Saída para famílias endividadas é fazer contas e buscar melhores taxas de juros do mercado

creditoDados da Confederação Nacional do Comércio (CNC) apontam que atualmente 63% das famílias brasileiras estão endividadas com cheques pré-datados, cartões de crédito, carnês de lojas, empréstimos pessoal, prestações de carro e seguros. O maior percentual de débito envolve cartões de crédito (76%), seguido de carnês (20%) e financiamento de carro (12%), enquanto o período de endividamento chega a seis meses, comprometendo cerca de 30% da renda familiar. De acordo com o diretor geral do Conglomerado Financeiro Barigüi, Rodrigo Pinheiro, “a situação é preocupante, porque está afetando o consumo das famílias e, consequentemente, a cadeia produtiva”.

Segundo ele, a maioria dos brasileiros não analisa previamente o valor pago com taxas de juros ao mercado antes da contratação das dívidas e não faz o “dever de casa” para se planejar. O pensamento de que basta caber no bolso para fechar negócio já está ultrapassado. Por conta disso, o Conglomerado Financeiro Barigüi lançou um simulador online que possibilita ao consumidor comparar diferentes produtos e suas taxas médias. Assim, é possível simular os valores atuais pagos em modalidades mais usuais pelo brasileiro, como cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal, verificando o montante estimado a ser pago mensalmente.

Pinheiro aponta que uma das saídas para o endividamento é buscar ofertas de crédito com menores taxas de juros e prazos mais longos, que já estão disponíveis no mercado. “O crédito imobiliário, que tende a crescer no país nos próximos anos, é uma opção viável. O consumidor faz o imóvel quitado trabalhar a seu favor, deixando-o como garantia. Com isso, além de ter acesso a um prazo maior para pagamento das dívidas de até dez anos, o consumidor reduz as parcelas a pelo menos um terço do que nas modalidades de cartão de crédito ou cheque especial”, esclarece ele. O simulador pode ser acessado através do endereço: www.SimuladorInteligente.com.br

Com pequenas mudanças na rotina diária de uma empresa é possível economizar e sobrar mais dinheiro no caixa

caixa das empresasDiante das indefinições econômicas, principalmente em relação às altas da inflação e das taxas de juros é fundamental que as empresas desenvolvam algumas estratégias que permitam a redução dos custos ao final de cada mês. Em apenas dois itens, como energia elétrica  e  material de escritório, é possível uma boa redução de custos e, consequentemente, uma sobra para o caixa.

Por exemplo, se observarmos cuidadosamente o consumo de energia de uma empresa veremos que a conta é bastante elevada já que quase todos os equipamentos utilizados para desenvolver as mais variadas atividades do dia a dia exigem consumo de eletricidade. No entanto, é possível poupar algum dinheiro, através da mudança  de algumas rotinas diárias e até de equipamentos que vão ajudar a empresa a economizar energia de forma rápida e eficiente.

Em primeiro lugar é importante desligar  as luzes de ambientes que não estão sendo usados. Outra opção obrigatória é a troca de lâmpadas incandescentes por fluorescentes compactas e de baixo consumo, que consomem 75% a menos de energia elétrica.

As empresas também devem optar por computadores portáteis que gastam 90% menos energia do que um PC normal. As impressoras de jato de tinta também são uma boa opção para poupar energia na empresa, uma vez que gastam 90% menos  energia do que as impressoras a laser.

Outra área de gastos em uma empresa é o consumo, por vezes exagerado, de material de escritório. Também neste item é possível poupar  dinheiro mudando algumas das rotinas do dia a dia.

Em primeiro lugar é importante minimizar a utilização de papel no trabalho.  Como estamos em plena era da tecnologia, as empresas devem usar e abusar da Internet, principalmente no envio de e-mails.

Os materiais ecológicos por serem mais baratos devem ser priorizados. E, sempre que possível, é importante adquirir materiais em promoção. As folhas usadas que não tenham informações confidenciais devem ser reutilizadas para imprimir nas costas documentos internos da empresa que não sejam importantes e desta forma haverá economia com a diminuição da compra de papel.

Lucro da TIM aumenta 14%

TIM logoA TIM apresentou lucro líquido de R$ 306 milhões no primeiro trimestre de 2013, registrando um crescimento anual de 14%. A receita líquida foi de R$ 4,7 bilhões,  com alta de 5,4% se comparada ao mesmo período de 2012. A receita bruta total cresceu 6,3% no comparativo anual, chegando a R$ 7 bilhões. A boa performance das ofertas de dados e SMS contribuiu para o crescimento de 25% da receita bruta de VAS (ano a ano), que alcançou R$ 1,2 bilhão no trimestre.

