

Após alienação do imóvel, a Barigüi libera o crédito ao cliente no limite de 50% do valor do imóvel. Outro pré-requisito é comprometer a renda do cliente em até 30%, de forma que ele tenha capacidade de pagamento e não apenas entre em outra dívida.

Como vantagens, o cliente tem o prazo de até dez anos e juros a partir de 1,09% ao mês. Segundo Rodrigo Pinheiro, ainda há muito espaço para o crescimento do crédito imobiliário no Brasil, justificado pelo aumento da aquisição de imóveis, que ao longos dos anos alcançarão percentuais onde é possível já recorrer ao refinanciamento imobiliário, o crédito mais seguro para que a pessoa deixe de gastar com juros altos e passe a controlar melhor suas finanças, invista em sua empresa ou projetos pessoais.

A cada 15,6 segundos uma pessoa é vítima de fraude

Roubo-de-identidadeA cada 15,6 segundos um consumidor brasileiro é vítima da tentativa de fraude conhecida como roubo de identidade, em que dados pessoais são usados por criminosos para obter crédito com a intenção de não honrar os pagamentos ou fazer um negócio sob falsidade ideológica. O dado faz parte do Indicador Serasa Experian de Tentativas de Fraudes, que registrou, entre janeiro e maio deste ano, 837.641 tentativas de fraudes. No mesmo período no ano passado, houve 818.629 registros e, em 2011, 798.348 entre janeiro e maio.

O Indicador Serasa Experian mostra também que o setor telefonia teve 330.920 tentativas de fraude contra o consumidor entre janeiro e maio de 2013, o que representou 40% do total. O setor de serviços, que compreende seguradoras, construtoras, imobiliárias e serviços em geral – pacotes turísticos, salões de beleza etc. –, vem em segundo lugar, com 268.628 tentativas de golpe, 32% do total ocorrido no período. Em terceiro lugar no ranking vem o segmento de bancos e financeiras, com 159.129 tentativas de fraude, com 19% de participação. O varejo vem em quarto lugar de janeiro a maio de 2013, com 65.643 tentativas de fraude, 8% do total. Em última colocação estão os demais serviços, que totalizaram 13.321, 2% do total do período.

Em igual período de 2012, o setor de serviços liderava o ranking com 38% do total de tentativas de fraude, seguido de telefonia (30%), bancos e financeiras (19%), varejo (12%) e demais setores (2%). É comum as pessoas fornecerem seus dados pessoais em cadastros na internet sem verificar a idoneidade e a segurança dos sites. Os golpistas costumam comprar telefone para ter um endereço e comprovar residência, por meio de correspondência, e, assim, abrir contas em bancos para pegar talões de cheque, pedir cartões de crédito e fazer empréstimos bancários em nome de outras pessoas. Normalmente eles usam os cartões e cheques para dar golpes (ver abaixo as principais tentativas).

Pesquisas da Serasa Experian apontam que estão mais suscetíveis às fraudes os consumidores que tiveram seus documentos roubados. Com apenas uma carteira de identidade ou um CPF nas mãos de golpistas, dobra a probabilidade de ser vítima de uma fraude. As principais tentativas de golpe apontadas pelo indicador da Serasa Experian são:
–    Emissão de cartões de crédito: o golpista solicita um cartão de crédito usando uma identificação falsa ou roubada, deixando a “conta “ para a vítima e o prejuízo para o emissor do cartão.
–   Financiamento de eletrônicos (Varejo) – o golpista compra um bem eletrônico (TV, aparelho de som, celular etc.) usando uma identificação falsa ou roubada, deixando a conta  para a vítima.
–    Golpe: compra de celulares com documentos falsos ou roubados.
–   Abertura de conta: golpista abre conta em um banco usando uma identificação falsa ou roubada, deixando a “conta” para a vítima, neste caso toda a “cadeia” de produtos oferecidos (cartões, cheques) potencializam possível prejuízo às vítimas aos bancos e ao comércio.
–    Compra de automóveis: golpista compra o automóvel usando uma identificação falsa ou roubada, deixando a “conta” para a vítima.
–    Abertura de empresas: dados roubados também podem ser usados na abertura de empresas, que serviriam de ‘fachada’ para a aplicação de golpes no mercado.

A Serasa Experian responde diariamente a 6 milhões de consultas por dia, auxiliando 500 mil empresas de diversos portes e segmentos a tomar a melhor decisão em qualquer etapa de negócio: prospecção, desde a prospecção até a recuperação.

A pesquisa revela a importância de o consumidor adotar cuidados simples em seu dia a dia, como: Não fornecer seus dados pessoais para pessoas estranhas; Não fornecer ou confirmar suas informações pessoais ou número de documentos pelo por telefone, cuidado com promoções ou pesquisas; Não perder de vista seus documentos de identificação quando solicitados para protocolos de ingresso em determinados ambientes ou quaisquer negócios; Não informar os números dos seus documentos quando preencher cupons para participar de sorteios ou promoções de lojas; Não fazer cadastros em sites que não sejam de confiança; cuidado com sites que anunciam oferta de emprego ou promoções. Fique atento às dicas de segurança da página, por exemplo, como a presença do cadeado de segurança. Cuidado com dados pessoais nas redes sociais que podem ajudar os golpistas a se passar por você, usando informações pessoais, como por exemplo, signo, modelo de carro, time por que torce, nome do cachorro etc.; Manter atualizado o antivírus do computador, diminuindo os riscos de ter seus dados pessoais roubados por arquivos espiões.

Quando for vítima de roubo, perda ou extravio de documentos, a primeira medida é cadastrar a ocorrência gratuitamente na base de dados da Serasa Experian, no link www.serasaconsumidor.com.br. Esta informação estará disponível na mesma hora para o mercado. Depois, o consumidor deve fazer um boletim de ocorrência. Assim, sempre que ele for consultado, o concedente de crédito saberá que se trata de um documento roubado e terá mais cuidado ao fechar um negócio. O consumidor pode, ainda, consultar gratuitamente o seu CPF em uma das agências da Serasa Experian em todo o país. Os endereços estão no site www.serasaconsumidor.com.br.