Maior porcentagem de famílias brasileiras endividadas está em Curitiba

Dividas-pagamentoComo no estudo de 2011, a região Sul é destaque na pesquisa Radiografia do Endividamento das Famílias Brasileiras, realizada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). Diante de uma taxa de endividamento da média nacional de 59%, Curitiba, no Paraná, registrou 88%, mantendo-se como a capital brasileira com maior porcentual de famílias endividadas. Em 2011, o número foi ainda maior, de 90%. Florianópolis, capital catarinense, ficou em segundo lugar, com 82% em 2012, taxa alta apesar da redução de sete pontos porcentuais em relação a 2011 (89%). A pesquisa da FecomercioSP está na terceira edição, traz dados comparativos  de 2010, 2011 e 2012, e tem como fontes o IBGE e a CNC.

Outro dado que chama atenção na região Sul é o valor médio de dívida por família (em reais). Lideram o ranking das cinco maiores dívidas, quase empatadas, as cidades de Florianópolis, com R$ 2.505, e Porto Alegre, com R$ 2.504. A média nas capitais brasileiras, em 2012, foi de R$ 1.950. O ranking de 2012 se completa com duas capitais do Sudeste e uma do Nordeste: Vitória (R$ 2.499), Belo Horizonte (R$ 2.476) e Recife (R$ 2.174). Em 2011, as duas capitais da região Sul também estavam na lista das cinco maiores dívidas por família, na qual Porto Alegre liderava com R$ 2.568, e Florianópolis estava na quarta posição, com R$ 2.228.

No indicador das famílias com dívidas em atraso, as capitais da região Sul apresentaram redução em 2012. Na variação das médias 2012/2011 das famílias com dívidas em atraso, Porto Alegre registrou redução de 5%. Curitiba e Florianópolis apresentaram reduções maiores, ambas com 11%. No cenário nacional, a variação da média das famílias com dívidas em atraso apresentou uma redução de 5%. Em 2012, a maior média de inadimplência foi registrada em Porto Alegre, com 32% de famílias com contas atrasadas, seguida de Curitiba, com 22% e Florianópolis, com 21%.

Em relação à parcela mensal da renda que as famílias comprometem com a dívida, Florianópolis integra o ranking das cinco capitais brasileiras com menor comprometimento, com 28%, apresentando aumento em relação ao número de 2011, que foi de 26%. As outras duas capitais do Sul têm taxas muito próximas, mas já ficam fora do ranking: Curitiba, com 29% (26% em 2011), e Porto Alegre, com 30% (31%, em 2011). Os números estão bem próximos da média do total das capitais brasileiras, que foram de 30% em 2012 e de 29% em 2011. No índice das menores variações do endividamento total das famílias, no período 2012/2011, Porto Alegre está entre as cinco capitais com maior redução, com uma queda de 7% do total da dívida. Curitiba e Florianópolis registraram aumento de 12% e 5%, respectivamente. A média das capitais brasileiras foi um aumento de 2%.

Ranking Nacional (2012)

1 – Número porcentual de famílias endividadas

5 Maiores
Curitiba – 88%
Florianópolis – 82%
Maceió – 77%
Palmas – 75%
Cuiabá – 75%

5 Menores
Salvador – 40%
Goiânia – 43%
Campo Grande – 46%
São Paulo – 50%
Manaus – 50%

2 – Número absoluto de famílias endividadas

5 Maiores
São Paulo – 1.814.420
Rio de Janeiro – 1.253.914
Distrito Federal – 582.601
Curitiba – 518.603
Belo Horizonte – 477.465

5 Menores
Boa Vista – 38.250
Palmas – 40.958
Rio Branco – 59.696
Macapá – 66.146
Vitória – 69.331

CNI defende melhor combinação de política fiscal e monetária para combater a inflação

inflaçãoA decisão do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) de aumentar os juros básicos da economia para 8,5% ao ano está dentro das expectativas. O cenário inflacionário preocupante, com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acima do teto da meta, justifica a ação dos condutores da política monetária, avalia a Confederação Nacional da Indústria (CNI). Conforme a CNI, a recente desvalorização cambial acrescenta uma dimensão nova a um cenário já negativo, gerando maior pressão inflacionária. A ligeira desaceleração nos preços administrados ocorre por desonerações pontuais, com efeito apenas de curto prazo, uma vez que não se repetirão.

“Posto que a política fiscal não é efetiva para o controle inflacionário – os gastos do governo continuam se expandindo –, acentua-se a necessidade de atuação pela via da política monetária. Contudo, não se pode negligenciar os efeitos negativos da elevação dos juros sobre a recuperação econômica”, afirma a instituição.

Por isso, a CNI alerta que é necessária uma revisão da combinação de políticas e uma readequação do ritmo de expansão dos gastos públicos às necessidades da estabilização, de modo a gerar condições de um ciclo de juros menos intenso e evitar que todo o ônus do controle inflacionário recaia sobre o setor produtivo.