De acordo com o balanço da TIM, os webphones e os smartphones alcançam 46% de penetração na base total de clientes, registrando crescimento de 15 pontos percentuais em relação ao mesmo período de 2012 e incremento da receita bruta de aparelhos, que atingiu R$ 899 milhões, alta de 33,5% no comparativo anual. O EBITDA foi de R$ 1,2 bilhão, representando um crescimento de 3,9% com relação ao primeiro trimestre de 2012.

A base de assinantes atingiu 71,2 milhões de clientes e 27% de market share no primeiro trimestre do ano. A liderança no segmento pré-pago foi mantida com 60,3 milhões de clientes, registrando crescimento de 4,8% no comparativo com o primeiro trimestre de 2012.   No segmento pós-pago, o aumento registrado foi de 13,2% em relação ao primeiro trimestre do ano passado, alcançando um total de 10,9 milhões de assinantes.

O MOU (Minutos de Uso) alcançou a marca de 145 minutos no período, proporcionando um crescimento de 15% com relação ao mesmo período do ano anterior.  A Live TIM, serviço de banda larga fixa da companhia, conquistou 6,6 mil novos clientes no trimestre, totalizando uma base de 16,3 mil usuários no Rio de Janeiro e em São Paulo.  O investimento (CAPEX) foi de R$ 470 milhões, 90% destinado para ampliação e modernização de infraestrutura de rede nos primeiros tr|ês meses do ano.

Abertura do mercado de cartões aumenta concorrência e reduz taxas

cartao-creditoEstudo realizado pela Dextron Management Consulting, consultoria focada em projetos de Estratégia e Organização, mostra que o setor de cartões de crédito e débito está mais competitivo após o fim dos contratos de exclusividade entre Cielo e Visa, Redecard e Mastercard, ocorrido em 2010. Prova disso é que novas credenciadoras, em parceria com grandes bancos do País, entraram neste mercado desde então, ampliando a concorrência e contribuindo para reduzir em mais de 7% as taxas de desconto cobradas dos estabelecimentos comerciais, que agora giram em torno de 2,78% a 2,81%.

“Antes, os estabelecimentos eram forçados a possuir tanto a máquina da Cielo como da Redecard, caso quisessem aceitar cartões das duas principais bandeiras, Visa e Mastercard. Agora, basta optar por uma delas”, explica Bruno Furlan, consultor da Dextron responsável pelo levantamento, ao destacar que o fim da exclusividade não só permitiu a entrada de novos players como também estimulou a concorrência entre Cielo e Redecard, aumentando o poder de negociação do comércio.

Furlan conta que hoje o mercado brasileiro dispõe de quatro outras credenciadoras além da Cielo, que tem participação do Banco do Brasil e do Bradesco, e da Redecard, da qual o Itaú Unibanco é sócio. A principal delas é a GetNet, que mantém parceria com o Santander desde julho de 2010 e conquistou 4,4% de market share no quarto trimestre de 2012, o equivalente a mais de R$ 31 bilhões em transações no ano. Sétima maior credenciadora dos Estados Unidos, a Elavon firmou uma joint venture com o Citi e vem operando no Brasil desde fevereiro de 2012.

Já a Banricompras, criada pelo Banrisul, tem como foco de atuação os estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, enquanto a americana Global Payments, parceria do Banco de Brasília, deve começar a atuar na região Centro-Oeste no segundo semestre deste ano. “São poucos os bancos comerciais que ainda não estabeleceram relação com uma credenciadora. Estes detêm apenas 2,7% do total de 185 milhões de clientes bancários do País”, acrescenta o consultor da Dextron.

O consultor ressalta que a taxa de aluguel de equipamentos, que chegou a cair 10%, voltou a subir aos patamares anteriores, o que não foi suficiente para compensar a queda na taxa de desconto. A pesquisa aponta ainda que 80% da receita dos credenciadores vêm das taxas de desconto cobradas dos estabelecimentos comerciais, enquanto o aluguel de equipamentos e serviços de conectividade responde por 11,8%. No que diz respeito às despesas, as taxas de intercâmbio pagas aos bancos emissores representam mais de 55%. “A queda significativa nas taxas cobradas do comércio impactou o EBITDA dos credenciadores, que caiu 21,9%, no caso da Cielo, e 17,1%, na Redecard. Mesmo assim, as duas mantiveram margem EBITDA superior a 50% da receita líquida”, observa Furlan.

Ao analisar os bancos emissores de cartões de crédito e débito, a Dextron constatou que mais da metade da receita dessas instituições vem dos juros cobrados dos clientes, ao passo que as tarifas de intercâmbio e ao portador contribuem com 22%. Por outro lado, a inadimplência representa quase 35% das despesas.

Em 2012, a Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs), estima que o setor de cartões no Brasil tenha faturado R$ 813 bilhões, um crescimento de mais de 21% em relação ao ano anterior. Ainda de acordo com a entidade, o cartão ganhou ainda mais espaço como meio de pagamento e, em 2011, já respondia por 26,8% do consumo privado no Brasil, o que representa aumento de 2,5% se comparado a 2010.