Indústria brasileira do aço segue em busca da recuperação

O desempenho da indústria brasileira do aço foi positivo no 1º trimestre de 2018, segundo dados do Instituto Aço Brasil. As vendas internas foram de 4,4 milhões de toneladas de aço nesse período, representando um crescimento de 11,4% na comparação com os três primeiros meses do ano anterior. O consumo aparente atingiu 5,0 milhões de toneladas, com crescimento de 9,6% em relação ao 1º trimestre do ano anterior, sustentado pelo crescimento das vendas internas. A produção brasileira do aço foi de 8,6 milhões de toneladas, 4,9% a mais do que no mesmo período do ano passado.

Apesar dos números mais positivos, a melhoria da atividade industrial nacional tem sido inferior ao esperado, e, portanto, insuficiente para que a indústria brasileira do aço se recupere da pior crise de sua história. No curto prazo, devido à lenta recuperação da economia doméstica, a saída das empresas aqui instaladas para elevar a utilização da capacidade instalada – 69% na média do primeiro trimestre do ano – é a exportação. No entanto, o já conturbado cenário internacional deteriorou ainda mais desde o início de março, com a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump de estabelecer alíquota de importação de 25% para o aço. Esta decisão foi tomada no âmbito da Seção 232 sob o argumento de que as importações de aço constituem ameaça à segurança dos EUA.

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Setor de calçados perde competitividade

Lançado recentemente, o Relatório Setorial da Indústria de Calçados, da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), aponta para dificuldades da atividade que há mais de um século tem importante papel na economia nacional. O documento apresenta, por meio de pesquisas oficiais cruzadas com um minucioso levantamento de produção realizado com associados da entidade – que respondem por mais de 70% do total produzido pelo segmento –, números de produção, exportação, importação, emprego, uso da capacidade instalada, entre outros.

Um dos dados que mais chama a atenção é a discrepância entre o crescimento da produção mundial e os números da produção nacional de calçados. No mundo, conforme dados levantados, foram produzidos 21,4 bilhões de pares, quase 4% mais do que em 2016. Analistas ressaltam que o crescimento foi, basicamente, impulsionando pelo consumo interno nos países. Em 2017, foram consumidos 19,6 bilhões de pares, 3% mais do que no ano anterior. Já no Brasil, que produziu 908,9 milhões de pares no período, houve um incremento de apenas 1%, na produção, ao passo que o consumo chegou a 805,5 milhões de pares, somente 1,2% maior do que em 2016, quando já havia despencado mais de 2%.

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Escola Politécnica da PUCPR promove evento da Indústria 4.0

A Escola Politécnica da Pontifícia Universidade Católica do Paraná realiza, entre os dias 18 e 19 de abril de 2018, o evento Transformação Digital. O encontro busca reunir a comunidade acadêmica, governamental e empresarial para apresentar os projetos de sucesso que se beneficiam da Indústria 4.0 e estão contribuindo para a sociedade.

Cerca de 14 empresas brasileiras apresentarão os cases de tecnologia, como Bosch do Brasil, Volvo do Brasil, Festo do Brasil, IBM, TOTVS e Rockwell Automation. Para o coordenador do curso de Engenharia Mecatrônica, Ricardo Alexandre Diogo, o objetivo do evento é o de apresentar para a comunidade os resultados da Indústria 4.0. “O termo Indústria 4.0 é atual, mas ainda os resultados das tecnologias aplicadas têm sido pouco divulgados. É uma ótima oportunidade para conhecermos cases aplicados nas indústrias”, destaca Diogo.

O evento é aberto ao público e a inscrição deve ser feita no site: https://www.sympla.com.br/transformacao-digital–escola-politecnica-pucpr__262893

Demanda por bens industriais cai em fevereiro

Embora tenha registrado queda de 1,6% na comparação entre fevereiro e janeiro, o consumo aparente de bens industriais manteve desempenho positivo no trimestre móvel terminado em fevereiro, com alta de 1,2%. O mesmo resultado positivo se verifica na comparação interanual, em que o indicador voltou a avançar, atingindo patamar 4,5% superior ao observado em fevereiro de 2017. É o que mostra o Indicador Ipea mensal de Consumo Aparente (CA) de Bens Industriais, divulgado nesta sexta-feira (06), pelo Grupo de Conjuntura do instituto.

O consumo aparente é calculado pela soma das importações de bens industriais com a produção interna líquida de exportações. Com o resultado de fevereiro, a demanda por bens industriais segue registrando ritmo de crescimento mais intenso (4,5%) que o apresentado pela Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (2,8%), do IBGE, na comparação interanual. “Isso é um sinal de que a atividade industrial está aquecida. A economia está demandando tanto os bens industriais produzidos no país quanto os bens importados”, explica Leonardo Mello de Carvalho, pesquisador do Ipea e autor do estudo.

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Produção física de vestuário tem acentuada retração

Em fevereiro, a produção física de produtos têxteis caiu 4,4% e a de vestuário e acessórios, 1,7%, em relação a janeiro. Retração ficou bem acima da média geral da indústria de transformação brasileira, que foi de 0,1%. Na comparação com fevereiro de 2017, observa-se acentuado recuo na fabricação de roupas, de 7,5%, ante crescimento de 1,3% dos produtos têxteis e de 4,1% da manufatura em geral.

No acumulado do primeiro bimestre de 2018, fica clara a tendência de queda das confecções, cuja produção física recuou 2,7% no período, no qual os têxteis cresceram 5,1% e a indústria de transformação como um todo, 5,4%. Para a Abit (Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção), o desempenho é reflexo da baixa competitividade da economia nacional, juros altos, elevada carga tributária, câmbio e o custo Brasil. A entidade destaca também a concorrência desleal exercida por alguns países asiáticos.

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