Perspectivas da Abimaq para 2018 é de retomada do crescimento

João Carlos Marchesan: é cedo para falar em crescimento da economia.

A Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) apresentou os indicadores econômicos de dezembro e fechamento do ano de 2017. No balanço divulgado, o presidente do Conselho de Administração da Associação, João Carlos Marchesan, demonstrou otimismo frente às expectativas para o ano de 2018. Um desse indicativos positivos foram as vendas realizadas pela Indústria de Bens de Capital Mecânicos, que cresceram 0,9% em dezembro de 2017, em função do aumento das vendas para o mercado externo, que cresceu 16,3%.

Marquesan destacou que ainda é cedo para falar em crescimento, no entanto já é possível falar na retomada da economia, prevendo um crescimento daqui dois ou três anos. “Fomos comprimidos nos últimos quatro anos, agora neste momento de resiliência de economia estamos retomando uma posição perdida ao longo dos últimos anos com perspectivas para o fim da redução nos investimentos”.

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Indústria deve manter o mesmo ritmo do ano passado e crescer 2,7% em 2018

O CEMAP (Centro de Macroeconomia Aplicada) da Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getulio Vargas com base em modelos próprios atualizou suas projeções para a produção industrial com base nos dados de produção até novembro de 2017 divulgados nexta sexta-feira (5) pelo IBGE.

O cenário para 2018 deve ser muito bem parecido com o do ano anterior. Os destaques continuarão sendo a indústria de bens de capital e bens duráveis de consumo. O crescimento previsto em doze meses para a indústria geral no ano de 2018 é de 2,7% ao ano.

Setor industrial do Paraná está mais otimista e prevê retomar investimentos em 2018

65% dos empresários paranaenses treinam seus funcionários.

Finalmente, o setor industrial do Paraná começa a projetar um cenário mais positivo para os negócios em 2018. É o que aponta pesquisa realizada com 398 indústrias de médio e grande porte em todas as regiões do Estado e que empregam 47 mil pessoas, e 219 micro e pequenas indústrias divulgada nesta segunda-feira (11) pela Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), em parceria com o Sebrae-PR. Segundo o estudo, 63,57% do empresariado está otimista em relação ao ambiente de negócios. Este é o melhor porcentual desde 2015 e o equivalente ao registrado em 2009, período em que a crise internacional afetava a economia. No ano passado, por exemplo, 55% dos industriais do Estado estavam otimistas, sendo este o menor nível de expectativas desde 1996, quando a pesquisa começou a ser feita.

Mesmo apresentando melhora significativa em relação a 2017, o indicador está abaixo dos períodos com histórico de percepção otimista, com níveis acima de 70%. Por sua vez, 30,65% dos empresários estão em dúvida de como será o cenário para 2018 e 5,78% estão pessimistas.

Entre os industriais que acreditam que 2018 será um ano favorável para os negócios, 26,87% indicam que farão novos investimentos. Mais da metade deles aposta em aumento das vendas e 22% sinalizam que vão fazer novas contratações. Estes resultados, segundo explica o economista Roberto Zürcher, levam a crer na continuidade do processo de transformação estrutural da indústria, diante da necessidade de incorporar novos padrões tecnológicos e uma cultura de competitividade crescente.

Já entre os pessimistas, 51,43% não farão qualquer investimento, 25,7% vão reduzir os empregos e 22,8% projetam diminuição das vendas.

 

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Confiança da Indústria cresce e atinge maior nível desde janeiro de 2014

O Índice de Confiança da Indústria (ICI) da Fundação Getulio Vargas avançou 2,9 pontos em novembro de 2017, para 98,3 pontos, o maior desde janeiro de 2014 (100,1 pontos). Após cinco altas consecutivas, o ICI acumula alta de 8,8 pontos no segundo semestre. “A retomada da confiança industrial vem ganhando consistência nos últimos meses. A produção do setor vem crescendo e os estoques se ajustaram, um cenário virtuoso que se reflete nas decisões estratégicas de contratação de pessoal”, afirma Tabi Thuler Santos, coordenadora da Sondagem da Indústria da FGV IBRE.

A alta da confiança industrial alcançou 13 dos 19 segmentos industriais em novembro de 2017. O Índice de Expectativas (IE) subiu 4,2 pontos, para 99,4 pontos, acumulando alta de 7,3 pontos no segundo semestre. O Índice da Situação Atual (ISA) subiu 1,7 ponto, para 97,2 pontos, com alta de 10,2 pontos no mesmo período.

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Indústria brasileira do aço cresce em 2017, mas não recupera perdas dos últimos 3 anos

Entre 2013 e 2016, o setor de aço caiu 32%.

O crescimento da atividade econômica nacional é lento e ainda não é suficiente para que a indústria brasileira do aço se recupere da pior crise de sua história. A previsão do Instituto Aço Brasil de vendas internas é de aumento de 1,2%, em 2017, tímido para compensar a queda acumulada de 32,2%, de 2013 a 2016. A produção deve aumentar 9,2% em relação ao ano passado, devido à entrada em operação da Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP), enquanto o consumo aparente de aço deve crescer 5,2% em 2017. Consumo este significativamente suprido pelas importações, cuja previsão de crescimento é de 33,5% este ano.

Tal fato reforça a necessidade do Governo brasileiro estar atento a medidas ágeis e eficazes de defesa comercial contra práticas abusivas de comércio praticadas por outros países, como é o caso do antidumping de bobinas a quente. No curto prazo, devido ao baixo nível de utilização da capacidade instalada, em média de 63%, a saída das empresas aqui instaladas para manter nível mínimo de suas operações é a exportação. A previsão do Aço Brasil é que as exportações de aço cresçam 14,5% este ano na comparação com 2016, ressaltando-se que este aumento em relação ao ano anterior deve-se às exportações da CSP.

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