Previpar traz especialistas para aula de MBA

A Associação de Fundos de Pensão do Paraná (Previpar), juntamente com a Universidade Positivo, traz a gerente jurídica da Fundação Vale do Rio Doce de Seguridade Social-Valia, Lygia Avena, e a assessora de Imprensa do IRB-Brasil Re, Flávia Silva, para ministrar o próximo módulo do MBA em Previdência Complementar Fechada. As aulas ocorrerão de 11 a 13 de julho no auditório da Itaipu, na Rua Comendador Araújo 551, Centro, Curitiba. “Abordaremos os princípios constitucionais e legais da previdência complementar fechada, os principais marcos regulatórios, o regime disciplinar e a evolução da legislação”, adianta a advogada Lygia Avena.

Já Flávia Silva, jornalista pós-graduada em Engenharia de Gestão em Previdência Privada, abordará o panorama internacional da Previdência Complementar. “Vamos mostrar o sucesso de alguns sistemas específicos como, por exemplo, o holandês e o chileno”, conta.

A Associação dos Fundos de Pensão do Paraná foi fundada em 1998 e representa atualmente 15 entidades fechadas de previdência complementar como, por exemplo, a Fusan, Fundação Copel, BoticárioPrev, Fundação Alpha, JusPrev, entre outros. A Previpar se dedica a promover cursos, seminários, encontros, MBA, análises e pesquisas relacionadas à previdência complementar, além de difundir as boas práticas de planejamento econômico domiciliar e de previdência privada, tão necessários para a sociedade contemporânea.

Consumidor deve aproveitar a restituição do Imposto de Renda 2013 para quitar dívidas

dívida renegociaçãoA Receita Federal deposita na próxima segunda-feira (15), o dinheiro da restituição do segundo lote do Imposto de Renda e muitos contribuintes podem estar na dúvida sobre o que fazer com o dinheiro extra. Segundo os economistas da Serasa Experian, o que deve definir esta questão é a atual situação financeira do consumidor. Quem está superendividado deve priorizar o pagamento das dívidas, em especial as que possuem juros mais altos, como o cheque especial e o rotativo do cartão de crédito. A restituição também pode ser usada para pagar financiamentos em atraso ou contas que tenham acumulado multas pela falta de pagamento. Segundo os economistas, se ainda sobrar uma parte do dinheiro, ele pode ser utilizado para antecipar o pagamento de parcelas, pedindo ao credor que faça o desconto dos juros.

É importante que o consumidor evite utilizar a restituição como entrada para um novo financiamento, para não fazer uma nova dívida que será acumulada mensalmente com as demais, orientam os economistas. Também não é recomendável manter o dinheiro parado na conta bancária, pois os gastos diários e o cheque especial podem acabar absorvendo o valor sem que o consumidor perceba.

O pagamento da restituição do Imposto de Renda foi programado em sete lotes mensais, de junho a dezembro. O valor será corrigido pela taxa Selic e as próximas datas são: 15 de julho, 15 de agosto, 16 de setembro, 15 de outubro, 18 de novembro e 16 de dezembro.

Seguro protege executivos contra eventuais erros

Ricardo BeckerA vida profissional dos executivos e diretores de empresas está se tornando cada vez mais complexa. O executivo ou mesmo o sócio de uma empresa que cometer um erro ou tomar uma decisão inadequada, que resulte em prejuízo na condução dos negócios, além de perder o emprego, também terá que responder financeiramente pela sua falha.
Eu conversei com o advogado e diretor do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças do Paraná (Ibef/PR), Ricardo Becker (foto), e ele me disse que muitas empresas estão adotando o seguro de responsabilidade civil para executivos, mais conhecido como D&O (do inglês Directors and Officers), que protege os bens do corpo diretivo contra eventuais erros.

Aliás, alguns executivos só estão buscando cargos em empresas, em que no pacote de benefícios está incluído este tipo de seguro.   O D&O, que existe no Brasil há 15 anos,  já está presente em 38% dos contratos de trabalho dos executivos de empresas brasileiras e em 51% nas multinacionais. Só para se ter uma ideia, em 2012 esta modalidade de seguro movimentou pouco mais de  R$ 193 milhões, ou 12% acima do verificado no ano anterior. A cobertura pode chegar a cifras polpudas de R$ 1 milhão para pequenas e médias empresas brasileiras e de atè US$ 1 bilhão em caso de grandes multinacionais.

Segundo Ricardo Beker, uma boa engenharia financeira numa empresa é tão importante quanto uma planta para construir um prédio. Hoje com as margens cada vez mais apertadas e o aumento da concorrência, qualquer deslize cometido pelo executivo de finanças pode resultar na quebra da empresa.

A proteção do seguro varia de empresa para empresa, mas abrange desde problemas tributários e trabalhistas até processos ambientais. Os únicos casos que podem impedir um executivo de receber a cobertura são a infração cometida ser considerada criminosa ou ter sido motivada para benefício próprio. Ou seja, é uma cobertura para a proteção das partes lesadas por um erro de gestão e não um seguro para acobertar crimes.