Antes de investir em uma franquia é importante conversar com franqueados

Melitha Prado.

O segmento de franquias vem caminhando na contramão da crise. No ano passado, o faturamento do setor cresceu 8,3% e passou da casa de R$ 151 bilhões. No primeiro semestre deste ano, as franquias faturaram 8% a mais em relação a igual período de 2016, com os negócios atingindo a marca de R$ 74 bilhões. Os números são animadores, mas antes de abrir uma franquia, o empresário precisa percorrer um longo caminho que inclui muito estudo, do sistema e do negócio; análise pessoal para saber se ele realmente tem perfil para ser franqueado; e investigação, ou seja, ir a campo para levantar informações que possam dar mais segurança na tomada de decisão.

Neste sentido, uma recomendação de extrema importância é que o empresário converse com os franqueados que já atuam na rede da qual está interessado. Segundo a especialista e consultora jurídica, Melitha Prado, o franqueado pode fornecer informações valiosas e concretas como, por exemplo, os aspectos financeiros que permeiam a operação, explicar mais sobre o mercado e como é na verdade o relacionamento com a franqueadora.

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Rede faz as unhas das clientes em meia hora e prevê faturamento de R$ 5,6 milhões em 2018

Oferecer serviços de beleza com qualidade e rapidez é missão da rede BeautyB – Sobrancelhas e Unhas. A rede chega ao mercado este ano com modelo de negócio de baixo investimento e alta rentabilidade. E para as clientes, oferece um serviço express: As unhas das mãos são feitas em apenas meia hora. “Nossas profissionais são treinadas para oferecer um serviço de muita qualidade e rapidez para as mulheres que têm uma vida agitada e precisam correr contra o tempo”, conta Renata Galante, diretora comercial da BeautyB.

Criada pelo Grupo Universal Franchising, holding que tem o intuito de trazer uma nova visão para o setor de franquias no Brasil, a empresa faz nascer uma nova geração de empreendedores que acreditam no setor de beleza como um dos mais promissores do franchising. Quem comprova o dado é a ABF (Associação Brasileira de Franchising). De acordo com um estudo recente da Associação, o segmento Saúde, Beleza e Bem-Estar cresceu 17% no primeiro trimestre deste ano. “Estamos em um ambiente cada vez mais próspero e por isso nosso projeto de expansão está por todo o Brasil, em potencial”, explica Renata. De acordo com ela, a rede deve faturar R$ 5,6 milhões até final de 2018 com 100 lojas.

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Rede de escola de programação e empreendedorismo expande negócio pelo Brasil

Uma escola de robótica que teve suas primeiras aulas ministradas dentro de um apartamento virou um case de sucesso. A Buddys teve sua história iniciada em 2013 e hoje a rede já fatura R$ 1,5 milhão por ano. A ideia de jovens empreendedores agora busca alcançar novos mercados, como os das regiões sul, sudeste e centro oeste. A expectativa é abrir 50 unidades até o final do ano. “Esse modelo tende a ser o futuro das escolas. O aluno se desenvolve de forma individual. O legal é que se valoriza muito mais a interação entre professor e aluno, com isso potencializa o aprendizado em um ambiente colaborativo e que estimula a criatividade”, conta Marlon Wanderllich, CEO da empresa, sobre o modelo de negócios da rede.

Para atrair interessados em investir em uma franquia da Buddys, os irmãos prezam pelo diferencial das escolas. “Se for olhar o mercado, observará a enorme quantidade de concorrência para franquias de escola de idiomas, por exemplo. De tecnologia, são poucas! Além disso contamos com um modelo de negócio enxuto com alta lucratividade e baixo ponto de equilíbrio.”, explica Wanderllich.

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Designer gráfico larga profissão de 20 anos e se dedica a franquia de tapetes e capachos

Depois de trabalhar por quase 20 anos como designer gráfico, Marcos Martins, de 58 anos, resolveu deixar a profissão e comprou uma unidade da franquia da Cooper Kap – de tapetes e capachos em São Paulo, capital. “Desde 1996 que eu trabalho no ramo serviços gráficos e buscava de uma complementação de renda. Em fevereiro do ano passado conheci a franquia, em 15 dias já estava em Curitiba e quando voltei para casa tinha pedidos em andamento”, explica Martins.

De acordo com ele, até dezembro do ano passado ainda conciliava as duas atividades, mas em janeiro decidiu focar na Cooper Kap, microfranquia criada no município paranaense de Almirante Tamandaré e que pertence ao Grupo Kapazi. “Percebi que é um mercado de oportunidades e abrangente. Entrei com um objetivo de faturar inicialmente R$ 10 mil e agora a meta é chegar a R$ 25 mil por mês”, comenta Marcos.

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Por que as franquias quebram?

Rodrigo Stocco: a presença do franqueado na gestão do dia a dia da franquia faz toda diferença.

Uma pesquisa produzida pela Rizzo Franchise, apontou que a mortalidade das franquias vem crescendo consideravelmente. Em 2010 o número de franquias falidas era mais de 4 mil e em 2015 saltou para 12 mil. Por que esse número aumentou tanto nos últimos anos? Para analisar esse cenário e alertar os futuros franqueados, Rodrigo Stocco, fundador da Academia do Franqueado aponta os sete principais motivos que levam uma franquia a falência e dá dicas para o sucesso.

1 – Falta de comportamento empreendedor do franqueado
Ser orientado a metas, ter senso de auto responsabilização, persistência, comprometimento, iniciativa e seguir padrões da franqueadora são alguns comportamentos fundamentais para o sucesso de um negócio franqueado. Esses são alguns pontos que o empreendedor deve buscar ao ingressar no franchising, é o que explica Rodrigo Stocco. Segundo ele, não ter esse tipo de postura é o primeiro motivo que pode levar uma franquia a falência. “Sem esse desempenho, as chances de uma franquia “quebrar” aumentam significativamente, ainda que seja de uma boa marca ou até um negócio reconhecidamente de sucesso”, aponta. E completa: “ A franqueadora oferece a receita do bolo de um negócio de sucesso, ela te treina para fazer este bolo e gerar resultados, mas se o franqueado não tiver os comportamentos corretos para executar este bolo ele não terá sucesso. Mais da metade do sucesso depende da execução do boleiro”, exemplifica.

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